Bacharel em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com formação em Letras Português-Inglês pela Universidade de Pernambuco (UPE) e Pós-Graduação em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa pela Faculdade Frassinetti do Recife (FAFIRE), Robson Gomes é, atualmente, produtor de TV, amante das redes sociais e, principalmente: VIDRADO EM TUDO O QUE ACONTECE NA TELEVISÃO BRASILEIRA! Com experiências em social media, jornalismo impresso e online, produção e apresentação de TV, pretende se firmar na área do Entretenimento (na frente ou atrás das câmeras) e tem como principal objetivo ser um grande Apresentador de TV.
Telejornal
noturno da afiliada da Band se mantém no ar como um dos programas
mais antigos da casa e chega em 2015 com um novo âncora, o
jornalista Rhaldney Santos.
O Jornal da Tribuna está no ar desde 1993.
Em matéria de telejornalismo local, Pernambuco anda, de certa forma,
bem servido. Mas poucos produtos dessa área se mantém no ar por
décadas, buscando sempre a renovação e nunca fugindo do propósito
principal de deixar o telespectador bem informado. E entre os cinco
telejornais locais mais antigos do estado que ainda são exibidos, o
Jornal da Tribuna está entre eles. O último programa local diário
do canal olindense ocupa a faixa noturna da emissora, de segunda a
sexta, às 18h50. E em trinta minutos de duração, traz o resumo das
notícias do dia, com ênfase nas pautas de política, educação,
serviço, saúde e comunidade, sendo ancorado atualmente pelo
jornalista Rhaldney Santos.
No
ar desde 1993, o Jornal da Tribuna já teve diversos perfis e até
uma edição matinal. No começo da primeira década do ano 2000,
inclusive, chegou a ser bastante policial, deixando outras pautas em
segundo plano. O esporte também já teve mais espaço no
jornalístico, que agora encontrou seu lugar no matutino “Jogo
Aberto Pernambuco”, com Aderval Barros. O JT também foi
responsável por veicular grandes séries de reportagens, algo que se
mantém nos dias atuais. Além disso, no comando do
telejornal já passaram grandes nomes do jornalismo pernambucano como
Carlos Gambôa, Mônica Moraes, Eliana Victório, Camila Maciel,
Thiago Raposo (que acabou de deixar a emissora e será repórter da
TV Clube/Record) e Rodrigo Asfora, que saiu em janeiro deste ano para
apresentar o “Notícias da Manhã Pernambuco”, na TV Jornal/SBT.
Com experiência no rádio e na TV, Rhaldney assumiu o JT em fevereiro deste ano.
Após uma breve substituição de Eliana Victório, Rhaldney Santos
regressou ao jornalismo da TV Tribuna para assumir o posto de âncora
do JT, estreando no dia 23 de fevereiro de 2015. A escolha da
emissora por Rhaldney foi para reforçar a imagem de experiência e
credibilidade do telejornal, podendo trazer, principalmente,
sua experiência de rádio e televisão, onde investiu em prestação
de serviço e nos problemas das comunidades (ele também já
apresentou o “TV Jornal Meio-Dia”, na afiliada do SBT, junto com Graça Araújo, nos
anos 90). Por trás das câmeras, o jornal é comandado pela editora
de texto Katarina Conolly, junto com o próprio Rhaldney e supervisão
da Diretora de Jornalismo da Tribuna, Elisa Cavalcante.
Paralelo ao Jornal da Tribuna, mas na mesma emissora, Rhaldney Santos
também segue apresentando o programa de variedades independente “O
Melhor no Nordeste”, exibido nas manhãs de sábado.
O clássico
dramalhão mexicano das gêmeas que trocam de lugar está de volta,
mais uma vez, na emissora de Silvio Santos.
Está pronto para se envolver novamente com a história das gêmeas Paola e Paulina?
Em
matéria de novelas mexicanas, sem dúvida, “A Usurpadora” será
lembrada na sua cabeça mais cedo ou mais tarde. E agora, ela tem
tudo pra se tornar assunto novamente nos próximos dias. É que nesta
segunda-feira (30), a história protagonizada duplamente por Gabriela
Spanic será exibida (acreditem!) pela sexta vez no SBT, na faixa
vespertina de novelas, a partir das 17h, substituindo ao enlatado
também mexicano “A Feia Mais Bela”. Mesmo com este novo replay,
que empata apenas com “Maria do Bairro” em número de exibições
no canal paulista, parece que o público não está nem aí e conta
os minutos para a sua reestreia. E para deleite de uma legião de fãs
(ou pra você que não está gostando nem um pouco da notícia), o
#RGnaTV vai te dar cinco razões para tentar explicar o sucesso desse
fenômeno e te convidar a acompanhar a saga das personagens Paola e
Paulina one more time.
#1 –
É um clássico da dramaturgia mexicana no Brasil, mas a sua origem é venezuelana!
Muito
antes da trama chegar no Brasil, é necessário esclarecer que “La
Usurpadora” nada mais é que um segundo remake de uma novela
homônima, que foi ao ar pela primeira vez em 1972 na Venezuela,
escrita pela cubana Inés Rodena. A primeira versão da Televisa para
essa novela foi feita em 1981 com o título de “El Hogar Que Yo
Robé” (“O lugar que eu roubei”). Já a versão que nós
conhecemos (e amamos!) foi adaptada por Carlos Romero, com produção
de Salvador Mejía e direção de Beatriz Sheridan e Nathalie
Lartilleux. Com 102 capítulos, “La Usurpadora” foi exibida em
1998 e estreou pela primeira vez no Brasil no dia 22 de junho de
1999. Segundo a protagonista Gabriela Spanic, foram dez meses de
produção, com toda a equipe gravando 15 cenas por dia em 14 horas
diárias de trabalho. “A Usurpadora” também foi gravada em
várias locações como Cancún, Cidade do México, Cuernavaca,
Monterrey, Acapulco, Mônaco, Paris e Havaí.
Você lembra da abertura em português com Paulo Ricardo?
#2 –
Os temas de aberturas, em espanhol e português, são adoráveis!
Uma das coisas que mais chamam atenção em “A Usurpadora” é o
seu tema de abertura. Na versão mexicana, a canção “La
Usurpadora” foi interpretada pelo trio feminino mexicano Pandora,
formado pelas cantoras Isabel Lascurain, Mayte Lascurain e Fernanda
Meade. A letra falava exatamente de alguém que chegava “com um
disfarce” e conquistava um espaço e, claro, um amor. Na abertura,
você via exatamente um resumo de toda a trama, que praticamente
acompanhava a música. Porém, na sua primeira exibição no Brasil,
não ouvimos a voz do grupo Pandora. O SBT resolveu escalar o cantor
Paulo Ricardo para interpretar uma regravação de “Sonho Lindo”,
um grande sucesso de Roberto Carlos. A letra em português não era
tão objetiva como a original, mas também não fugia completamente
da história da trama. Mesmo assim, os telespectadores brasileiros só
ouviram a abertura brasileira na sua estreia, pois em todas as
reprises começou a tocar a canção correta. Mas tanto uma quanto a
outra eram realmente lindas de ouvir. Valia a pena só por isso.
#3 –
Na mansão da Família Bracho é confusão do início ao fim.
Além da história principal da troca de identidade da pobre Paulina
Martins ao se passar pela rica e ambiciosa Paola Bracho, a mansão da
Família Bracho é um caso a parte. Sendo o principal núcleo da
novela, os personagens mais marcantes (além das protagonistas) estão
por lá. Na sinopse, Paola é esposa de Carlos Daniel Bracho
(Fernando Colunga), que se casou apaixonada. Mas devido a ausência
do marido, torna-se infiel. Na realidade, Carlos Daniel é um
milionário quase falido que está em seu segundo casamento e possui
dois filhos: a esperta e encantadora Lizete (María Soler) e o
rebelde e problemático Carlinhos (Sergio Miguel). Ardilosa, Paola
também mantém um caso extraconjugal com o cunhado, o inescrupuloso
Willy (Juan Pablo Gamboa), casado com a atormentada e fanática
Estephanie Bracho (Chantal Adere), uma mulher amargurada, ressentida
com a vida e que se veste de forma horrível! Para piorar, ela ainda
alcooliza a sua sogra, a Vovó Piedade Bracho (a diva Libertad
Lamarque), e mal educou os seus enteados. Isso sem falar da empregada
Lalinha (Paty Díaz) e a governanta Adelina (Magda Guzmán), que
sempre estão envolvidas de alguma forma nos escândalos dessa
família em ruínas.
Porque novela chique tem continuação logo em seguida...
#4 –
É uma novela que tem até spin-off!
Para quem não acompanha a novela (ou não percebeu durante as suas
reprises), “A Usurpadora” tem até uma continuação!
Originalmente, ela foi chamada de “Mas Allá de La Usurpadora”,
sendo traduzida aqui no Brasil como “Além da Usurpadora”. Um
diferencial que nunca chegou no Brasil é que neste spin-off,
o ator Fernando Colunga (que fazia o Carlos Daniel) cantava o tema de
abertura, uma versão masculina de “La Usurpadora”. Este especial
tinha apenas dois capítulos no México. E no Brasil, ele já foi
dividido em até três episódios. A equipe de produção era
praticamente a mesma, mas a vilã agora era outra: a personagem
Raquel, interpretada por Yadhira Carrillo. A história se passa um
ano depois do fim da história original. Na sinopse, a trama se
inicia quando Paulina vai ao médico pegar o resultado de seu
'check-up'. Ela descobre que está com câncer terminal e que só lhe
restam 6 meses de vida. Paulina não conta a ninguém sobre sua
doença e começa preparar uma nova Senhora Bracho para ser esposa de
Carlos Daniel. “Além da Usurpadora” foi exibida em três
ocasiões no Brasil: em 1999, na primeira reprise da novela em 2001 e
na quarta reprise, em 2013.
#5
– Paola Bracho é vida!
Gente, esse é o tópico dos
tópicos! Era mais que necessário colocar isto aqui. Pois muito
antes de nos empolgarmos nas novelas brasileiras com grandes vilãs
como Nazaré (Renata Sorrah, em “Senhora do Destino”), Flora
(Patrícia Pillar, em “A Favorita”) e Carminha (Adriana Esteves,
em “Avenida Brasil”), os grandes fãs de “A Usurpadora”
insistem em rever a novela por causa dela: a vilã Paola Bracho. A
“gêmea má” da trama mexicana acabou caindo no gosto do público
brasileiro pelo seu sarcasmo, o seu modo desenfreado de ver a vida e,
principalmente, pela classe que ela insistia em preservar (mesmo
sendo mais baixa que uma pessoa ruim pode ser!). Mas eu também
levanto aqui uma outra teoria do sucesso da diva má de Gabriela
Spanic: a dublagem brasileira! E neste caso, é necessário fazer
justiça à sua dubladora Sheila Dorfman [do estúdio carioca Herbert
Richers], pois ela foi responsável por traduzir para os telespectadores a
risada escandalosa, a frieza e a voz ora debochada ora sensual dessa
personagem ímpar. Eis a prova:
Alguém ainda duvida que Paola Bracho é vida? rs!
Pela sexta vez, o SBT nos convida
para nos envolvermos com este dramalhão clássico mexicano que já
virou tradição aqui no Brasil. Por esses e outros motivos, a
reestreia de “A Usurpadora” é, simplesmente, imperdível.
Primeira novela africana exibida na TV Brasil mostra um novo
sotaque na televisão brasileira.
Um grande sucesso da teledramaturgia de Angola está sendo exibido no Brasil.
Imagine uma novela que mistura
glamour e poder, mostrando o que algumas pessoas são capazes de
fazer para obter riqueza fácil e rápida, revelando os golpes
daqueles que não medem esforços para alcançar seus fins dentro de
uma revista de moda, com uma abertura ao som de kuduro. Parece uma
junção de “Betty, a Feia” com “Avenida Brasil”, não é?
Mas estou falando de uma novela que existe, que foi exibida em Angola
e está no ar de segunda a sexta, às 23h, na TV Brasil. E ela se
chama “Windeck: Todos os tons de Angola”.
Produzida pela Semba Comunicação, esse folhetim, de nome original “Windeck”, possui 120 capítulos e foi um grande sucesso em Angola. No ano de 2013, essa trama chegou a concorrer a Melhor Telenovela no Emmy Internacional (tipo o “Oscar” da televisão) ao lado das brasileiras “Avenida Brasil” e “Lado a Lado”, ambas da Globo, com vitória para a última citada. Com direção de Sérgio Graciano, a novela estreou em Angola no dia 19 de agosto de 2012 e ficou até o dia 22 de fevereiro de 2013 na TPA (Televisão Pública de Angola). Aqui no Brasil ela tá no ar desde o dia 10 de novembro do ano passado.
Em "Windeck" tem intrigas, dramas, humor e glamour.
A novela foi escrita pelos autores
Miguel Crespo, Coréon Dú, Isilda Hurst, Andreia Vicente e Joana
Jorge (esta última, inclusive, foi uma das colaboradoras de Rui
Vilhena na novela “Boogie Oogie”, que terminou agora pouco na
Rede Globo). Na sinopse, Vitória (Micaela Reis) é uma mulher
sensual que vem de Moxico e é capaz de tudo para subir na vida. Em
Luanda vai viver na casa da irmã, Ana Maria (Nadia da Silva), que é
fotógrafa na Divo e muito diferente dela: honesta e trabalhadora,
tem uma vida sossegada, até o dia em que Vitória aparece. Para esta
mulher ambiciosa, tudo não passa de um jogo de interesses para
conseguir riqueza e poder. O seu alvo está escolhido: o filho do
dono da Divo, Kiluanji (Celso Roberto), que quer conquistar para
enriquecer.
Quem torna a vida de muitos num inferno é a produtora de moda, Rosa Bettencourt (Grace Mendes), uma mulher que só pensa em ter poder de forma fácil. Para isso conta com a ajuda da filha Kássia (Solange Hilário), formando assim uma dupla de oportunistas dispostas a tudo para enriquecer. Ao perceber o interesse de Vitória em Kiluanji, Rosa elabora um plano para Kássia o seduzir, e começa assim a guerra entre Vitória e Kássia. O que as duas não esperavam é que ele e a humilde Ana Maria estivessem apaixonados.
“Windeck” também tem uma pegada de mostrar a tradição angolana, e principalmente, os sabores daquele país. Por isso, conhecemos a empresa de catering Mufete, onde Nazaré (Yolanda Viegas) cozinha deliciosas receitas, um negócio criado pelo filho, Yuri (Dennis Fonseca), e o seu sócio italiano, Giorgio (Rui Santos). Também eles querem ter sucesso e triunfar na vida, mas com trabalho honesto e longe dos esquemas fáceis.
É na Revista Divo onde boa parte da trama de "Windeck" acontece.
E porquê a novela se chama “Windeck”? Simples. Ela é o título
de uma música do cantor de kuduro Cabo Snoop, super famoso em
Angola. A canção, claro, virou o tema de abertura da trama. Na
letra, ela descreve um pouco da rotina dos angolanos, que é um dos
objetivos do folhetim. Um outro aspecto interessante: a TV Brasil
exibe os capítulos no seu idioma original, ou seja, no português de
Angola. Além de ser um sotaque curioso (e perfeitamente
compreensível), a emissora brasileira tem o cuidado de traduzir
algumas expressões locais que aparecem em “Windeck” através de
pequenos boxes coloridos. Tudo para que o telespectador não perca a
compreensão dos diálogos.
“Windeck” tem intrigas, dramas, humor e glamour. Aqui no Brasil, a novela já passou dos 90 capítulos (faltando então, menos de 30 para terminar), mas vale a pena você acompanhar a trama desde já. E se você quer ver tudo desde o início, a novela está sendo posta no YouTube no endereço: youtube.com/windecktv. Para te dar um gostinho, confira o trailer internacional do folhetim clicando aqui.
Um dos
apresentadores mais engraçados da TV brasileira conversou com o RG
na TV. Confira!
Antes de qualquer coisa, precisamos dizer que o décimo entrevistado
do nosso blog não é apenas apresentador. Ele é palhaço, ator,
diretor e dramaturgo especializado na linguagem de Clown e Improviso
Teatral. Esse paulista de 43 anos já se apresentou com os “Palhaços
Sem Fronteiras” franceses em campos de refugiados durante a guerra
do Kosovo, foi “Doutor da Alegria” por quatro anos aqui no Brasil
e já foi campeão mundial de improviso no Festival Internacional de
Bogotá. Tá achando pouco? O currículo fora das telinhas de Márcio
Ballas é extenso e bastante relevante. Mas não demorou muito para
que ele fosse descoberto pela televisão e também construísse uma
história de sucesso nesse meio sem perder a sua essência teatral,
humorística e de improviso que marcou positivamente suas passagens
pela Bandeirantes e no SBT. E mesmo descansando um pouco da TV, mas
com agenda corrida no teatro, Márcio parou um pouquinho para
participar deste #RGEntrevista.
RG na TV: Márcio, antes de chegar na televisão, é preciso
esclarecer que sua formação é bastante teatral. Como tudo isso lhe
ajudou a chegar na telinha?
Márcio Ballas: O meu primeiro convite pra apresentar o 'É
Tudo Improviso' veio de uma diretora da Band que me viu fazendo um
espetáculo no teatro. Eu já trabalhava como apresentador há 10
anos, então isso me ajudou bastante ao ter que exercer essa função
num programa de TV.
RG: O "É Tudo Improviso" foi o seu primeiro programa,
que estreou em 2010 com duas responsabilidades: A primeira, de
substituir o CQC no período de férias e a segunda, de reapresentar
os Barbixas, que vinham do sucesso do "Quinta Categoria",
na MTV. Quais eram as suas expectativas para a estreia da atração
naquela época?
Márcio:A expectativa era alta pois pela primeira vez o
improviso seria mostrado na TV aberta. Nós já fazíamos no teatro
para grandes públicos, mas fazer para milhões de pessoas, que estão
assistindo dentro de suas casas era totalmente novo para nós.
Ficamos muito felizes que o programa deu certo e agora até está
sendo reprisado no canal a cabo TBS.
RG: Foram três temporadas do "É Tudo Improviso" na
Bandeirantes. Uma quarta foi gravada, mas só foi exibida
recentemente, na TV fechada. Quais são as lembranças que você
guarda daquele programa?
Márcio: Foi uma experiência incrível para mim. Fazer o
que eu gosto, junto com meus parceiros de palco [Márcio Ballas
foi Diretor “Improvisacional” do espetáculo “Improvável” da
Cia. Barbixas de Humor, onde também atua como mestre de cerimônias
e jogador convidado] e ainda ser tão bem recebido pelo publico
que pôde conhecer a beleza e a magia do improviso.
Márcio Ballas começou na TV no "É Tudo Improviso" na Band.
RG: Após a sua passagem pela Band, você foi contratado pelo SBT
a apresentar o "Cante Se Puder". A situação era bem
diferente: Você agora tinha um roteiro para seguir e dividia o palco
com "a filha do Patrão", Patricia Abravanel. Qual foi o
maior desafio dessa etapa pra você? Ainda dava para improvisar
naquela época?
Márcio: Ir para o SBT foi mais um grande desafio, pois eu
teria que apresentar um programa que não tinha nada a ver com o que
eu tinha feito nos meus 15 anos de carreira no teatro. Além disso
teria que apresentar com a Patrícia, que eu não conhecia e é dona
da emissora. No fim das contas foi muito bacana, a parceria com ela
foi muito boa, fizemos uma dupla que funcionou e o programa bombou na
época e acabou ficando no ar direto durante um ano e meio.
RG: Logo após o "Cante", veio o projeto do "Esse
Artista Sou Eu", que estreou com grande sucesso em 2014. Você
também voltou a apresentar sozinho. Nesse seu terceiro programa na
TV aberta, foi perceptível um amadurecimento seu em frente às
câmeras. Você concorda?
Márcio: Como em todos os trabalhos, quanto mais você
exercita, mais vai melhorar. Apresentar não é diferente. Fui
aprendendo as manhas e artimanhas da função e continuo estudando e
vendo outros apresentadores para tentar ficar cada vez melhor.
RG: A primeira temporada do "Esse Artista Sou Eu" foi
cercada de polêmicas entre os participantes. Para você, o que (e/ou
quem) mais te surpreendeu no reality?
Márcio:O “Esse Artista Sou Eu” foi um programa que me
surpreendia a cada gravação. Os cantores estavam transformados de
tal maneira que até pra gente era incrível de assistir. O diretor
inclusive me proibiu (e os jurados também!) de ver os participantes
antes deles cantarem. Assim quando eles entravam era uma grande
surpresa pra nós!
Feliz com o sucesso da primeira temporada do "Esse Artista Sou Eu" no ano passado, Márcio espera voltar com o programa em 2015.
RG: Se Márcio Ballas fosse um participante do EASE, em quem você
gostaria de se transformar e porquê.
Márcio:Arnaldo Antunes. Sou fã dele.
RG: O "É Tudo Improviso" voltou a ser exibido no canal
fechado TBS e tem sido um grande sucesso de audiência. Você acha
que falta improviso na TV ultimamente?
Márcio:É muito legal de ver que mesmo num canal a cabo,
o programa continua tendo um grande sucesso. Por mim teria um
programa de improviso em cada canal! (risos)
RG: Quais são os seus planos profissionais para 2015? Já pensou
em participar de alguma novela? O remake de "Cúmplices de Um
Resgate" tá chegando no SBT esse ano...
Márcio:Continuo apresentando a Noite de Improviso no
Comedians Club todas as quartas feiras em São Paulo. Além disso
tenho um espaço chamado Casa do Humor na Vila Madalena onde damos
cursos de Improviso, Clown e Stand Up para iniciantes, isto é,
qualquer pessoa que queira aprender um pouco dessas linguagens. E
para TV, estou na espera de uma segunda temporada do Esse Artista Sou
Eu, que foi um programa que eu amei fazer e tomara que volte logo.