RG CRÍTICA #42: A EXCITANTE VOLTA DE 'AMOR E SEXO'

Fernanda Lima e companhia estrearam nova temporada em novo dia e horário na Globo. O resultado foi bom para todos nós!

RG INDICA #60: LEITURA DINÂMICA

Revista eletrônica da RedeTV! mostra que existe vida para programas desse gênero além dos domingos.

RG CRÍTICA #41: RETROSPECTIVA 2015

Confira o que foi destaque na TV aberta neste ano.

RG INDICA #59: ESPECIAL DE NATAL 2015

Confira a programação especial da TV aberta para celebrar a noite de Natal.

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domingo, 30 de agosto de 2015

RG RELEMBRA #17: PEDRO, O ESCAMOSO

O RG conta a história da novela que foi exibida na RedeTV! para viver na sombra do sucesso de sua antecessora: Betty, a Feia.

Depois da Feia, colocaram o Escamoso na RedeTV!

Que a RedeTV! tem um histórico bem fraquinho de telenovela, a gente sabe. Mas poucos folhetins importados que ela exibiu até hoje tiveram tanta repercussão como “Pedro, o Escamoso”. O motivo do barulho era bem simples. A trama colombiana havia sido escalada para substituir o fenômeno de audiência do próprio canal: a novela conterrânea “Betty, a Feia”.

“Pedro, o Escamoso” (de nome original: Pedro, el escamoso) foi uma novela exibida em 2001 pelo Canal Caracol e estreou na RedeTV!em 23 de junho de 2003. Durante a primeira semana, ela ficou grudada com a última semana de “Betty, a Feia”. Só então ela pôde andar sozinha.

E a pergunta que muitos faziam na época era: porque escamoso? Esse termo colombiano é muito usado para definir uma pessoa que tenta ser algo que, de fato, não é. Em bom português, escamoso pode ser associado ao famoso malandro, cascateiro mesmo. De acordo com a sinopse, Pedro Coral (Miguel Varoni) vivia numa província do interior da Colômbia até se envolver com uma mulher proibida. Para escapar, ele foge para a capital, Bogotá, onde é acolhido pela família Pacheco, composta pelo casal Nidia (Alina Lozano) e Juan e suas atraentes filhas, Mayerli (Marcela Gardeazabal) e Yadira (Andrea Guzmán). Antes de se suicidar, Juan pede a Pedro que cuide de Paula Dávila (Sandra Reyes), sua filha com uma amante, para quem deixa toda a sua milionária herança.

Relembre a abertura de "Pedro, o Escamoso", com música do grande Juan Luis Guerra.

Por uma coincidência, Pedro e Paula vão trabalhar na mesma empresa. O dono, um homem casado mas infiel, fica atraído pela beleza de Paula e a contrata como vice-presidente da companhia. Embora não saiba dirigir, o “escamoso” consegue uma vaga como motorista e torna-se o chofer justamente de Paula. Quando a conhece, ele se apaixona pela primeira vez na vida. Contudo, Paula repete a história da mãe e se torna amante do chefe, que nunca cumpre a promessa de deixar a esposa. Neste ponto, tem início a trajetória de Pedro para conquistar sua amada.

Mesclando romance com comédia, alguns personagens coadjuvantes eram muito importantes na trama de Pedro. Era o caso da Dona Nidia Pacheco e suas filhas. Depois que o marido se mata e deixa a herança para a bastarda Paula, Nidia, disposta a receber a fortuna do marido, usava de todos os meios para alcançar este objetivo. Para isto, contava com a ajuda de Alirio Perafán (Jairo Camargo), um advogado desonesto. Já as irmãs Pacheco tinham características totalmente opostas. Enquanto a caçula Mayerli era uma jovem cândida, sensível e inteligente, Yadira era uma mulher sedutora, gananciosa e superficial. Outro tipo de destaque era o Pastor Gaitán (Alvaro Bayona), um homossexual assumido que trabalhava na mesma empresa de Pedro e se apaixonou por ele.

 "Pedro, o Escamoso" misturava comédia com drama mas... E esse cabelo, hein Pedro? rs!

Com 327 capítulos e uma música de abertura charmosíssima que levava o nome da novela – cantada pelo grande Juan Luis Guerra – “Pedro, o Escamoso” agradou o público brasileiro de início, obtendo médias de 4 pontos de audiência nos primeiros meses de exibição. Mas a grande quantidade de capítulos fez com que o ibope passasse a reagir negativamente. Tanto que o último capítulo da novela, exibido em janeiro de 2004, foi colocado às pressas pela RedeTV! numa edição mal-feita, com flashback de momentos que nunca haviam sido vistos na versão brasileira.

A dublagem em português foi feita pela Dublavídeo e teve a voz do protagonista Pedro modificada quando a trama já estava no ar por exigência do canal paulista. Também comentava-se que foram usados a maioria dos dubladores de sua antecessora, “Betty, a Feia”. Mas parece que nem as vozes do elenco anterior não foram suficientes para deixar o público com paciência de ver a saga de Pedro até o fim.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

RG INDICA #58: FATMAGÜL – A FORÇA DO AMOR

Band apostará em mais uma trama vinda da Turquia para manter o sucesso conquistado por “Mil e Uma Noites”.

Com subtítulo de "A Força do Amor", Fatmagül é a segunda novela turca da Band.

Neste mês de agosto, começamos a nos despedir da história de Onur e Sherazade na tela da Band. Mas a emissora paulista decidiu manter a faixa (turca?) de novelas e importou mais um folhetim carcamano para entrar no lugar de “Mil e Uma Noites”, que surpreendeu positivamente na audiência do canal desde a sua estreia em março deste ano. A escolhida tem o nome original de "Fatmagül'ün Suçu Ne", que poderia ser traduzido literalmente como "O crime de Fatmagül" em português ou "Que culpa tem Fatmagül?". Mas para simplificar (e atrair o público noveleiro), a Band resolveu batizá-la de “Fatmagül – A Força do Amor”.

A novela é do ano de 2010 e foi aprovada pelo canal brasileiro após perceber que em países como Chile e Equador, onde também tiveram “Mil e Uma Noites” como antecessora, esta história conseguiu manter os índices de audiência. A Band também já definiu a data de estreia: 31 de agosto. Porém, para fidelizar os telespectadores, a emissora vai juntar o final da história do casal Shenur com o início da nova trama. (Tática velha de guerra usada pelo SBT e, recentemente, até a Globo com suas reprises da tarde).

A história do folhetim foi baseada no livro “Que Culpa Teve Fatmagül?”, do clássico autor turco Vedat Turkali. Na sinopse, conhecemos a história de Fatmagül (Beren Saat), uma bela e jovem moça que vive em uma cidade litorânea com seu irmão Rahmi (Bülent Seyran) e sua cunhada, Mukaddes (Esra Dermancıoğlu). Ela está ansiosa para se casar com seu amor de infância, o pescador Mustafa (Fırat Çelik).

O casal Beren Saat (Fatmagül) e Engin Akyürek (Kerim) são os protagonistas da trama.

Na mesma cidade, vive o solitário Kerim (Engin Akyürek), que cresceu sob os cuidados da babá Ebe (Sumru Yavrucuk), curandeira da região, que o adotou quando a sua mãe cometeu suicídio e o seu pai o abandonou por outra mulher.

Nas férias de verão, Kerim sempre aguarda pela chegada de seus amigos de infância: Selim (Engin Öztürk), Erdogan (Kaan Taşaner) e Vural (Buğra Gülsoy), pertencentes a famílias ricas, que vivem na cidade grande. Selim irá se casar e na festa de noivado dele, os quatro amigos, totalmente bêbados, se deparam com Fatmagül, que está sozinha e vulnerável.

Eles começam a perturbá-la quando um fato chocante acontece, algo que irá marcá-los pelo resto de suas vidas. Fatmagül é violentada e, para preservar sua honra e acobertar o crime dos mimados garotos, a família de Selim obriga Kerim a se casar com ela. Porém, há um detalhe importante: Kerim não participou do ato brutal, mas como Fatmagül não estava consciente quando tudo aconteceu, ela está certa do seu envolvimento. Porém, nesse meio tempo, os dois acabarão se apaixonando de verdade quando tentarão refazer suas vidas em Istambul.

Em resumo, "Fatmagül" é uma história de amor que nasce de uma tragédia.

Um fato curioso sobre a trama é que, na Turquia, a história foi exibida semanalmente, com apenas 80 capítulos, divididos em duas temporadas, indo ao ar entre 2010 e 2012. Mas como cada episódio original tinha 90 minutos, vai ficar fácil para a Band dividir em dois episódios e, fatalmente, dobrar o número de capítulos aqui no Brasil.

Espera-se que “Fatmagül” use toda a sua “força” para manter a boa reputação de repercussão e audiência que herdará de “Mil e Uma Noites”, pois a Band já adquiriu uma terceira trama turca para pôr no ar quando essa terminar. Mas isso é tema para um outro post! ;) Boa sorte, Fatmagül!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

RG RELEMBRA #15: ÉRAMOS SEIS

O baú do nosso blog revisita a história de uma grande novela do SBT.

Novela de época reativou a dramaturgia no SBT em 1994.

Poucas novelas produzidas pelo SBT são tão vivas na memória do público quanto “Éramos Seis”. O primeiro capítulo foi ao ar há 21 anos, mais precisamente no dia 9 de maio de 1994, e marcava a volta da teledramaturgia brasileira na emissora de Silvio Santos. A estreia desta novela, inclusive, foi adiada em uma semana na época, em virtude da morte do piloto Ayrton Senna, que tinha abalado o país.

“Éramos Seis” era a quarta adaptação do romance homônimo da escritora paulista Maria José Dupré para a televisão brasileira, sendo as três primeiras feitas pela extinta TV Tupi no anos de 1958, 1967 e 1977. A versão do SBT teve 180 capítulos, escritos por Silvio de Abreu (hoje, grande autor e diretor de teledramaturgia da Globo) e Rubens Ewald Filho (Isso mesmo! O grande crítico de cinema já escreveu novela!). Eles também assinaram o remake de 77 na Tupi, que lhes rendeu até um Troféu Imprensa.

Esta era abertura de "Éramos Seis". Confira!

Com direção de Del Rangel, Henrique Martins e direção-geral de Nilton Travesso, o elenco de “Éramos Seis” era bem estelar e não deixava a desejar aos “padrões globais”. Nesta novela, haviam nomes fortes como Irene Ravache, Othon Bastos, Tarcísio Filho, Leonardo Brício, Jussara Freire, Paulo Figueiredo, Denise Fraga, Osmar Prado, Jandira Martini, Marcos Caruso, Marco Ricca, Nathália Timberg, Mayara Magri, Umberto Magnani, Flávia Monteiro, Elizângela, Chris Couto, Rosi Campos, Rosaly Papadopol, Ana Paula Arósio, Otaviano Costa, Ney Latorraca, Caio Blat e Wagner Santisteban.

Na sinopse, segundo o site Teledramaturgia, a trama contava o cotidiano da vida de Dona Lola (Irene Ravache), ao lado do marido Júlio (Othon Bastos) e dos quatro filhos: Alfredo (Wagner Santisteban / Tarcísio Filho), Carlos (Caio Blat / Jandir Ferrari), Isabel (Carolina Vasconcellos / Luciana Braga) e Julinho (Rafael Pardo / Leonardo Brício), desde quando estes eram pequenos até a vida adulta, quando Dona Lola termina seus dias sozinha numa casa para idosos. A história transcorria todos os momentos marcantes de sua vida. Desde a luta diária para criar os filhos, passando pela morte do marido, de Carlos (o filho mais velho), vítima da Revolução de 1932; os problemas com Alfredo, envolvido com movimentos políticos e badernas; a união precoce de Isabel com um homem bem mais velho e casado; e o casamento de Julinho com uma moça da sociedade que resultou na ida de Dona Lola para um asilo.

Esta família é inesquecível para os noveleiros de plantão.

Com uma trama bem familiar, não demorou muito para que “Éramos Seis” conquistasse o público com audiências expressivas de até 20 pontos no ibope. Também pudera, o SBT exibia o folhetim em dois horários. Primeiro, às 19h45, estrategicamente, logo após a novela das sete da Globo (que na época era “A Viagem”, pegando ainda sua sucessora “Quatro Por Quatro”) e uma reprise às 21h40, assim que acabava a trama das oito global, na época, “Fera Ferida”. Uma outra sacada interessante do folhetim era que, ao fim de cada capítulo, ao invés de mostrar as cenas do próximo, um personagem “dialogava” diretamente com o telespectador sobre o que acabara de acontecer naquele episódio, criando maior intimidade e apelo ao seu público.

“Éramos Seis” chegou ao fim no dia 5 de dezembro de 1994, ovacionada pelo público e crítica da época. O SBT só reprisou a trama em 2001, entre 22 de janeiro e 23 de março. No último capítulo, um texto de Paulo Bonfim resumiu bem o sentimento dos telespectadores deste folhetim: “Esta é uma novela que não terminou! Riso e pranto prosseguem, criando em nós o velho hábito de sonhar. A Avenida Angélica de ontem, transforma-se num rio que leva para o mar da noite a graça de um tempo que pede para ser eterno. Outras Lolas e outros Júlios virão, oferecendo à paisagem angustiada a rosa de seu amor. Entre personagens povoados de poesia, o personagem maior é São Paulo - o glório São Paulo de 32, no sentir de Guimarães Rosa. Éramos seis e hoje somos tantos a pedir que aconteça em nossas vidas o suave milagre dos dias de outrora!”.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

RG CRÍTICA #38: MIL E UMA NOITES

Com 40 capítulos no ar, novela turca tem agradado público da Band. Quais os motivos de tamanha repercussão positiva?

Folhetim da Turquia trouxe de volta a dramaturgia na Band.

“Até onde você iria para salvar o seu filho?”: Foi com esta pergunta que a Bandeirantes provocou seus telespectadores a assistirem a estreia da novela turca “Mil e Uma Noites” no último dia 9 de março. Quarenta capítulos depois (ainda restam 140), a aposta na trama de grande repercussão internacional vem se mostrando uma decisão acertada da emissora paulista e vem agradando em cheio aos amantes de um bom dramalhão enlatado. Mas diferente das tramas mexicanas que costumamos ver, o produto turco que entra nas nossas casas nas noites de segunda a sábado, logo após o Jornal da Band, impressiona pela qualidade das cenas e, porque não, nos apresentar um novo celeiro de folhetins.

“Mil e Uma Noites” é uma trama que mostra a Band de volta no caminho da dramaturgia, ao qual tinha abandonado em 2008 com a novela autoral “Água na Boca”. Já a última investida num folhetim importado foi na saga infantojuvenil argentina “Isa TKM” e “Isa TK+”, exibidas entre 2009 e 2011. A atração turca entrou no lugar da série norteamericana “Glee”, que vinha com baixos índices de audiência, e conseguiu triplicar o ibope da Band no mesmo horário.

 Sherezade e Onur: casal protagonista é lindo e tem química de sobra!

De nome original “Binbir Gece”, “Mil e Uma Noites” é uma produção de alta qualidade e um enredo atrativo que conta uma história de amor cheia de percalços. Lançada em 2007 e produzida pela TCM Film, a atração alcançou números de audiência muito expressivos no Oriente Médio, no Leste Europeu e, mais recentemente, na América do Sul. Na sinpose, Sherazade (Bergüzar Korel) é uma arquiteta viúva, mãe de um menino de 5 anos portador de leucemia, e que precisa de auxílio financeiro para custear o tratamento dele. Com a recusa do ex-sogro Burhan (Metin Çekmez), ela pede ajuda para o chefe Onur (Halit Ergenç), que se compromete a pagar pelo transplante de medula óssea que pode salvar a vida de seu filho, com a condição de que eles passem uma noite juntos. Sherazade terá então que refletir se vale a pena abrir mão de sua honra para salvar a vida do menino.

Ontem assisti ao capítulo 39 da trama e algumas coisas me ajudaram a entender porque a novela vem sendo tão recebida pelos telespectadores. Um dos pontos interessantes de “Mil e Uma Noites” é a manutenção dos nomes turcos dos personagens, bem como a trilha sonora típica da Turquia, ajudando a situar mais a localização da trama. A fotografia e os enquadramentos das imagens são impecáveis. Sobre a história em si, percebe-se todos os elementos que prendem os amantes de uma boa novela: amores mal resolvidos, dramas familiares e até triângulos amorosos. O casal protagonista – Sherazade e Onur – embora não esteja nesse momento da história numa situação confortável (com direito a uma sogra que inferniza a vida da Sherazade!), eles têm química. E quem assiste ao folhetim, torce para que se acertem o quanto antes. Na vida real, inclusive, vale contar que Bergüzar e Halit se casaram em 2009.

Nas redes sociais, as frases da novela são muito compartilhadas.

Outro aspecto positivo da trama é ver uma mocinha decidida, determinada como Sherazade. Entre os coadjuvantes, os personagens Ali Kemal (Ergün Demir) e Kerem (Tardu Flordun) se destacam pelo bom trabalho. Talvez a única parte negativa de “Mil e Uma Noites” seja no texto dos autores Mehmet Bilal e Murat Lütfü, cercado de frases feitas e que dá um ar artificial às falas dos personagens. Por fim, a música escolhida para a abertura brasileira – “Eu Só Queria Te Amar”, da cantora Laís – foi outro acerto, deixando o clima mais romântico para a novela. A canção é uma versão de “Corre”, da dupla mexicana Jesse & Joy.

“Mil e Uma Noites” não tem índices expressivos de audiência em comparação à outras emissoras, mas já pode ser considerado um sucesso no Brasil. Os números de ibope alcançados pela trama atenderam à expectativa da Band, e a boa repercussão nas redes sociais fizeram com que a emissora já escolhesse outra novela carcamana para substituí-la quando a história de Sherazade terminar. Segundo o colunista Flávio Ricco, ela se chama "Fatmagül'ün Suçu Ne", exibida pelo Kanal D em 2010.

Depois dos mexicanos, argentinos e africanos, parece que os turcos estão chegando para conquistar uma parte dos noveleiros brasileiros. Se a primeira impressão é a que fica, “Mil e Uma Noites” tem sido um ótimo cartão de apresentação.  

sexta-feira, 27 de março de 2015

RG CRÍTICA #37: 5 MOTIVOS PARA VER A QUINTA REPRISE DA NOVELA “A USURPADORA”, NO SBT

O clássico dramalhão mexicano das gêmeas que trocam de lugar está de volta, mais uma vez, na emissora de Silvio Santos.

Está pronto para se envolver novamente com a história das gêmeas Paola e Paulina?

Em matéria de novelas mexicanas, sem dúvida, “A Usurpadora” será lembrada na sua cabeça mais cedo ou mais tarde. E agora, ela tem tudo pra se tornar assunto novamente nos próximos dias. É que nesta segunda-feira (30), a história protagonizada duplamente por Gabriela Spanic será exibida (acreditem!) pela sexta vez no SBT, na faixa vespertina de novelas, a partir das 17h, substituindo ao enlatado também mexicano “A Feia Mais Bela”. Mesmo com este novo replay, que empata apenas com “Maria do Bairro” em número de exibições no canal paulista, parece que o público não está nem aí e conta os minutos para a sua reestreia. E para deleite de uma legião de fãs (ou pra você que não está gostando nem um pouco da notícia), o #RGnaTV vai te dar cinco razões para tentar explicar o sucesso desse fenômeno e te convidar a acompanhar a saga das personagens Paola e Paulina one more time.

#1 – É um clássico da dramaturgia mexicana no Brasil, mas a sua origem é venezuelana!

Muito antes da trama chegar no Brasil, é necessário esclarecer que “La Usurpadora” nada mais é que um segundo remake de uma novela homônima, que foi ao ar pela primeira vez em 1972 na Venezuela, escrita pela cubana Inés Rodena. A primeira versão da Televisa para essa novela foi feita em 1981 com o título de “El Hogar Que Yo Robé” (“O lugar que eu roubei”). Já a versão que nós conhecemos (e amamos!) foi adaptada por Carlos Romero, com produção de Salvador Mejía e direção de Beatriz Sheridan e Nathalie Lartilleux. Com 102 capítulos, “La Usurpadora” foi exibida em 1998 e estreou pela primeira vez no Brasil no dia 22 de junho de 1999. Segundo a protagonista Gabriela Spanic, foram dez meses de produção, com toda a equipe gravando 15 cenas por dia em 14 horas diárias de trabalho. “A Usurpadora” também foi gravada em várias locações como Cancún, Cidade do México, Cuernavaca, Monterrey, Acapulco, Mônaco, Paris e Havaí.

Você lembra da abertura em português com Paulo Ricardo?

#2 – Os temas de aberturas, em espanhol e português, são adoráveis!

Uma das coisas que mais chamam atenção em “A Usurpadora” é o seu tema de abertura. Na versão mexicana, a canção “La Usurpadora” foi interpretada pelo trio feminino mexicano Pandora, formado pelas cantoras Isabel Lascurain, Mayte Lascurain e Fernanda Meade. A letra falava exatamente de alguém que chegava “com um disfarce” e conquistava um espaço e, claro, um amor. Na abertura, você via exatamente um resumo de toda a trama, que praticamente acompanhava a música. Porém, na sua primeira exibição no Brasil, não ouvimos a voz do grupo Pandora. O SBT resolveu escalar o cantor Paulo Ricardo para interpretar uma regravação de “Sonho Lindo”, um grande sucesso de Roberto Carlos. A letra em português não era tão objetiva como a original, mas também não fugia completamente da história da trama. Mesmo assim, os telespectadores brasileiros só ouviram a abertura brasileira na sua estreia, pois em todas as reprises começou a tocar a canção correta. Mas tanto uma quanto a outra eram realmente lindas de ouvir. Valia a pena só por isso.

#3 – Na mansão da Família Bracho é confusão do início ao fim.

Além da história principal da troca de identidade da pobre Paulina Martins ao se passar pela rica e ambiciosa Paola Bracho, a mansão da Família Bracho é um caso a parte. Sendo o principal núcleo da novela, os personagens mais marcantes (além das protagonistas) estão por lá. Na sinopse, Paola é esposa de Carlos Daniel Bracho (Fernando Colunga), que se casou apaixonada. Mas devido a ausência do marido, torna-se infiel. Na realidade, Carlos Daniel é um milionário quase falido que está em seu segundo casamento e possui dois filhos: a esperta e encantadora Lizete (María Soler) e o rebelde e problemático Carlinhos (Sergio Miguel). Ardilosa, Paola também mantém um caso extraconjugal com o cunhado, o inescrupuloso Willy (Juan Pablo Gamboa), casado com a atormentada e fanática Estephanie Bracho (Chantal Adere), uma mulher amargurada, ressentida com a vida e que se veste de forma horrível! Para piorar, ela ainda alcooliza a sua sogra, a Vovó Piedade Bracho (a diva Libertad Lamarque), e mal educou os seus enteados. Isso sem falar da empregada Lalinha (Paty Díaz) e a governanta Adelina (Magda Guzmán), que sempre estão envolvidas de alguma forma nos escândalos dessa família em ruínas.

 Porque novela chique tem continuação logo em seguida...

#4 – É uma novela que tem até spin-off!

Para quem não acompanha a novela (ou não percebeu durante as suas reprises), “A Usurpadora” tem até uma continuação! Originalmente, ela foi chamada de “Mas Allá de La Usurpadora”, sendo traduzida aqui no Brasil como “Além da Usurpadora”. Um diferencial que nunca chegou no Brasil é que neste spin-off, o ator Fernando Colunga (que fazia o Carlos Daniel) cantava o tema de abertura, uma versão masculina de “La Usurpadora”. Este especial tinha apenas dois capítulos no México. E no Brasil, ele já foi dividido em até três episódios. A equipe de produção era praticamente a mesma, mas a vilã agora era outra: a personagem Raquel, interpretada por Yadhira Carrillo. A história se passa um ano depois do fim da história original. Na sinopse, a trama se inicia quando Paulina vai ao médico pegar o resultado de seu 'check-up'. Ela descobre que está com câncer terminal e que só lhe restam 6 meses de vida. Paulina não conta a ninguém sobre sua doença e começa preparar uma nova Senhora Bracho para ser esposa de Carlos Daniel. “Além da Usurpadora” foi exibida em três ocasiões no Brasil: em 1999, na primeira reprise da novela em 2001 e na quarta reprise, em 2013.

#5 – Paola Bracho é vida!

Gente, esse é o tópico dos tópicos! Era mais que necessário colocar isto aqui. Pois muito antes de nos empolgarmos nas novelas brasileiras com grandes vilãs como Nazaré (Renata Sorrah, em “Senhora do Destino”), Flora (Patrícia Pillar, em “A Favorita”) e Carminha (Adriana Esteves, em “Avenida Brasil”), os grandes fãs de “A Usurpadora” insistem em rever a novela por causa dela: a vilã Paola Bracho. A “gêmea má” da trama mexicana acabou caindo no gosto do público brasileiro pelo seu sarcasmo, o seu modo desenfreado de ver a vida e, principalmente, pela classe que ela insistia em preservar (mesmo sendo mais baixa que uma pessoa ruim pode ser!). Mas eu também levanto aqui uma outra teoria do sucesso da diva má de Gabriela Spanic: a dublagem brasileira! E neste caso, é necessário fazer justiça à sua dubladora Sheila Dorfman [do estúdio carioca Herbert Richers], pois ela foi responsável por traduzir para os telespectadores a risada escandalosa, a frieza e a voz ora debochada ora sensual dessa personagem ímpar. Eis a prova:

Alguém ainda duvida que Paola Bracho é vida? rs!

Pela sexta vez, o SBT nos convida para nos envolvermos com este dramalhão clássico mexicano que já virou tradição aqui no Brasil. Por esses e outros motivos, a reestreia de “A Usurpadora” é, simplesmente, imperdível.

sexta-feira, 20 de março de 2015

RG INDICA #55: WINDECK

Primeira novela africana exibida na TV Brasil mostra um novo sotaque na televisão brasileira.

Um grande sucesso da teledramaturgia de Angola está sendo exibido no Brasil.

Imagine uma novela que mistura glamour e poder, mostrando o que algumas pessoas são capazes de fazer para obter riqueza fácil e rápida, revelando os golpes daqueles que não medem esforços para alcançar seus fins dentro de uma revista de moda, com uma abertura ao som de kuduro. Parece uma junção de “Betty, a Feia” com “Avenida Brasil”, não é? Mas estou falando de uma novela que existe, que foi exibida em Angola e está no ar de segunda a sexta, às 23h, na TV Brasil. E ela se chama “Windeck: Todos os tons de Angola”.

Produzida pela Semba Comunicação, esse folhetim, de nome original “Windeck”, possui 120 capítulos e foi um grande sucesso em Angola. No ano de 2013, essa trama chegou a concorrer a Melhor Telenovela no Emmy Internacional (tipo o “Oscar” da televisão) ao lado das brasileiras “Avenida Brasil” e “Lado a Lado”, ambas da Globo, com vitória para a última citada. Com direção de Sérgio Graciano, a novela estreou em Angola no dia 19 de agosto de 2012 e ficou até o dia 22 de fevereiro de 2013 na TPA (Televisão Pública de Angola). Aqui no Brasil ela tá no ar desde o dia 10 de novembro do ano passado. 

 Em "Windeck" tem intrigas, dramas, humor e glamour.

A novela foi escrita pelos autores Miguel Crespo, Coréon Dú, Isilda Hurst, Andreia Vicente e Joana Jorge (esta última, inclusive, foi uma das colaboradoras de Rui Vilhena na novela “Boogie Oogie”, que terminou agora pouco na Rede Globo). Na sinopse, Vitória (Micaela Reis) é uma mulher sensual que vem de Moxico e é capaz de tudo para subir na vida. Em Luanda vai viver na casa da irmã, Ana Maria (Nadia da Silva), que é fotógrafa na Divo e muito diferente dela: honesta e trabalhadora, tem uma vida sossegada, até o dia em que Vitória aparece. Para esta mulher ambiciosa, tudo não passa de um jogo de interesses para conseguir riqueza e poder. O seu alvo está escolhido: o filho do dono da Divo, Kiluanji (Celso Roberto), que quer conquistar para enriquecer.

Quem torna a vida de muitos num inferno é a produtora de moda, Rosa Bettencourt (Grace Mendes), uma mulher que só pensa em ter poder de forma fácil. Para isso conta com a ajuda da filha Kássia (Solange Hilário), formando assim uma dupla de oportunistas dispostas a tudo para enriquecer. Ao perceber o interesse de Vitória em Kiluanji, Rosa elabora um plano para Kássia o seduzir, e começa assim a guerra entre Vitória e Kássia. O que as duas não esperavam é que ele e a humilde Ana Maria estivessem apaixonados. 

“Windeck” também tem uma pegada de mostrar a tradição angolana, e principalmente, os sabores daquele país. Por isso, conhecemos a empresa de catering Mufete, onde Nazaré (Yolanda Viegas) cozinha deliciosas receitas, um negócio criado pelo filho, Yuri (Dennis Fonseca), e o seu sócio italiano, Giorgio (Rui Santos). Também eles querem ter sucesso e triunfar na vida, mas com trabalho honesto e longe dos esquemas fáceis. 

É na Revista Divo onde boa parte da trama de "Windeck" acontece.

E porquê a novela se chama “Windeck”? Simples. Ela é o título de uma música do cantor de kuduro Cabo Snoop, super famoso em Angola. A canção, claro, virou o tema de abertura da trama. Na letra, ela descreve um pouco da rotina dos angolanos, que é um dos objetivos do folhetim. Um outro aspecto interessante: a TV Brasil exibe os capítulos no seu idioma original, ou seja, no português de Angola. Além de ser um sotaque curioso (e perfeitamente compreensível), a emissora brasileira tem o cuidado de traduzir algumas expressões locais que aparecem em “Windeck” através de pequenos boxes coloridos. Tudo para que o telespectador não perca a compreensão dos diálogos.

“Windeck” tem intrigas, dramas, humor e glamour. Aqui no Brasil, a novela já passou dos 90 capítulos (faltando então, menos de 30 para terminar), mas vale a pena você acompanhar a trama desde já. E se você quer ver tudo desde o início, a novela está sendo posta no YouTube no endereço: youtube.com/windecktv. Para te dar um gostinho, confira o trailer internacional do folhetim clicando aqui.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

RG CRÍTICA #36: IMPÉRIO

Novela de Aguinaldo Silva é o programa de maior audiência da TV aberta atualmente. Mas os números fazem jus à sua qualidade?

A atual novela das nove da Globo termina em março.

No currículo do autor Aguinaldo Silva, “Império” é o seu 24º trabalho em teledramaturgia. Ocupando-se do horário mais nobre da TV aberta, a atual novela das nove da Rede Globo é, disparado, o produto mais visto na telinha. O folhetim estreou no dia 21 de julho de 2014, e até o seu desfecho, programado (até agora) para o dia 13 de março de 2015, tem muita água pra rolar. Mas a pergunta que não quer calar é: “Império” está merecendo tamanha repercussão?

Se a resposta for sim, ela tem uma explicação. A começar pelo seu elenco estelar. Juntar Lilia Cabral e Alexandre Nero como protagonistas e ainda ser brindado com atuações impecáveis de José Mayer, Suzy Rêgo e Drica Moraes (até se afastar da trama e ser substituída à altura [e nas pressas] por Marjorie Estiano) é um golpe de mestre. Os coadjuvantes também não fazem feio. O que falar do trabalho de Ailton Graça, Paulo Betti, Paulo Vilhena e Leandra Leal? Que mesmo com seus respectivos exageros, dominam bem seus papeis. E até os personagens pequenos vem mostrando seu valor, como é o caso de Viviane Araújo, Othon Bastos e até o elenco de apoio Hugo Esteves. Realmente, se for julgar pelo quesito atores, “Império” está bem servido, é claro. A direção capitaneada por Rogério Gomes também merece seus aplausos.

Lilia Cabral e Alexandre Nero são os grandes nomes de "Império".

Se a resposta for não, ela também tem uma explicação. E ela atende pelo nome de audiência. Segundo dados divulgados pelo colunista do UOL, Maurício Stycer, a trama de Aguinaldo Silva registra 32 pontos de média. Sua antecessora, “Em Família” (mais conhecida como o fiasco de Manoel Carlos), fechou com 30 pontos, bem menos que “Amor à Vida” (36) e “Salve Jorge” (34). Nas redes sociais (mais precisamente o Twitter), um público que não deve ser ignorado nos tempos de hoje, a relevância de “Império” não chega nem perto do que foi o fenômeno “Avenida Brasil”, em 2012. Poucos se dão ao trabalho de comentar em tempo real o que se passa quando começa a abertura ao som de “Lucy In The Sky With Diamonds”. Nas ruas, o folhetim também passa despercebido e tá longe de virar assunto, como era o burburinho de “Amor à Vida”, a novela de Walcyr Carrasco, graças ao impagável Félix de Mateus Solano.

Julgando a trama no geral, ela não tem muitas novidades. Aguinaldo Silva deixou claro na estreia que ia fazer uma novela “que o povão gosta de ver”, ou seja, cheia de clichês, de elementos de dramalhão que atraem qualquer noveleiro(a) que se preze. E para muitos que reclamam, sim, “Império” tem a sua coerência. Mas, e a troca “duvidosa” de Marjorie Estiano? Pois bem, amigos, nada pode ser feito. A substituição não era prevista. Foi uma manobra arriscada, de última hora, de um dia pro outro, para não perder uma personagem que era mais que fundamental na trama. Drica Moraes fazia uma Cora com maestria, mas Marjorie, mesmo tendo sido chamada num dia e começado a gravar no outro, e começando com uma cena que era, inclusive, crucial para a personagem e manter a essência dela na sua atuação foi um grande acerto. Mas e o físico de Cora? Gente, é novela! Não dá para cobrar verossimilhança de uma obra de ficção. E cá pra nós, em relação à coerência, já vimos coisas piores em novelas das nove da Globo (“Salve Jorge” que o diga... rs!).

Nem a mudança de Coras arranhou a imagem de "Império".

Meu maior medo dessa reta final de “Império”, sem dúvida, é pelo seu desfecho. E sabe porquê? Porque Aguinaldo tem uma mania muito feia de começar muito bem uma novela e terminar muito mal. Afinal, suas últimas tramas – “Duas Caras” (2007/2008) e “Fina Estampa” (2011/2012) – seguiram esse carma. “Duas Caras”, inclusive, deixou seu último capítulo para o sábado (fato inédito até então), mas as surpresas foram mínimas. Já “Fina Estampa”, que também foi de grande sucesso, se esborrachou numa última cena mega mal-feita que podia muito bem ter sido excluída ou feita de outra forma.

Contudo, mesmo com todos esses entraves, eu lembro do Aguinaldo Silva de “Roque Santeiro”, de “Vale Tudo” e “Senhora do Destino”, me acalmo, e dou um crédito ao autor. Apesar dos pesares, “Império” tem se saído muito bem, e tem sido interessante saber o que vem por aí na história do Comendador e companhia. Se no fim do lapidar dessa joia ficar uma pedra preciosa para guardar pra sempre, então vale a pena acreditar nessa trama bruta que ainda estamos acompanhando nas noites globais.

domingo, 26 de janeiro de 2014

RG INDICA #49: AMOR À VIDA – ÚLTIMOS CAPÍTULOS

Saiba tudo o que vai rolar na última semana da novela de Walcyr Carrasco.

"Amor à Vida" chega à sua reta final.

Oito meses e onze dias depois de sua estreia, no próximo dia 31 de janeiro, a Rede Globo levará ao ar o capítulo 221 da novela “Amor à Vida”, o último episódio da trama escrita por Walcyr Carrasco, que concluirá o seu 12º folhetim, o primeiro dele no horário das oito da noite. Mas até chegarmos lá, vamos te antecipar algumas coisinhas que foram preparadas para a semana final desta novela, que com muitos altos e baixos (na verdade, mais baixos do que altos), conseguiu prender os telespectadores para acompanhar o seu desfecho. Então, confere aí:

CENAS SECRETAS: O elenco de “Amor à Vida” já recebeu todos os capítulos finais e muitas cenas já foram gravadas. Mas no roteiro deles também constavam algumas “cenas secretas”, que não foram reveladas para evitar vazamentos à imprensa e manter uma certa surpresa, segundo o colunista Flávio Ricco. Em entrevista ao Domingão do Faustão, o autor Walcyr Carrasco admitiu que 34 cenas são "secretas". Ao que tudo indica, parte dos atores gravarão essas cenas no dia em que o último capítulo irá ao ar, no dia 31 de janeiro.

ÚLTIMO CAPÍTULO MAIS LONGO: O capítulo final da trama de Walcyr Carrasco terá 90 minutos de duração, de acordo com a jornalista Patrícia Kogut. Com isso, a novela poderá ter até OITO intervalos comerciais, diferente dos quatro ou cinco 'breaks' habituais, segundo a colunista Keila Jimenez. A disputa dos anunciantes para anunciar durante o encerramento da novela também foi intensa, mas todas as cotas disponíveis já foram vendidas.

Agora vamos ao que interessa, as emoções finais da novela:

Rebeca é encontrada na casa de Aline e César.

PÉRSIO RESGATA REBECA DO CATIVEIRO: Já no capítulo desta segunda, veremos que depois de auxiliar Félix (Mateus Solano) a tirar o pai das garras de Aline (Vanessa Giácomo), Pérsio (Mouhamed Harfouch) vai à procura de Rebeca (Paula Braun) pela casa de César (Antonio Fagundes). O médico reconhece a namorada através do vidro do quartinho dos fundos e não acredita quando a vê amordaçada. Assim que é libertada, Rebeca faz um desabafo. “Eu tive tanto medo de morrer”, diz. Pérsio pede para ela não falar nada, pois está muito fraca. Aliviado por encontrar a amada com vida, o palestino trata logo de tirá-la do cativeiro e levá-la para o hospital.

ERON GANHA NOVO PRETENDENTE: No capítulo da terça-feira, vamos ver que Eron (Marcello Antony) bem que tentou reatar com Niko (Thiago Fragoso), mas o chef não deu muita bola para o ex. Apesar da tristeza, o advogado conhece André (Eriberto Leão), o novo cirurgião do San Magno, e percebe que o médico está interessado nele. "Quem sabe a gente possa tomar um drinque depois do expediente, para comemorar minha chegada. E para conversar sobre o hospital", sugere André. Eron adora o convite. "Eu acho uma grande ideia", responde.

MICHEL E PATRÍCIA REATAM: O antepenúltimo capítulo de “Amor à Vida” será marcado pela reconciliação do casal Michel (Caio Castro) e Patrícia (Maria Casadevall). Será na quarta-feira que veremos Guto (Márcio Garcia) proibindo Sílvia (Carol Castro) de prejudicar a vida de Patrícia e Michel. Além disso, Michel surpreenderá a amada e eles conseguirão se reaproximar.

Sobre os dois últimos capítulos, a Rede Globo não divulgou os resumos para a imprensa. Mas algumas coisas já foram publicadas por aí, resta saber se serão verdade, ou se Walcyr Carrasco mudará tudo no último instante. No mais, as informações que circulam sobre o último capítulo de “Amor à Vida” são essas:


A transex Bruna Bee fará par com Werles Pajjero.

JUSCELINO VAI NAMORAR UMA TRANSEXUAL: De acordo com o portal Notícias da TV, o mecânico Juscelino (Werles Pajjero), aquele que cantou bastante o Félix, irá aparecer no bar de Denizard (Fulvio Stefanini) com uma loira, a ser interpretada por Bruna Bee, atriz e performática que participou da série As Brasileiras e o longa Mato Sem Cachorro.

Tio Félix põe tudo em pratos limpos com a "ratinha".

PAULINHA E FÉLIX FICAM AMIGOS: Paulinha (Klara Castanho) vai pegar Félix de surpresa. Durante a festa de renovação dos votos de Paloma (Paolla Oliveira) e Bruno (Malvino Salvador), a menina aborda o tio para questionar o motivo de ele não gostar dela. Confira a cena na íntegra:

Por que você nunca fala comigo?”, indaga. Pilar (Susana Vieira) diz a neta que é melhor ela não perguntar muito.

Ih, já vai dizer que sou criança. Eu sei que você me chamava de ratinha”, diz a garota. “E te chamo de novo, se me provocar, ratinha”, dispara o ex-vilão.

Me chama de ratinha que eu te chamo de ratão”, brinca Paulinha. Félix diz não ter gostado do apelido e a sobrinha revela.

Eu te acho tão charmoso, divertido, por que nunca quer saber de mim?”, pergunta.

Menina, talvez porque tenho vergonha de coisas que aprontei. De certa forma, você foi minha vítima no passado”, comenta o ex-malvado.

Paulinha o surpreende.

Nossa, você quase chorou. Deve ter feito algo horroroso. Mas, olha, eu estou aqui, inteira. Eu tenho pai, mãe, e estou feliz. Se você fez algo tão horroroso, já foi. Claro que eu fico curiosa, mas espero o dia que você queira contar. Espero se você me der um beijo e virar meu amigo”.

Félix a ergue e a beija.

Eu juro que sou seu amigo a vida inteira. Se um dia precisar de mim, conte comigo”, garante o tio.

Agora, eu é que vou chorar”, diz Paulinha.

Amigos?”, indaga a garota.

Amigos!”, afirma Félix.

Muitas personagens darão a luz no último capítulo.

BEBÊS E FINAIS FELIZES: A cegonha terá trabalho duro no final de “Amor à vida”. Patrícia (Maria Casadevall), Valdirene (Tatá Werneck), Gina (Carolina Kasting) e Paloma terão filhos quase que simultaneamente. A maternidade parece abrandar os ânimos entre Patrícia e Sílvia (Carol Castro). A advogada e Guto (Marcio Garcia) adotam uma menina e vão levá-la para a morena e Michel (Caio Castro) conhecerem. O casal também está bobo com o filho nos braços. Enquanto isso, Valdirene aparece no centro cirúrgico cercada por enfermeiras, anestesista e obstetra, para dar a luz ao segundo filho com Carlito (Anderson Di Rizzi). Nervoso, o MC Delícia assiste ao nascimento do filho e se derrete ao pegar o herdeiro. Como há uma passagem de tempo, Marijeyne surge maiorzinha. O bebê de Gina e Elias (Sidney Sampaio) terá menos destaque: apenas uma cena em que está na igreja com os pais. Paloma também dá entrada no San Magno para o parto de seu filho com Bruno, que não sai de seu lado, assim como Lutero (Ary Fontoura) e Joana (Bel Kutner). Quando o bebê nasce, Bruno dá à notícia a família, que está na sala de espera. Depois, entram no quarto de Paloma para conhecer a criança.


Os desfechos de Amarilys, Niko e Ninho também já foram traçados.

FINAIS DE AMARILYS, NIKO E NINHO: De acordo com a colunista Patrícia Kogut, durante a festa de Paloma e Bruno, Amarylis (Danielle Winits) será desmascarada outra vez. Félix dará um escândalo e impedirá que a víbora aplique um novo golpe. O filho de Aline e César será criado por Pilar e Maciel (Kiko Pissolato). Já Félix e Niko vão criar Fabrício e Jaiminho juntos. O casal aparecerá pela última vez em uma praia, onde estarão cercados pelas crianças e um cachorro. Ninho (Juliano Cazarré) vai se recuperar das facadas que levou de Aline (Vanessa Giácomo).


Os papéis de Vanessa Giácomo e Antonio Fagundes terão destinos trágicos.

O DESFECHO DE CÉSAR: Segundo o site O Fuxico, o médico começa a recuperar a visão, mas tem um AVC, ficando com o lado direito do corpo paralisado. Isso acontece após Aline cuspir na sua cara e dizer que tem nojo dele, durante uma conversa na cadeia. César terá que engolir toda a sua arrogância e ficará sob os cuidados de Félix.

O TRÁGICO FINAL DE ALINE: De acordo com a coluna “TV e Lazer” do jornal “Extra”, a vilã Aline, que será presa acusada de cárcere privado e tentativa de homicídio, vai morrer durante sua tentativa de fuga do presídio. Desesperada para sair do cárcere, Aline consegue entrar em contato com seu comparsa (Ilya São Paulo) - o mesmo que a ajudou a enganar César ao se passar de gerente do banco do médico. Ele, então, vai à penitenciária com a namorada e consegue entregar a Aline o dinheiro que ela havia deixado com ele antes de tentar fugir para a Bélgica. "Isso é só pro caso de alguma coisa dar errada. É assim, como um depósito de segurança. Você é o meu plano B", disse, na época, a golpista ao entregar para o cúmplice um envelope com dinheiro. Com dinheiro na mão, Aline vislumbra a possibilidade de negociar sua fuga. Mas o tiro sai pela culatra: a megera acaba morrendo durante a tentativa de conseguir sua liberdade.

Personagem de Suzana Vieira pode dar uma reviravolta no último capítulo.

PILAR SE REVELARÁ A GRANDE VILÃ DE “AMOR À VIDA”: Pilar pode ser a grande vilã do folhetim! A cena em que Pilar se reunirá com toda a família Khoury para fazer outra revelação bombástica na mansão está guardada à sete chaves. Mas já foi divulgado que ela pode ser responsável pelo maior crime da trama. Tudo começará quando Pilar resolver chamar todos da família logo após a prisão de Aline para fazer um desabafo. A loira contará um segredo que ela guarda há muito tempo e que espantará todos. Ela dirá que o causador da vingança de Aline contra a família não é César e sim ela mesma! Porque, no passado, quem provocou o acidente no qual a mãe da vilã morreu foi a própria Pilar. E isso tudo para conseguir a guarda de Paloma quando ela ainda era um bebê! Já que ela tinha perdido um filho e César não queria que a menina fosse levada para o exterior pela mãe. Já imaginou?

Diante de tantas especulações, resta apenas conferir as surpresas da última semana de "Amor à Vida", que mesmo com tanta bagunça ao longo da trama, vai deixar saudades. #RGSuperRecomenda.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

RG CRÍTICA #29: CHIQUITITAS

Tá todo mundo chique nessa novela? Vamos expor tudo tudo que se passa no folhetim.


Esta crítica sobre a novela “Chiquititas”, em especial, vai se dividir em duas partes. A primeira, terá fragmentos de um texto inédito que escrevi após o primeiro capítulo da novelinha, no dia 15 de julho. A outra contemplará uma análise mais atual, onde assisti o capítulo 92, veiculado ontem, dia 19 de novembro. Confira:

Analisando o início...

Elenco principal do remake de "Chiquititas".

Podem me bater. A estreia da nova versão de “Chiquititas”, no SBT, é bonita? Sim. Encantadora? Também. Bem feita? Sem dúvida. Mas como nem tudo que reluz é ouro, todo remake sofre inevitáveis comparações com a versão original. E eu, como criança telespectadora da versão de 1997 a 2001 tenho memória suficiente para fazer esse paralelo. E é aí que eu encontro os pequenos defeitos dessa nova trama assinada por Íris Abravanel, sem “mentirinhas”.

Ao assistir o primeiro capítulo, já gostei da música inédita “Todo Mundo Chique”, que foi uma forma simples de dizer: “Atenção! Esta é uma história nova.”

Mas aí veio a minha primeira grande decepção. A nova Ernestina, interpretada pela ótima Carla Fioroni (saudades da Mimi, de Marisol: “Fazer o quê? Eu sou assim.”), no texto de Íris é uma governanta dominada pelas crianças, que gosta(?) delas e pior: tem medo de aranhas! Gente, cadê a bruxa que metia medo nas pequeninas e tinha uma aranha de estimação, a Brunilda? Saudades, Magali Biff! Ponto negativo.

A trilha sonora da novela é algo à parte. As releituras de algumas canções da primeira versão de “Chiquititas” ficaram muito bem feitas. Destaque para “Remexe”, “Tudo Tudo”, “O Chefe Chico” e “Igual aos Demais”. Mas, também seguindo a linha de “Carrossel”, Íris insere canções da MPB, como “Velha Infância”, dos Tribalistas. E ainda teve espaço (de novo!) para Chico Buarque emplacar “Pirueta”. Só não gostei de um tecnobrega que tocou (não tive nem paciência para pesquisar que música era), e pelos 30 segundos que ela soou na novela, já achei de mal gosto.

Carla Fioroni faz uma Ernestina bobinha demais...

Voltando a falar do elenco, faço mais duas considerações que não me convenceram em suas primeiras aparições: Giovanna Gold, na pele de Dona Carmem e, infelizmente, Manuela do Monte, como Carolina. A visão jovial de Carmem da nova versão destoa muito da coroa chata de 1997, interpretada com maestria por Débora Olivieri. E Manuela do Monte vai ter que comer muito feijão com arroz (ou muito doce no novo Café Boutique) para chegar na doçura de Flávia Monteiro.

E sobre as novas crianças? Olha, não vou entrar no mérito de julgá-las ainda. Mas o que eu posso dizer é que elas começaram bem e tem tudo para prender o público. A empolgação e a vontade de fazer bem feito está nítida em todas elas. Mas não posso deixar de mencionar que a nova Mili, interpretada por Giovanna Grigio, já disse ao que veio e honra o posto deixado pela queridíssima Fernanda Souza.

Por fim, a abertura foi o que me incomodou bastante. Na primeira versão, o foco era as crianças, as coreografias, a letra da canção. No remake, tudo isso foi abafado pelo excesso de artes gráficas e, ora vejam só: a presença de uma banda feita pelos adultos do elenco, bastante desnecessário. Em outras palavras, a simplicidade da primeira abertura se perdeu no excesso de tecnologia e informações da segunda. Se seguir os passos da primeira versão, não vejo a hora de surgir a segunda abertura. Será que virá o “Mexe Lá”?


Abertura de Chiquititas: excesso de informação.

91 capítulos depois...

Após um pouco mais de 90 capítulos veiculados, decidi retomar meus olhos para “Chiquititas” e ver a quantas andava o remake da versão argentina no SBT. E logo no começo do capítulo, tive a sorte de acompanhar a estreia do clipe “Mentirinhas”, que foi sucesso na versão original também. Ao comparar com o mesmo videoclipe dos anos 90, lógico que em qualidade a versão de 2013 é superior, mas ambas pra mim empataram no quesito emoção. É difícil você olhar pra Tati (Ana Olívia Seripieri [97] / Gabriella Saraivah [13]) e ouvir o que a letra diz sem ficar comovido. A presença das outras Chiquititas no novo clipe também foi bastante interessante.

Uma tendência no texto de Íris Abravanel desde “Carrossel” e vejo se repetir em “Chiquititas” é a necessidade de “atualizar” a trama na linguagem e com as questões das crianças de hoje em dia. Estou me referindo ao mundo da internet, que permeou quase que o capítulo inteiro que assisti, e o bullying na escola. No primeiro quesito, conheci o “Friendibuqui”, a rede social usada na novelinha, além das crianças aprontarem com Ernestina e o Chefe Chico para que eles arrumem uma companhia pela rede mundial de computadores. O melhor foi ouvir a frase: “Manda uma 'piscadela' pra ela, Chico!”, referindo-se ao “cutuque” que conhecemos atualmente. Também vimos a Mili gravando um vídeo contando a sua história para ser compartilhada nas redes sociais e ajudar a encontrar seus pais. Algo que, de fato, não faria sentido em 1997.


Gabriella Saraivah gravando o clipe "Mentirinhas". Ficou muito bonito!

A questão do bullying foi interessante de assistir. No episódio, Vivi (Lívia Inhudes) tenta entrar no grupo das “Top 3” da escola, que são três meninas riquinhas e fúteis que só fazem falar mal de todo mundo, fazendo com que ela se afaste das meninas do orfanato. Para conseguir “ser aceita” no grupo, ela teve que pegar o contato de um menino que passava por elas e expulsar a terceira menina do trio. O capítulo terminou com ela em dúvida se faria essa última prova ou não. Já a minha dúvida após ver essa trama era saber se a Vivi de 1997 (vivida pela linda Renata del Bianco) era tão influenciável assim.

Um outro fato que não me agradou muito é o grande destaque do elenco adulto durante os capítulos. No episódio de ontem, por exemplo, eu vi mais os personagens do núcleo Café Boutique do que o Orfanato Raio de Luz. Aliás, uma coisa que eu também fiquei em dúvida era se dentro de 90 capítulos da primeira versão, a Carolina já teria assumido a direção do orfanato, pois me passou a impressão de um ritmo lento da trama. Além disso, teve dois flashbacks longos no capítulo de cenas que se passaram neste mesmo episódio. Será que valia a pena perder tanto tempo com momentos que tínhamos acabado de ver?


Na foto: Carolina, Pata e Mili. Enquanto as crianças vão bem, a protagonista
adulta segue apagada na trama.

Minhas impressões sobre alguns personagens também não mudaram muito desde quando assisti a estreia. A Ernestina continua boboca, o Chefe Chico não convence e a Carolina ainda está mega apagada na novela. No núcleo infantil, além do bom trabalho da Giovanna Grigio, percebi uma evolução positiva na atuação das outras meninas do orfanato. Já os meninos... Bem, deixemos para a próxima. A trilha sonora, cenários e fotografia continuam impecáveis.

Apesar dos pesares, esta versão 2.0 de “Chiquititas” já pode ser considerada mais um grande sucesso. Conseguiu superar as expectativas e a pressão de continuar os bons índices de audiência deixados por “Carrossel”, além de ser um fenômeno de vendas. Com isso, o SBT se consolida no segmento de dramaturgia infantil, para a alegria das crianças de todas as idades.