RG CRÍTICA #42: A EXCITANTE VOLTA DE 'AMOR E SEXO'

Fernanda Lima e companhia estrearam nova temporada em novo dia e horário na Globo. O resultado foi bom para todos nós!

RG INDICA #60: LEITURA DINÂMICA

Revista eletrônica da RedeTV! mostra que existe vida para programas desse gênero além dos domingos.

RG CRÍTICA #41: RETROSPECTIVA 2015

Confira o que foi destaque na TV aberta neste ano.

RG INDICA #59: ESPECIAL DE NATAL 2015

Confira a programação especial da TV aberta para celebrar a noite de Natal.

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sexta-feira, 26 de junho de 2015

RG PE #14: OS DEZ PROGRAMAS MAIS VISTOS NO GRANDE RECIFE

Ranking divulgado no mês de junho destaca telejornal da Globo Nordeste como a atração mais vista na Região Metropolitana.

Nada de novela. Os primeiros dados consolidados da audiência de junho no Grande Recife revelaram que um produto jornalístico da Globo Nordeste é o programa mais visto da televisão pernambucana. Ao todo, foram divulgadas as cinco atrações de maior ibope das quatro principais emissoras do estado: TV Jornal/SBT, TV Tribuna/Band, TV Clube/Record e Globo Nordeste. E levando em consideração as pontuações isoladamente, no ranking dos dez mais assistidos, apenas quatro são folhetins. Os telejornais também possuem quatro posições e, nas duas vagas restantes, uma é de futebol e o outro, um programa de auditório. Uma outra constatação é que a novela “Babilônia”, que vem tendo crises de audiência em todo país, também segue em baixa no Recife, já que não apareceu no Top 5 da filial pernambucana da Globo. A lista das dez atrações também destacam a boa fase da TV Clube/Record, que vem se consolidando como vice-líder de audiência em diversos horários. Confira então o Top 10 dos programas mais vistos do Grande Recife na primeira semana de junho.

10) Bronca Pesada – TV Jornal/SBT (11.1 pts)

O programa policial apresentado por Cardinot no horário nobre da TV pernambucana (horário de almoço) é o maior destaque da afiliada da emissora de Silvio Santos. É o único programa fora do eixo Globo-Record que vai aparecer neste Top 10.

9) Hora do Faro – TV Clube/Record (12 pts)

A atração dominical comandada por Rodrigo Faro caiu no gosto dos pernambucanos. Com vários quadros que perpassam entre o divertido e o emocional, a audiência da afiliada pernambucana da Record corresponde muito bem. Faro, então, pode dançar de alegria, ao menos no Recife.

8) Jornal da Record – TV Clube/Record (12.6 pts)

Surpreendentemente, o Jornal da Record é o único telejornal nacional que aparece no Top 10 desta primeira semana de junho. Ancorado por Adriana Araújo e Celso Freitas, o JR garante a vice-liderança com facilidade para a TV Clube.

Com ótima audiência, Ciro e Nadya apresentam o Jornal da Clube.

7) Jornal da Clube – TV Clube/Record (13.6 pts)

O telejornal noturno da TV Clube apresentado por Ciro Guimarães e Nadya Alencar comemoram a boa fase. O jornalístico local vem de uma maré muito positiva de audiência desde 2014. Com recentes reforços no jornalismo da emissora, o público tem respondido bem a esses investimentos.

6) Os Dez Mandamentos – TV Clube/Record (16.8 pts)

Se não foi na Globo, é na afiliada da Record que novela é o produto mais visto da casa.“Os Dez Mandamentos”, de Vivian de Oliveira, vem chamando a atenção em todo país pelo ineditismo e qualidade das cenas. A trama bíblica se beneficia da boa audiência que herda do Jornal da Clube.

5) Malhação – Globo Nordeste (25.6 pts)

No ar há mais de 20 anos, a recente temporada da novelinha “Malhação” tem agradado bastante o público pernambucano. Com destaques para os personagens de Isabella Santoni e Rafa Vitti, a atual trama, que mistura música e artes marciais, garante a liderança no horário.

Novela de Lícia Manzo garante a liderança no horário das seis para a Globo Nordeste.

4) Sete Vidas – Globo Nordeste (26.8 pts)

Mesmo estando nas semanas finais, o folhetim de Lícia Manzo para o horário das seis também é líder de audiência. “Sete Vidas” e sua fofa abertura ao som de “What a Wonderful World” tem público cativo no Grande Recife.

3) Futebol de Domingo – Globo Nordeste (27.9 pts)

No chamado Painel Nacional de Audiência, o futebol não anda muito bem na TV aberta. Mas aqui em Pernambuco, o ibope ainda consegue ser bem satisfatório.

2) I Love Paraisópolis – Globo Nordeste (28.2 pts)

Na contramão de “Babilônia”, que nem aparece no topo do ranking, é “I Love Paraisópolis” que carrega o título de novela mais vista da Globo Nordeste atualmente. O bom desempenho da trama no Grande Recife segue a tendência crescente de outros estados do país. A novela pegou mesmo.

Wanessa Andrade comanda o programa mais visto de Pernambuco no início do mês de junho

1) NE TV 2ª Edição – Globo Nordeste (29.5 pts)

E no topo do ranking, quase beirando os 30 pontos – índices que se esperam de uma novela das sete da Globo em São Paulo, por exemplo – é o jornalismo local do NE TV 2ª Edição. O telejornal apresentado por Wanessa Andrade é lider de audiência com folga nas noites pernambucanas.

***Dados consolidados do Ibope de 01 a 07/06. Cada ponto aqui no estado é equivalente a 12 mil domicílios no Grande Recife.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

RG INDICA #57: COZINHA SOB PRESSÃO

Reality show culinário do SBT está na sua segunda temporada e mostra que cozinhar não tem glamour nenhum.

"A cozinha do inferno" brasileira mostra que não é fácil ser chef hoje em dia.

A gourmetização da gastronomia passa longe do programa “Cozinha Sob Pressão”, no SBT. Enquanto muitos enxergam o hábito de fazer comida uma arte e/ou algo simples e prazeroso, neste reality show os telespectadores percebem que “o buraco pode estar (muito) mais embaixo”. Apresentado pelo chef de personalidade forte Carlos Bertolazzi, a segunda temporada da versão brasileira de “Hell's Kitchen” estreou no último dia 25 de abril e é exibido semanalmente nas noites de sábado, às 21h30.

Diferente da proposta do MasterChef (Band), que pretende revelar um novo cozinheiro, o “Cozinha Sob Pressão” trabalha com pessoas profissionais da área, mas num clima de muita competição. Neste segundo ano, o programa agora tem 16 participantes (na primeira teve 14) para disputar o prêmio máximo de 100 mil reais em barras de ouro.

O reality tem a seguinte dinâmica: Num primeiro momento, os concorrentes estão divididos em duas cozinhas, "Azul" e "Vermelha". A cada episódio, as equipes preparam pratos propostos pelo Bertolazzi e precisam convencê-lo de que sabem bem como lidar com a pressão de uma cozinha de um restaurante profissional. Os vencedores das provas podem curtir uma folga, enquanto os perdedores enfrentam duras tarefas. Para completar, os grupos também têm de servir o restaurante do “Cozinha Sob Pressão”. Em todo episódio, os participantes executam um jantar especial para 40 pessoas e lidam com a tensão porque o chef não aceita nada menos que um trabalho de excelência. E com dois participantes a mais neste ano, Bertolazzi poderá eliminar dois ou até mesmo quatro concorrentes de uma só vez.

Descendente de italianos, paciência é que o mais falta ao chef paulista e apresentador do reality, Carlos Bertolazzi. #tenso 

Quatro participantes, dois de cada time, já deixaram a competição nesta temporada: Nathalia Vergili, Esther Magalhães (ambas do time Vermelho), Mario Amorim e Igor Martins (time Azul). Nesta semana, vai ao ar o quinto episódio do reality, que é um formato da ITV, com produção nacional da FremantleMedia (responsável por programas como “Ídolos”, “Mega Senha” e “O Aprendiz”).

E mal começou esta segunda edição, a terceira temporada de “Cozinha Sob Pressão” já foi encomendada pelo SBT. Mesmo com audiência na casa dos 5 pontos, o programa é recheado de anunciantes e tem boa repercussão nas redes sociais. Segundo a coluna Outro Canal, a atual temporada chega ao fim em julho, quando dará lugar ao "Bake Off Brasil - Mão na Massa", uma competição entre confeiteiros amadores, que será ancorada pela jornalista recém-contratada Ticiana Villas Boas. E depois deste, voltaria o "Cozinha Sob Pressão" ainda em setembro.

Para quem gosta de ver cozinheiros à flor da pele, sem dúvidas, este reality show é um verdadeiro prato cheio, com direito a muita torta de climão. Que vença o melhor!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

RG RELEMBRA #15: ÉRAMOS SEIS

O baú do nosso blog revisita a história de uma grande novela do SBT.

Novela de época reativou a dramaturgia no SBT em 1994.

Poucas novelas produzidas pelo SBT são tão vivas na memória do público quanto “Éramos Seis”. O primeiro capítulo foi ao ar há 21 anos, mais precisamente no dia 9 de maio de 1994, e marcava a volta da teledramaturgia brasileira na emissora de Silvio Santos. A estreia desta novela, inclusive, foi adiada em uma semana na época, em virtude da morte do piloto Ayrton Senna, que tinha abalado o país.

“Éramos Seis” era a quarta adaptação do romance homônimo da escritora paulista Maria José Dupré para a televisão brasileira, sendo as três primeiras feitas pela extinta TV Tupi no anos de 1958, 1967 e 1977. A versão do SBT teve 180 capítulos, escritos por Silvio de Abreu (hoje, grande autor e diretor de teledramaturgia da Globo) e Rubens Ewald Filho (Isso mesmo! O grande crítico de cinema já escreveu novela!). Eles também assinaram o remake de 77 na Tupi, que lhes rendeu até um Troféu Imprensa.

Esta era abertura de "Éramos Seis". Confira!

Com direção de Del Rangel, Henrique Martins e direção-geral de Nilton Travesso, o elenco de “Éramos Seis” era bem estelar e não deixava a desejar aos “padrões globais”. Nesta novela, haviam nomes fortes como Irene Ravache, Othon Bastos, Tarcísio Filho, Leonardo Brício, Jussara Freire, Paulo Figueiredo, Denise Fraga, Osmar Prado, Jandira Martini, Marcos Caruso, Marco Ricca, Nathália Timberg, Mayara Magri, Umberto Magnani, Flávia Monteiro, Elizângela, Chris Couto, Rosi Campos, Rosaly Papadopol, Ana Paula Arósio, Otaviano Costa, Ney Latorraca, Caio Blat e Wagner Santisteban.

Na sinopse, segundo o site Teledramaturgia, a trama contava o cotidiano da vida de Dona Lola (Irene Ravache), ao lado do marido Júlio (Othon Bastos) e dos quatro filhos: Alfredo (Wagner Santisteban / Tarcísio Filho), Carlos (Caio Blat / Jandir Ferrari), Isabel (Carolina Vasconcellos / Luciana Braga) e Julinho (Rafael Pardo / Leonardo Brício), desde quando estes eram pequenos até a vida adulta, quando Dona Lola termina seus dias sozinha numa casa para idosos. A história transcorria todos os momentos marcantes de sua vida. Desde a luta diária para criar os filhos, passando pela morte do marido, de Carlos (o filho mais velho), vítima da Revolução de 1932; os problemas com Alfredo, envolvido com movimentos políticos e badernas; a união precoce de Isabel com um homem bem mais velho e casado; e o casamento de Julinho com uma moça da sociedade que resultou na ida de Dona Lola para um asilo.

Esta família é inesquecível para os noveleiros de plantão.

Com uma trama bem familiar, não demorou muito para que “Éramos Seis” conquistasse o público com audiências expressivas de até 20 pontos no ibope. Também pudera, o SBT exibia o folhetim em dois horários. Primeiro, às 19h45, estrategicamente, logo após a novela das sete da Globo (que na época era “A Viagem”, pegando ainda sua sucessora “Quatro Por Quatro”) e uma reprise às 21h40, assim que acabava a trama das oito global, na época, “Fera Ferida”. Uma outra sacada interessante do folhetim era que, ao fim de cada capítulo, ao invés de mostrar as cenas do próximo, um personagem “dialogava” diretamente com o telespectador sobre o que acabara de acontecer naquele episódio, criando maior intimidade e apelo ao seu público.

“Éramos Seis” chegou ao fim no dia 5 de dezembro de 1994, ovacionada pelo público e crítica da época. O SBT só reprisou a trama em 2001, entre 22 de janeiro e 23 de março. No último capítulo, um texto de Paulo Bonfim resumiu bem o sentimento dos telespectadores deste folhetim: “Esta é uma novela que não terminou! Riso e pranto prosseguem, criando em nós o velho hábito de sonhar. A Avenida Angélica de ontem, transforma-se num rio que leva para o mar da noite a graça de um tempo que pede para ser eterno. Outras Lolas e outros Júlios virão, oferecendo à paisagem angustiada a rosa de seu amor. Entre personagens povoados de poesia, o personagem maior é São Paulo - o glório São Paulo de 32, no sentir de Guimarães Rosa. Éramos seis e hoje somos tantos a pedir que aconteça em nossas vidas o suave milagre dos dias de outrora!”.

sexta-feira, 27 de março de 2015

RG CRÍTICA #37: 5 MOTIVOS PARA VER A QUINTA REPRISE DA NOVELA “A USURPADORA”, NO SBT

O clássico dramalhão mexicano das gêmeas que trocam de lugar está de volta, mais uma vez, na emissora de Silvio Santos.

Está pronto para se envolver novamente com a história das gêmeas Paola e Paulina?

Em matéria de novelas mexicanas, sem dúvida, “A Usurpadora” será lembrada na sua cabeça mais cedo ou mais tarde. E agora, ela tem tudo pra se tornar assunto novamente nos próximos dias. É que nesta segunda-feira (30), a história protagonizada duplamente por Gabriela Spanic será exibida (acreditem!) pela sexta vez no SBT, na faixa vespertina de novelas, a partir das 17h, substituindo ao enlatado também mexicano “A Feia Mais Bela”. Mesmo com este novo replay, que empata apenas com “Maria do Bairro” em número de exibições no canal paulista, parece que o público não está nem aí e conta os minutos para a sua reestreia. E para deleite de uma legião de fãs (ou pra você que não está gostando nem um pouco da notícia), o #RGnaTV vai te dar cinco razões para tentar explicar o sucesso desse fenômeno e te convidar a acompanhar a saga das personagens Paola e Paulina one more time.

#1 – É um clássico da dramaturgia mexicana no Brasil, mas a sua origem é venezuelana!

Muito antes da trama chegar no Brasil, é necessário esclarecer que “La Usurpadora” nada mais é que um segundo remake de uma novela homônima, que foi ao ar pela primeira vez em 1972 na Venezuela, escrita pela cubana Inés Rodena. A primeira versão da Televisa para essa novela foi feita em 1981 com o título de “El Hogar Que Yo Robé” (“O lugar que eu roubei”). Já a versão que nós conhecemos (e amamos!) foi adaptada por Carlos Romero, com produção de Salvador Mejía e direção de Beatriz Sheridan e Nathalie Lartilleux. Com 102 capítulos, “La Usurpadora” foi exibida em 1998 e estreou pela primeira vez no Brasil no dia 22 de junho de 1999. Segundo a protagonista Gabriela Spanic, foram dez meses de produção, com toda a equipe gravando 15 cenas por dia em 14 horas diárias de trabalho. “A Usurpadora” também foi gravada em várias locações como Cancún, Cidade do México, Cuernavaca, Monterrey, Acapulco, Mônaco, Paris e Havaí.

Você lembra da abertura em português com Paulo Ricardo?

#2 – Os temas de aberturas, em espanhol e português, são adoráveis!

Uma das coisas que mais chamam atenção em “A Usurpadora” é o seu tema de abertura. Na versão mexicana, a canção “La Usurpadora” foi interpretada pelo trio feminino mexicano Pandora, formado pelas cantoras Isabel Lascurain, Mayte Lascurain e Fernanda Meade. A letra falava exatamente de alguém que chegava “com um disfarce” e conquistava um espaço e, claro, um amor. Na abertura, você via exatamente um resumo de toda a trama, que praticamente acompanhava a música. Porém, na sua primeira exibição no Brasil, não ouvimos a voz do grupo Pandora. O SBT resolveu escalar o cantor Paulo Ricardo para interpretar uma regravação de “Sonho Lindo”, um grande sucesso de Roberto Carlos. A letra em português não era tão objetiva como a original, mas também não fugia completamente da história da trama. Mesmo assim, os telespectadores brasileiros só ouviram a abertura brasileira na sua estreia, pois em todas as reprises começou a tocar a canção correta. Mas tanto uma quanto a outra eram realmente lindas de ouvir. Valia a pena só por isso.

#3 – Na mansão da Família Bracho é confusão do início ao fim.

Além da história principal da troca de identidade da pobre Paulina Martins ao se passar pela rica e ambiciosa Paola Bracho, a mansão da Família Bracho é um caso a parte. Sendo o principal núcleo da novela, os personagens mais marcantes (além das protagonistas) estão por lá. Na sinopse, Paola é esposa de Carlos Daniel Bracho (Fernando Colunga), que se casou apaixonada. Mas devido a ausência do marido, torna-se infiel. Na realidade, Carlos Daniel é um milionário quase falido que está em seu segundo casamento e possui dois filhos: a esperta e encantadora Lizete (María Soler) e o rebelde e problemático Carlinhos (Sergio Miguel). Ardilosa, Paola também mantém um caso extraconjugal com o cunhado, o inescrupuloso Willy (Juan Pablo Gamboa), casado com a atormentada e fanática Estephanie Bracho (Chantal Adere), uma mulher amargurada, ressentida com a vida e que se veste de forma horrível! Para piorar, ela ainda alcooliza a sua sogra, a Vovó Piedade Bracho (a diva Libertad Lamarque), e mal educou os seus enteados. Isso sem falar da empregada Lalinha (Paty Díaz) e a governanta Adelina (Magda Guzmán), que sempre estão envolvidas de alguma forma nos escândalos dessa família em ruínas.

 Porque novela chique tem continuação logo em seguida...

#4 – É uma novela que tem até spin-off!

Para quem não acompanha a novela (ou não percebeu durante as suas reprises), “A Usurpadora” tem até uma continuação! Originalmente, ela foi chamada de “Mas Allá de La Usurpadora”, sendo traduzida aqui no Brasil como “Além da Usurpadora”. Um diferencial que nunca chegou no Brasil é que neste spin-off, o ator Fernando Colunga (que fazia o Carlos Daniel) cantava o tema de abertura, uma versão masculina de “La Usurpadora”. Este especial tinha apenas dois capítulos no México. E no Brasil, ele já foi dividido em até três episódios. A equipe de produção era praticamente a mesma, mas a vilã agora era outra: a personagem Raquel, interpretada por Yadhira Carrillo. A história se passa um ano depois do fim da história original. Na sinopse, a trama se inicia quando Paulina vai ao médico pegar o resultado de seu 'check-up'. Ela descobre que está com câncer terminal e que só lhe restam 6 meses de vida. Paulina não conta a ninguém sobre sua doença e começa preparar uma nova Senhora Bracho para ser esposa de Carlos Daniel. “Além da Usurpadora” foi exibida em três ocasiões no Brasil: em 1999, na primeira reprise da novela em 2001 e na quarta reprise, em 2013.

#5 – Paola Bracho é vida!

Gente, esse é o tópico dos tópicos! Era mais que necessário colocar isto aqui. Pois muito antes de nos empolgarmos nas novelas brasileiras com grandes vilãs como Nazaré (Renata Sorrah, em “Senhora do Destino”), Flora (Patrícia Pillar, em “A Favorita”) e Carminha (Adriana Esteves, em “Avenida Brasil”), os grandes fãs de “A Usurpadora” insistem em rever a novela por causa dela: a vilã Paola Bracho. A “gêmea má” da trama mexicana acabou caindo no gosto do público brasileiro pelo seu sarcasmo, o seu modo desenfreado de ver a vida e, principalmente, pela classe que ela insistia em preservar (mesmo sendo mais baixa que uma pessoa ruim pode ser!). Mas eu também levanto aqui uma outra teoria do sucesso da diva má de Gabriela Spanic: a dublagem brasileira! E neste caso, é necessário fazer justiça à sua dubladora Sheila Dorfman [do estúdio carioca Herbert Richers], pois ela foi responsável por traduzir para os telespectadores a risada escandalosa, a frieza e a voz ora debochada ora sensual dessa personagem ímpar. Eis a prova:

Alguém ainda duvida que Paola Bracho é vida? rs!

Pela sexta vez, o SBT nos convida para nos envolvermos com este dramalhão clássico mexicano que já virou tradição aqui no Brasil. Por esses e outros motivos, a reestreia de “A Usurpadora” é, simplesmente, imperdível.

sexta-feira, 13 de março de 2015

RG ENTREVISTA #10: MÁRCIO BALLAS

Um dos apresentadores mais engraçados da TV brasileira conversou com o RG na TV. Confira!

Antes de qualquer coisa, precisamos dizer que o décimo entrevistado do nosso blog não é apenas apresentador. Ele é palhaço, ator, diretor e dramaturgo especializado na linguagem de Clown e Improviso Teatral. Esse paulista de 43 anos já se apresentou com os “Palhaços Sem Fronteiras” franceses em campos de refugiados durante a guerra do Kosovo, foi “Doutor da Alegria” por quatro anos aqui no Brasil e já foi campeão mundial de improviso no Festival Internacional de Bogotá. Tá achando pouco? O currículo fora das telinhas de Márcio Ballas é extenso e bastante relevante. Mas não demorou muito para que ele fosse descoberto pela televisão e também construísse uma história de sucesso nesse meio sem perder a sua essência teatral, humorística e de improviso que marcou positivamente suas passagens pela Bandeirantes e no SBT. E mesmo descansando um pouco da TV, mas com agenda corrida no teatro, Márcio parou um pouquinho para participar deste #RGEntrevista.


RG na TV: Márcio, antes de chegar na televisão, é preciso esclarecer que sua formação é bastante teatral. Como tudo isso lhe ajudou a chegar na telinha?
Márcio Ballas: O meu primeiro convite pra apresentar o 'É Tudo Improviso' veio de uma diretora da Band que me viu fazendo um espetáculo no teatro. Eu já trabalhava como apresentador há 10 anos, então isso me ajudou bastante ao ter que exercer essa função num programa de TV.

RG: O "É Tudo Improviso" foi o seu primeiro programa, que estreou em 2010 com duas responsabilidades: A primeira, de substituir o CQC no período de férias e a segunda, de reapresentar os Barbixas, que vinham do sucesso do "Quinta Categoria", na MTV. Quais eram as suas expectativas para a estreia da atração naquela época?
Márcio: A expectativa era alta pois pela primeira vez o improviso seria mostrado na TV aberta. Nós já fazíamos no teatro para grandes públicos, mas fazer para milhões de pessoas, que estão assistindo dentro de suas casas era totalmente novo para nós. Ficamos muito felizes que o programa deu certo e agora até está sendo reprisado no canal a cabo TBS.

RG: Foram três temporadas do "É Tudo Improviso" na Bandeirantes. Uma quarta foi gravada, mas só foi exibida recentemente, na TV fechada. Quais são as lembranças que você guarda daquele programa?
Márcio: Foi uma experiência incrível para mim. Fazer o que eu gosto, junto com meus parceiros de palco [Márcio Ballas foi Diretor “Improvisacional” do espetáculo “Improvável” da Cia. Barbixas de Humor, onde também atua como mestre de cerimônias e jogador convidado] e ainda ser tão bem recebido pelo publico que pôde conhecer a beleza e a magia do improviso.

Márcio Ballas começou na TV no "É Tudo Improviso" na Band.

RG: Após a sua passagem pela Band, você foi contratado pelo SBT a apresentar o "Cante Se Puder". A situação era bem diferente: Você agora tinha um roteiro para seguir e dividia o palco com "a filha do Patrão", Patricia Abravanel. Qual foi o maior desafio dessa etapa pra você? Ainda dava para improvisar naquela época?
Márcio: Ir para o SBT foi mais um grande desafio, pois eu teria que apresentar um programa que não tinha nada a ver com o que eu tinha feito nos meus 15 anos de carreira no teatro. Além disso teria que apresentar com a Patrícia, que eu não conhecia e é dona da emissora. No fim das contas foi muito bacana, a parceria com ela foi muito boa, fizemos uma dupla que funcionou e o programa bombou na época e acabou ficando no ar direto durante um ano e meio.

RG: Logo após o "Cante", veio o projeto do "Esse Artista Sou Eu", que estreou com grande sucesso em 2014. Você também voltou a apresentar sozinho. Nesse seu terceiro programa na TV aberta, foi perceptível um amadurecimento seu em frente às câmeras. Você concorda?
Márcio: Como em todos os trabalhos, quanto mais você exercita, mais vai melhorar. Apresentar não é diferente. Fui aprendendo as manhas e artimanhas da função e continuo estudando e vendo outros apresentadores para tentar ficar cada vez melhor.

RG: A primeira temporada do "Esse Artista Sou Eu" foi cercada de polêmicas entre os participantes. Para você, o que (e/ou quem) mais te surpreendeu no reality?
Márcio: O “Esse Artista Sou Eu” foi um programa que me surpreendia a cada gravação. Os cantores estavam transformados de tal maneira que até pra gente era incrível de assistir. O diretor inclusive me proibiu (e os jurados também!) de ver os participantes antes deles cantarem. Assim quando eles entravam era uma grande surpresa pra nós!

Feliz com o sucesso da primeira temporada do "Esse Artista Sou Eu" no ano passado, Márcio espera voltar com o programa em 2015.

RG: Se Márcio Ballas fosse um participante do EASE, em quem você gostaria de se transformar e porquê.
Márcio: Arnaldo Antunes. Sou fã dele.

RG: O "É Tudo Improviso" voltou a ser exibido no canal fechado TBS e tem sido um grande sucesso de audiência. Você acha que falta improviso na TV ultimamente?
Márcio: É muito legal de ver que mesmo num canal a cabo, o programa continua tendo um grande sucesso. Por mim teria um programa de improviso em cada canal! (risos)

RG: Quais são os seus planos profissionais para 2015? Já pensou em participar de alguma novela? O remake de "Cúmplices de Um Resgate" tá chegando no SBT esse ano...
Márcio: Continuo apresentando a Noite de Improviso no Comedians Club todas as quartas feiras em São Paulo. Além disso tenho um espaço chamado Casa do Humor na Vila Madalena onde damos cursos de Improviso, Clown e Stand Up para iniciantes, isto é, qualquer pessoa que queira aprender um pouco dessas linguagens. E para TV, estou na espera de uma segunda temporada do Esse Artista Sou Eu, que foi um programa que eu amei fazer e tomara que volte logo.

Obrigado, Márcio! :)

sábado, 5 de julho de 2014

RG INDICA #50: THE NOITE COM DANILO GENTILI

Humorista se consolida no gênero talk show repetindo o grande sucesso na Band na emissora de Silvio Santos.

Programa tem grande audiência nas madrugadas do SBT.

Prestes a completar quatro meses no ar, Danilo Gentili, apesar de ser comediante, está rindo à toa do êxito de seu programa de entrevistas “The Noite”, exibido no começo das madrugadas no SBT desde o dia 10 de março. Depois de uma contratação surpreendente no fim do ano, onde não só ele foi convidado a deixar o “Agora é Tarde” na Band, como ele levou toda a sua equipe – exceto o humorista Marcelo Mansfield, que 'não quis ir' para o canal –, surtiu efeito na audiência, que volta e meia ocupa a vice-liderança e já desbancou várias vezes o Jô Soares, ocupando o primeiro lugar no ibope em cima do Programa do Jô.

A estética do “The Noite com Danilo Gentili” não é muito diferente de seu antigo “Agora é Tarde”, a começar pelo elenco que se manteve. A atração conta com os comediantes Léo Lins, Murilo Couto e a assistente de palco Juliana. A trilha sonora ainda é responsabilidade da banda Ultraje a Rigor. E ocupando o lugar de Mansfield na narração do programa, completa o time o novato e divertido Diguinho Coruja.

Danilo Gentili está feliz na nova casa.

Entre os vários quadros criados para o “The Noite”, um dos mais engraçados é o “Leite Show”, onde é montada uma réplica do cenário em miniatura aonde crianças participam de um mini "talk show" com a participação de Gentili. Criações como a “Mesa Vermelha” do “Agora é Tarde”, no SBT se chama a “Rodada da Semana”, quadro em que humoristas, conhecidos ou estreantes batem um animado papo e contarem piadas sobre os assuntos que viraram notícia.

Se na época de “Agora é Tarde” poucos convidados topavam ir ao programa de Danilo quando a atração dava seus primeiros passos na Band, isto não é mais um problema no SBT. Até agora já passaram pelo “The Noite” nomes como Carlos Alberto de Nóbrega, Edgar Vivar (o Seu Barriga do seriado “Chaves”), Sarah Oliveira, Thammy Miranda, Ana Paula Padrão, Buchecha, Jean Paulo Campos, Dulce María, Sandy e até a polêmica jornalista da casa Rachel Sheherazade.

A cantora Sandy, ainda grávida na época, já participou do The Noite.

Feliz na emissora do patrão Silvio Santos, Danilo Gentili vai se consolidando como um bom entrevistador devido à sua experiência de dois anos na Bandeirantes. Além disso, com grande liberdade criativa e num canal com mais recursos de produção, o “The Noite” ganha mais qualidade e não fica devendo em nada aos grandes talk shows americanos, que são a fonte de inspiração dos programas brasileiros que possuem esse formato.

O sucesso do “The Noite com Danilo Gentili” é tão grande que já tem chamado a atenção da “toda poderosa” Rede Globo. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o nome de Danilo já teria sido mencionado em reuniões do alto escalão de diretores do canal devido a seus impressionantes números de audiência, que consegue por diversas vezes liderar a audiência do horário, ganhando inclusive do tradicional "Programa do Jô".

Se com apenas quatro meses no ar o “The Noite” já colhe tantos êxitos, pode-se tirar uma conclusão bem conhecida: time que ganha não se mexe. Apesar das poucas novidades, a qualidade de sempre da equipe do programa se torna um diferencial. E no meio de tantos talk shows brasileiros na TV aberta atualmente, a atração de Danilo Gentili e companhia se destaca como a opção mais divertida para quem quer passar parte da noite em claro. #RGRecomenda

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

RG RELEMBRA #08: QUAL É A MÚSICA? (SBT)

O quadro mais nostálgico do blog conta a história da gincana musical mais divertida da TV brasileira.

"Está na hora de brincar de Qual é a música!", dizia Lombardi no início do programa.

O ano é 1976. Assim que o apresentador Silvio Santos deixou a Rede Globo e resolveu criar a sua própria emissora, a TVS (que se chamaria SBT tempos depois), levaria ao ar, dentro do “Programa Silvio Santos” a versão brasileira do formato “Name That Tune”, que foi batizado em nosso idioma como “Qual é a Música?”. A gincana musical que agitava os anônimos gringos lá fora chegou no Brasil para divertir os próprios artistas e, claro, entreter os telespectadores que, sem dúvida, brincava em casa, sozinho ou com os pais e amigos.

Naquele tempo, os participantes eram divididos por sexo (homens X mulheres) e tinham que mostrar o quanto sabiam de música e, quando não conheciam as respostas, era a vez de Silvio passar a participação para o auditório, que cantava e ganhava prêmios em dinheiro. Foi um dos principais quadros do Programa Silvio Santos durante boa parte dos anos 70 e 80, só perdendo em interesse para o Show de Calouros. Nele também ocorria farta distribuição de prêmios aos fregueses do extinto carnê do Baú da Felicidade.

Ainda naquela época, o programa de uma hora e meia originalmente começava com Lombardi anunciando: "O carnê de mercadorias do Baú da Felicidade, por [valor] milhões de cruzeiros quer saber Qual é a Música?!". Dentro do cenário, havia uma banda ao vivo com três vocalistas e um casal de dubladores. Entre as vocalistas da primeira versão estava a cantora Sula Miranda, que mais tarde se tornaria “a Rainha dos Caminhoneiros”.

O programa começou em 1976, assim que Silvio saiu da Rede Globo.

O programa deixou de ser vitrine do Baú da Felicidade em 1989. A partir desse ano, o Baú passou a fazer promoções diferentes, como os quadros Mina de Ouro, Raspe e Ganhe na TV, A Felicidade Bate à Sua Porta e o Tentação. Nesse meio tempo, o Qual é a Música também foi perdendo a importância dentro do Programa Silvio Santos e saiu do Programa Silvio Santos em novembro de 1991.

E no dia 1º de agosto de 1999, o programa volta repaginado nas tardes de domingo do SBT. Para este revival, houve algumas mudanças no formato do programa. Primeiro, que a competição entre homens e mulheres deu espaço a times mistos. A banda ao vivo também foi colocada nesta nova versão, mas também houve modificações: nas negociações para a volta da atração, Rhony Rays (que fez parte do trio de cantores nos anos 70) conta que as cantoras Kiki e Andressa foram indicações dele ao diretor da nova versão, Luiz Bento, para que integrassem o coral. Kiki já havia cantado no Show de Calouros e Andressa no Raul Gil, anos antes. Segundo Rhony, ele iria voltar ao coral, mas os norte-americanos, donos dos direitos sobre o formato do programa, não queriam ninguém da versão antiga (exceto, claro, Silvio Santos e Lombardi). Josias, então, formou o trio.

Também foi cogitado neste remake o nome de Ronnie Von para apresentar a atração no lugar de Silvio Santos, já que ele é o príncipe da Jovem Guarda e um dos maiores campeões da competição. Mas Silvio preferiu não arriscar e ele assumiu o comando do programa mais uma vez. Em relação ao casal de dubladores, foi assim que conhecemos Ellen Rocche e Felipeh Campos, e ambos conseguiram fazer carreira fora do programa. Completando a banda, o primeiro maestro do “Qual é a Música?” foi Osmar Milani. O famoso Zezinho era apenas o pianista do Leilão das Notas Musicais, chamado por Silvio de Pianista José. Depois, Zezinho passou a comandar a Orquestra. Na montagem dos anos 2000, esse posto foi ocupado por Alairton Assunção, com a aposentadoria do Zezinho.

Nesta foto, já vemos a versão dos anos 90 do "Qual é a Música?"

VAMOS JOGAR?!

O roteiro do “Qual é a Música” era bem definido. Para construir um programa, são necessárias 56 canções. E é nessa sequência de jogos que a competição era feita:

Jogo dos Versos: Toca-se uma música e quando parar tem que continuar. Geralmente, eram 5 músicas para cada grupo. Tinha “recuperação”. Se errassem na primeira resposta, voltava depois de terminar a bateria. Se errassem novamente, o grupo adversário pode responder.

Vitrine Musical: Eram apresentados quatro "produtos", divididos por temas. Cada tema tinha quatro notas: DÓ, RÉ, MI, FÁ. Cada grupo tinha direito a escolher o tema e a nota três vezes. Uma vez para cada grupo. Toca-se uma música correspondente ao produto. Os participantes tinham que dizer o nome da música e quem cantava. Se errasse na primeira resposta, o adversário pode responder.

Relógio Musical: Cada grupo tinha 60 segundos para adivinhar o nome de 6 músicas (ou seja, 10 segundos de cada), ouvindo apenas os instrumentos. Para ajudar, Silvio dizia apenas quem cantava. A equipe podia "passar" duas músicas. Se sobrar tempo, as músicas erradas e passadas podiam ser repetidas. Tinha “recuperação”, seguindo o mesmo sistema do Jogo dos Versos.

Segredo Musical: Cada grupo tinha que adivinhar o nome da música através da leitura de um verso da canção. Eram três segredos para cada um, um por vez. Ex: Time 1 recebia: "Luz que banha a noite". Se não soubesse qual era, passava pro time 2, com um verso a mais: "Luz que banha a noite, e faz o Sol adormecer". Se não adivinhasse, volta para o time 1, agora com três versos: "Luz que banha a noite, e faz o Sol adormecer, mostra como eu amo você". Se não adivinhassem, ninguém marcava ponto.

Vitrola Musical: Cada grupo escolhia um número de 1 a 4, um por vez. Quando escolhiam, ouviam um trecho da música. Eles tinham que adivinhar o título, quem canta e responder uma pergunta, ou sobre a canção ou sobre o artista. Se errassem na primeira resposta, podia passar para o adversário.

Leilão das Notas Musicais: A prova final e a mais importante (e a mais legal!). Cada grupo recebia três dicas para formar o título da música, um por vez. A dica podia formar ou ajudar a formar o nome da canção. Ex: Um sentimento + A quarta letra do alfabeto + O mais famoso produto feito do cacau forma o título dessa música. Antes de responder, eles precisavam dizer "com quantas notas" eles queriam ouvir o maestro e responder. Se pedissem uma nota, é porque geralmente já sabiam. Se pedissem mais de uma, podia passar para a equipe adversária, que pode pedir menos notas ou devolver pra eles perguntando: "qual é a música?", desafiando a equipe a respondê-la. Como era a prova mais importante, cada resposta certa (ou errada) valia 3 pontos. As outras valiam 1 ponto cada.

Em 2013, a Record comprou os direitos do programa e chamou de "Desafio Musical".

Além destes seis jogos, Silvio Santos ainda colocou nessa nova versão o “Não Erre a Letra”. Que entre um jogo e outro, os integrantes eram a desafiados a cantar qualquer música de sua escolha, desde que não errassem a letra da canção. Se isso acontecia, o auditório vaiava, fazia barulho e se ouvia um pato “zombando” do participante. Se passassem por esta prova, era mais um ponto para a sua equipe.

O “Qual é a Música” teve grande sucesso enquanto esteve no ar nas tardes de domingo, apesar de algumas pausas e reformulações. Nesse tempo, uma versão em tabuleiro e em CD-ROM foram comercializados pelo SBT. Em maio de 2008, o programa foi extinto e reduzido a um pequeno quadro dentro do “Programa Silvio Santos”. O trio de cantores Andressa, Kiki e Josias estão lá até hoje. Em fevereiro deste ano, os direitos do formato foram comprados pela Record e a atração foi chamada de “Desafio Musical” dentro do Programa do Gugu, na tentativa de reverter a baixa audiência. Infelizmente, a aposta não deu certo e foi encerrada junto com o programa inteiro no último dia 09 de junho.

Sinto falta de brincar em frente a TV dessa gincana musical bastante divertida, e nada mais justo que registrar essa lembrança aqui, no nosso #RGRelembra. Assista abaixo uma edição do programa na íntegra, que teve participação da saudosa (e gracinha!) Hebe Camargo:

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

RG CRÍTICA #29: CHIQUITITAS

Tá todo mundo chique nessa novela? Vamos expor tudo tudo que se passa no folhetim.


Esta crítica sobre a novela “Chiquititas”, em especial, vai se dividir em duas partes. A primeira, terá fragmentos de um texto inédito que escrevi após o primeiro capítulo da novelinha, no dia 15 de julho. A outra contemplará uma análise mais atual, onde assisti o capítulo 92, veiculado ontem, dia 19 de novembro. Confira:

Analisando o início...

Elenco principal do remake de "Chiquititas".

Podem me bater. A estreia da nova versão de “Chiquititas”, no SBT, é bonita? Sim. Encantadora? Também. Bem feita? Sem dúvida. Mas como nem tudo que reluz é ouro, todo remake sofre inevitáveis comparações com a versão original. E eu, como criança telespectadora da versão de 1997 a 2001 tenho memória suficiente para fazer esse paralelo. E é aí que eu encontro os pequenos defeitos dessa nova trama assinada por Íris Abravanel, sem “mentirinhas”.

Ao assistir o primeiro capítulo, já gostei da música inédita “Todo Mundo Chique”, que foi uma forma simples de dizer: “Atenção! Esta é uma história nova.”

Mas aí veio a minha primeira grande decepção. A nova Ernestina, interpretada pela ótima Carla Fioroni (saudades da Mimi, de Marisol: “Fazer o quê? Eu sou assim.”), no texto de Íris é uma governanta dominada pelas crianças, que gosta(?) delas e pior: tem medo de aranhas! Gente, cadê a bruxa que metia medo nas pequeninas e tinha uma aranha de estimação, a Brunilda? Saudades, Magali Biff! Ponto negativo.

A trilha sonora da novela é algo à parte. As releituras de algumas canções da primeira versão de “Chiquititas” ficaram muito bem feitas. Destaque para “Remexe”, “Tudo Tudo”, “O Chefe Chico” e “Igual aos Demais”. Mas, também seguindo a linha de “Carrossel”, Íris insere canções da MPB, como “Velha Infância”, dos Tribalistas. E ainda teve espaço (de novo!) para Chico Buarque emplacar “Pirueta”. Só não gostei de um tecnobrega que tocou (não tive nem paciência para pesquisar que música era), e pelos 30 segundos que ela soou na novela, já achei de mal gosto.

Carla Fioroni faz uma Ernestina bobinha demais...

Voltando a falar do elenco, faço mais duas considerações que não me convenceram em suas primeiras aparições: Giovanna Gold, na pele de Dona Carmem e, infelizmente, Manuela do Monte, como Carolina. A visão jovial de Carmem da nova versão destoa muito da coroa chata de 1997, interpretada com maestria por Débora Olivieri. E Manuela do Monte vai ter que comer muito feijão com arroz (ou muito doce no novo Café Boutique) para chegar na doçura de Flávia Monteiro.

E sobre as novas crianças? Olha, não vou entrar no mérito de julgá-las ainda. Mas o que eu posso dizer é que elas começaram bem e tem tudo para prender o público. A empolgação e a vontade de fazer bem feito está nítida em todas elas. Mas não posso deixar de mencionar que a nova Mili, interpretada por Giovanna Grigio, já disse ao que veio e honra o posto deixado pela queridíssima Fernanda Souza.

Por fim, a abertura foi o que me incomodou bastante. Na primeira versão, o foco era as crianças, as coreografias, a letra da canção. No remake, tudo isso foi abafado pelo excesso de artes gráficas e, ora vejam só: a presença de uma banda feita pelos adultos do elenco, bastante desnecessário. Em outras palavras, a simplicidade da primeira abertura se perdeu no excesso de tecnologia e informações da segunda. Se seguir os passos da primeira versão, não vejo a hora de surgir a segunda abertura. Será que virá o “Mexe Lá”?


Abertura de Chiquititas: excesso de informação.

91 capítulos depois...

Após um pouco mais de 90 capítulos veiculados, decidi retomar meus olhos para “Chiquititas” e ver a quantas andava o remake da versão argentina no SBT. E logo no começo do capítulo, tive a sorte de acompanhar a estreia do clipe “Mentirinhas”, que foi sucesso na versão original também. Ao comparar com o mesmo videoclipe dos anos 90, lógico que em qualidade a versão de 2013 é superior, mas ambas pra mim empataram no quesito emoção. É difícil você olhar pra Tati (Ana Olívia Seripieri [97] / Gabriella Saraivah [13]) e ouvir o que a letra diz sem ficar comovido. A presença das outras Chiquititas no novo clipe também foi bastante interessante.

Uma tendência no texto de Íris Abravanel desde “Carrossel” e vejo se repetir em “Chiquititas” é a necessidade de “atualizar” a trama na linguagem e com as questões das crianças de hoje em dia. Estou me referindo ao mundo da internet, que permeou quase que o capítulo inteiro que assisti, e o bullying na escola. No primeiro quesito, conheci o “Friendibuqui”, a rede social usada na novelinha, além das crianças aprontarem com Ernestina e o Chefe Chico para que eles arrumem uma companhia pela rede mundial de computadores. O melhor foi ouvir a frase: “Manda uma 'piscadela' pra ela, Chico!”, referindo-se ao “cutuque” que conhecemos atualmente. Também vimos a Mili gravando um vídeo contando a sua história para ser compartilhada nas redes sociais e ajudar a encontrar seus pais. Algo que, de fato, não faria sentido em 1997.


Gabriella Saraivah gravando o clipe "Mentirinhas". Ficou muito bonito!

A questão do bullying foi interessante de assistir. No episódio, Vivi (Lívia Inhudes) tenta entrar no grupo das “Top 3” da escola, que são três meninas riquinhas e fúteis que só fazem falar mal de todo mundo, fazendo com que ela se afaste das meninas do orfanato. Para conseguir “ser aceita” no grupo, ela teve que pegar o contato de um menino que passava por elas e expulsar a terceira menina do trio. O capítulo terminou com ela em dúvida se faria essa última prova ou não. Já a minha dúvida após ver essa trama era saber se a Vivi de 1997 (vivida pela linda Renata del Bianco) era tão influenciável assim.

Um outro fato que não me agradou muito é o grande destaque do elenco adulto durante os capítulos. No episódio de ontem, por exemplo, eu vi mais os personagens do núcleo Café Boutique do que o Orfanato Raio de Luz. Aliás, uma coisa que eu também fiquei em dúvida era se dentro de 90 capítulos da primeira versão, a Carolina já teria assumido a direção do orfanato, pois me passou a impressão de um ritmo lento da trama. Além disso, teve dois flashbacks longos no capítulo de cenas que se passaram neste mesmo episódio. Será que valia a pena perder tanto tempo com momentos que tínhamos acabado de ver?


Na foto: Carolina, Pata e Mili. Enquanto as crianças vão bem, a protagonista
adulta segue apagada na trama.

Minhas impressões sobre alguns personagens também não mudaram muito desde quando assisti a estreia. A Ernestina continua boboca, o Chefe Chico não convence e a Carolina ainda está mega apagada na novela. No núcleo infantil, além do bom trabalho da Giovanna Grigio, percebi uma evolução positiva na atuação das outras meninas do orfanato. Já os meninos... Bem, deixemos para a próxima. A trilha sonora, cenários e fotografia continuam impecáveis.

Apesar dos pesares, esta versão 2.0 de “Chiquititas” já pode ser considerada mais um grande sucesso. Conseguiu superar as expectativas e a pressão de continuar os bons índices de audiência deixados por “Carrossel”, além de ser um fenômeno de vendas. Com isso, o SBT se consolida no segmento de dramaturgia infantil, para a alegria das crianças de todas as idades.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

RG PE #06: O POVO NA TV

Programa comandado por Ciro Bezerra sai em defesa das comunidades carentes nas noites da TV Jornal.

"O Povo na TV" traz informação e prestação de serviços.

   Enquanto a maioria dos telejornais pernambucanos cedem uma ou duas matérias (no máximo) para mostrar os problemas das comunidades, porquê não criar um telejornal apenas com essa temática? Foi assim que a TV Jornal, afiliada do SBT, pensou em setembro de 2009 ao criar o programa “O Povo na TV”. Atualmente, durante 20 minutos nas noites de segunda à sexta, das 19h20 às 19h40, o consagrado radialista e apresentador Ciro Bezerra é encarregado de cobrar providência aos órgãos públicos das mais diversas instâncias para a população, seja na saúde, segurança pública, ou no descaso social em todos os sentidos.
   Apesar de ser um programa de temática direcionada, “O Povo na TV” não deixa de ser um telejornal que também trabalha com o factual, ou seja, com os assuntos do dia que também sejam de interesse dessas comunidades, numa junção de informação e prestação de serviços. Chama a atenção na estrutura da atração é que todas as matérias veiculadas possuem uma resposta (ou “nota pé”, no meio jornalístico) das autoridades competentes, diferente de um telejornal completo, em que algumas matérias – principalmente de comunidade – passam batido na hora de dar uma resposta à população. E ainda que a resolução divulgada não pareça satisfatória, Ciro “acocha” os órgãos responsáveis solicitando providências imediatas. A liberdade e a verdade de Bezerra em seus comentários são notórias, além da sonoplastia às vezes divertida, fazem com que a cobrança seja mais incisiva, usando uma linguagem acessível a todos os públicos, de qualquer classe social.

No estúdio ou nas ruas, Ciro Bezerra cobra em prol das comunidades.

   Além disso, o próprio Ciro, às vezes, vai às ruas fazer matérias. Algo raro de encontrar na televisão em geral, já que são poucos os momentos em que se vê âncoras deixando o seu estúdio para gravar um VT. Com isso, “O Povo na TV” procura cumprir seu objetivo de dar voz e vez às comunidades, mostrando os problemas, mas também abrindo espaço para o que há de melhor nos bairros carentes da Região Metropolitana do Recife.
   A questão da constante fiscalização é uma característica interessante do programa. Volta e meia, eles retomam antigas reportagens para trazer novas soluções sobre o caso ou pedir mais providências. Essa visão de jornalismo social faz com que “O Povo na TV” seja um programa notável, embora fique tão pouco tempo no ar durante a semana. 
   “O Povo na TV” também possui uma versão própria na TV Jornal Caruaru. Comandado por Dilson Oliveira, o programa vai ao ar nesta afiliada no início da tarde, de segunda à sexta, das 12h30 às 13h.