RG CRÍTICA #42: A EXCITANTE VOLTA DE 'AMOR E SEXO'

Fernanda Lima e companhia estrearam nova temporada em novo dia e horário na Globo. O resultado foi bom para todos nós!

RG INDICA #60: LEITURA DINÂMICA

Revista eletrônica da RedeTV! mostra que existe vida para programas desse gênero além dos domingos.

RG CRÍTICA #41: RETROSPECTIVA 2015

Confira o que foi destaque na TV aberta neste ano.

RG INDICA #59: ESPECIAL DE NATAL 2015

Confira a programação especial da TV aberta para celebrar a noite de Natal.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

RG CRÍTICA #09: APRENDIZ 8: MUITAS MUDANÇAS, POUCA VONTADE DE ACOMPANHAR

A oitava edição de “O Aprendiz”, reality show da Rede Record, trouxe em sua primeira semana o conteúdo de sempre numa roupagem nova, mas deixa a desejar.

João Dória e Conselheiros na 8ª edição do Aprendiz
   De uma coisa ninguém pode contestar: “O Aprendiz” é o único reality show brasileiro com conteúdo. Eu acompanho esse programa desde sua estreia em 2004, sob o comando do mega-empresário Roberto Justus – que eu já coloco aqui como o melhor apresentador dessa atração. Hoje em dia, mais precisamente no dia 1º de Novembro, a Record começou a veicular a oitava temporada do programa, e a segunda sem o comando do Roberto. Uma tarefa que cabe, agora, ao também grande empresário João Dória Jr.
   O formato do programa não é brasileiro (como muitos reality-shows que temos no Brasil). Sua versão embrionária se chama “The Apprentice” e é apresentado pelo empresário Donald Trump nos Estados Unidos. Mas o miolo do programa não é difícil de entender: 16 participantes, em sua maioria graduados e com experiência, disputam um prêmio de (atualmente) 1 milhão e meio de reais, que vão desde a vagas de emprego em grandes empresas como a chance de executar algum projeto com a ajuda dos empresários que apresentam o programa. Nesse ano, o vencedor também será dono de uma franquia de fast-food. A versão 2011 do Aprendiz procura como vencedor uma pessoa com espírito de empreendedor. Algo que eu saberia explicar melhor se o primeiro episódio se preocupasse em fazê-lo detalhadamente para os seus telespectadores.
   Na semana passada – semana de estreia – assisti seus dois primeiros episódios, já que o reality vai ao ar nas terças e quintas. (NOTA DO CRÍTICO: Confesso a vocês que sou um pouco #TeamJustus, pois gostava do pulso firme com que ele comandava o programa, e quando ele deixou de apresentar, não acompanhei mais. Então para mim, ver “O Aprendiz” hoje, com João Dória, é uma grande novidade.) E quando foi dado o pontapé inicial do programa, um susto! Uma voz em off apresenta João Dória Jr. e, com aquela música (incrível!) de suspense de sempre, me deparo com as equipes já formadas, nomeadas (Vanguarda e Vetor) e lideradas, já no local pra receber as instruções, pra começar o primeiro desafio, pra começar a agir. Calmaê! Mais devagar né? Cadê as grandes aberturas em lugares exóticos que sempre representavam algo ao programa e aquele discurso ótimo do apresentador logo na abertura que tinha na “Era Justus”? Tudo bem que a primeira prova foi realizada em Belém (que não foi devidamente apresentada, apenas citada e “agradecida”) mas, mesmo assim, nem parecia que era “o episódio de abertura da temporada”, apenas mais um, como serão os próximos. #nãocurti

João Dória já anunciando a primeira prova com tudo já formado em poucos minutos. Oi?

   Após a pequena reunião ente os participantes, João Dória e os conselheiros Carla Pernambuco e Cláudio Forner, que são rapidamente apresentados (parece que, dessa vez, levaram a sério a expressão “tempo é dinheiro”...), a voz em off apresenta cada integrante das equipes durante a execução da primeira prova (5 desafios em 1), com informações importantes sobre eles, outras nem tanto.
   Nesta primeira prova, os participantes cumpririam cinco desafios: 1) sobrevivência na selva (obtenção de fogo, capturar uma cobra, comer uma comida “exótica” [#NoLimiteFeelings]); 2) canoagem; 3) ação ribeirinha (arrecadação de donativos, distribuição de kits); 4) pesca e 5) artesanato marajoara (aprender e fazer um artesanato típico de Belém). Como o ritmo do episódio estava acelerado (frenético, eu diria), não demorou muito para sabermos que a equipe Vanguarda foi a vencedora. E como de praxe, víamos aquela mesma sequência de imagens: a alegria dos vencedores aproveitando a ótima recompensa pelo trabalho bem feito, e a decepção, raiva e frustração da equipe derrotada.

Primeira sala de reunião: tensa e com decisões inéditas.

   Sem nenhum intervalo (ainda), já fomos para a primeira parte da Sala de Reunião, onde a equipe Vetor foi julgada por João Dória e os conselheiros que, vale ressaltar, estão muito mais ativos nesta temporada. Mais do que julgar depois da prova, antes dos resultados finais, Carla e Cláudio na Sala de Reunião falavam bastante, questionavam e criticavam seriamente, às vezes, mais do que o próprio João Dória. Essa maior participação dos conselheiros se tornou mais nítida ao vê-los também na abertura do Aprendiz, algo aparentemente novo na estética do programa. A música, ao menos, ainda é a mesma (o famoso “money, money, money, moooney” remixado continua!). O programa foi pro seu primeiro intervalo com uma decisão inédita de Dória: ele queria que todos voltassem pra segunda parte da Sala de Reunião (onde, geralmente, só voltam três e um é eliminado do programa), já que a discussão entre eles foi muito acalorada, e o foco da equipe perdedora foi em um detalhe: o fato do participante Rodrigo Fittipaldi (o polêmico desta edição) ter ido à selva sozinho e recusar a ajuda de outros colegas. E foi sobre o Rodrigo que João Dória soltou uma frase que fiz questão de copiar e que não vai demorar muito até chegar no meu Twitter: “Aquele que não tem humildade, não tem condições de ser um vencedor.” Anotaram também? Deveriam... rs!
   A segunda parte da Sala foi um pouco tensa, onde João Dória, antes de anunciar o seu resultado, perguntou ao participante Tanyo se ele estava sofrendo alguma espécie de discriminação, pois quando foi perguntado aos outros seis participantes quem eles eliminariam, três pessoas votaram nele. Dá-se a entender que quando Dória falou de discriminação, talvez se referisse à nordestalidade do participante, que é oriundo de Aracaju, Sergipe. Mas Tanyo explorou uma outra forma de preconceito: o fato dele não ser graduado numa faculdade, por ter apenas ensino técnico. Dado essa turbulência, Dória declara sua decisão: resolve não eliminar ninguém por entender que o grupo estava desunido demais e que eles encarassem essa decisão como uma chance de se unir e melhorar no próximo desafio. O que, definitivamente, não aconteceu.

Rodrigo Fittipaldi: o 'polêmico' desta temporada.

   O segundo episódio começou tão rápido como o primeiro. Para quem não acompanhou o primeiro capítulo, um resumo de menos de 30 segundos do último programa não foram suficientes para situar o telespectador. O segundo desafio para as equipes Vanguarda e Vetor era articular, em 24 horas, a compra, produção, preparação e entrega de refeições às pessoas carentes nas ruas de São Paulo. Rodrigo Fittipaldi (Vetor), o polêmico, atacou novamente ao deixar claro que não confia em sua própria equipe.
   A edição ajudou, mas a equipe Vanguarda facilitou a compreensão de quem ganharia aquela prova. Ao passo que essa equipe desenvolvia tudo com maestria, a Vetor se perdia numa completa desorganização. Era agoniante ver uma equipe trabalhando tão mal. A entrega das refeições pela equipe Vanguarda foi um momento emocionante, ao mesmo tempo que a equipe Vetor fez uma entrega fria e extremamente mal-feita.

Wellington: levou fora de Dória e foi eliminado.

   O resultado não podia ser diferente: a Vanguarda vencia pela segunda vez, e foram para Colômbia comemorar a vitória; e a equipe Vetor, perdia feio pela segunda vez, e ia encarar a pior sala de reunião deles até então. João Dória, Carla Pernambuco e Cláudio Former não mediram palavras para criticar o pífio desempenho daquela equipe, que foi de fato vergonhoso. João Dória teve seu momento a la Justus no momento em que deixou claro que não queria ouvir o líder Wellington falar a não ser que ele permitisse. [WELLINGTON: Posso falar? DÓRIA: Não. Eu não quero ouvir você agora.] Palmas de pé para o João!
   Na segunda parte da reunião, onde estava o líder da prova Wellington, Ana (amplamente massacrada pela equipe por ter se maquiado num ponto crítico da execução da prova) e, mais uma vez, Tanyo, pelo argumento do líder de ter atrapalhado a tarefa de logística, ao qual foi designado (Detalhe: desde quando um cara sergipano, novato em São Paulo, ia se dar bem em planejar uma rota de entrega?). Mas o desprezo de Dória para Wellington na primeira parte da sala se converteu em sua demissão no veredicto do apresentador, principalmente depois do mesmo admitir ter falhado no comando de sua equipe. E assim acabou a semana de estreia de “O Aprendiz 2011”.

Todo o elenco de "Aprendiz 8": eles tem muito o que aprender (literalmente!)

   Diante de tudo isso, decidi na minha Sala de Reunião que dificilmente irei acompanhar o desenrolar do reality que tanto me prendia antigamente. Ele continua sendo o único reality-show de conteúdo da TV brasileira, mas a edição acelerada, a apresentação morna de Dória, e um ar de glamour de outras edições que não há nessa hoje em dia [há ainda quem diga, e não sou eu, que os candidatos também não são interessantes] não me convencem a continuar assistindo essa temporada, que já tem final agendado para o dia 20 de Dezembro, numa edição ao vivo, direto do Memorial da América Latina. Quem sabe eu esteja aqui ano que vem comentando a estreia da nona temporada com a volta do apresentador Roberto Justus no comando da atração. Como ele já foi recontratado pela Rede Record, já é meio caminho andado. #ficaadicaRecord! Mas por enquanto, para mim, a oitava edição de “Aprendiz – Empreendedor” está demitida da lista de programas bons para assistir. #RGMaisOuMenosRecomenda =(

RG CRÍTICA #08: E O AMOR SUPEROU A REVOLUÇÃO NO SBT

Tiago Santiago bem que tenta trazer uma trama inovadora para as novelas brasileiras, mas o folhetim acabou se tornando “mais um na multidão”.

Logo da novela
   No ar desde o dia 5 de abril de 2011, e com previsão de 180 capítulos, “Amor e Revolução” ocupa a faixa noturna de novelas do SBT, antes ocupada pela reprise da trama da extinta Rede Manchete: “A História de Ana Raio e Zé Trovão”. O folhetim é escrito por Tiago Santiago – que já trabalhou na Rede Globo como colaborador de várias novelas, mas na Rede Record foi responsável por novelas como “A Escrava Isaura” (a adaptação de 2004 [sua obra-prima, em minha opinião]), “Prova de Amor” (2005) e a chamada “trilogia dos mutantes” (“Caminhos do Coração”, “Os Mutantes – Caminhos do Coração” e “Os Mutantes – Promessas de Amor”) entre 2007 e 2009, quando deixou a emissora da Barra Funda e assinou com a “TV mais feliz do Brasil”. Na emissora da Anhanguera, Tiago já escreveu a adaptação de “Uma Rosa Com Amor” (2010), sendo “Amor e Revolução” sua segunda novela na casa.
   A trama narra uma história de amor entre José Guerra (Cláudio Lins), filho de um militar, e Maria Paixão (Graziella Schmitt), líder de um movimento estudantil que combate com forças armadas a ditadura militar no Brasil. E é nesse pano de fundo histórico que Tiago Santiago encontra seu "trunfo". Pois até então, nenhuma emissora havia se empenhado em escrever uma obra sobre esse momento tão turbulento do nosso país. Tiago Santiago deixou claro à imprensa, antes da novela estrear, que a ditadura militar era o "eixo" principal da trama, mostrando a revolução que aconteceu no país entre os anos 60 até o final dos anos 80, envolvendo a moda, a música, a chegada da televisão na vida da família brasileira e vários outros aspectos que mudaram ao longo desses anos. Era um convite irrecusável acompanhar o desenrolar desta trama.

José Guerra e Maria Paixão: Romeu e Julieta no meio da ditadura

   Dia desses, resolvi acompanhar o capítulo 152, exibido no último dia 02 de Novembro, e ver a quantas andava a novela. Mesmo sabendo que um capítulo só é pouco para tecer uma crítica consistente sobre todo o folhetim, é suficiente para dizer se valeria a pena, por exemplo, para pessoas que não viram a novela do início (como eu), acompanhar seus últimos 30 capítulos. Então, eis o meu singelo veredicto:
   A primeira coisa que chama atenção num capítulo de “Amor e Revolução” é o documento fictício de “autorização” de veiculação da novela, nos mesmos moldes da época da ditadura. É uma sacada interessante do Tiago Santiago. Mas o que parece ser sério, se torna um tanto quanto hilário quando se ouve uma voz em off dizer: “Agora, mais um campeão de audiência. (...)” Bem, se o SBT considera picos de 7 pontos um programa campeão de audiência, quem sou eu pra discutir né? #vaientender

A autorização de veiculação da novela foi bem sacada pelo Tiago Santiago.

   O capítulo 152 começou com uma roda de revolucionários numa reunião informal para discutir se executavam ou não o Major Filinto (Nico Puig, que por sinal, convence muito no papel), que eles haviam acabado de sequestrar, numa ação deles dentro de um hospital. Senti um #PérolaNegraFeelings quando vi Olívia, interpretada por Patrícia de Sabrit, revelar que não se chamava Violeta (a “irmã gêmea” da Olívia), pois tudo era uma armação dela para encurralar seu ex-esposo, o próprio Filinto, após ele tentar matá-la tempos atrás. Nesse interrogatório, os revolucionários citam todos os crimes de tortura feitos pelo Filinto (provavelmente muitos, se contarmos que já passou mais de 150 capítulos), e todos discutem que destino dar a ele. O tema pena de morte é discutido de forma indireta. Nos núcleos secundários, vemos uma cena tragicômica do casal Marcela (Luciana Vendramini) e Marina (Gisele Tigre) – que pararam o Brasil com o primeiro beijo lésbico das telenovelas brasileiras, em maio deste ano – onde durante a comemoração do aniversário de Marcela num restaurante junto com os seus pais e Marina, quer contar pra eles sobre quem ela é de verdade. A brincadeira de “conta-não-conta” fica engraçada por diversas intervenções, tanto de Marina quanto dos seus pais. Outro momento leve da trama fica por conta do casal Bete (Natália Vidal) e João (Paulo Leal), onde estão tentando se acertar.

Luciana Vendramini e Gisele Tigre no beijo lésbico que parou o Brasil.

   Além de tortura (palavra que se ouve [atualmente, apenas ouve, explicarei o porque mais adiante] muitas vezes durante a novela), vi uma cena onde Miriam (Thaís Pacholek), sugere um aborto a João Guerra, já que está grávida dele e ele não a aceita (ou seja, não a ama). Uma atuação brilhante da Pacholek, se não fosse pela frase da Miriam, um tanto piegas, após se descontrolar, quebrar um vaso e João a repreender: “É melhor quebrar um vaso do que explodir o meu coração”. Romântico e dramático demais pra uma situação de raiva.
   Voltando na questão ditadura, faço um destaque à cena do carcereiro Jeová (Lui Mendes) ao prisioneiro Ivo no Dops (o principal órgão da ditadura brasileira, onde se encarceram e torturam os “inimigos do estado”). Jeová, que não concorda com a tortura e em muitas atitudes do Dops, acolhe e puxa assunto com o prisioneiro sobre o revolucionário Carlos Marighella e, ao lindo som instrumental de “Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré, Ivo recita um poema de Marighella (“Liberdade”) e fala de outras célebres personagens de nossa história que buscavam um mundo mais tranquilo naquela época.
   E falando na trilha sonora da novela, que é muito boa, que conta com artistas como Milton Nascimento, Caetano Veloso e Chico Buarque, tem destaque na abertura a música “Roda Viva”, interpretado pelo conjunto MPB-4. A abertura, muito bem feita, faz menção a todo o contexto da ditadura, mostrando indiretamente a história da novela. Outro ponto positivo na trama é a fidedignidade da equipe nos cenários e figurinos, que foram muito bem construídos.
   Porém, um ponto que chama atenção na abertura e que merece uma colocação são as várias menções à palavra “revolução”. Tiago Santiago queria com essa novela levar essa palavra até às últimas consequências. Tanto que no começo da trama, as cenas excessivas de tortura chegavam a chocar as pessoas devido a excelente qualidade das cenas, de tão real que parecia. Logo no começo também, os capítulos se encerravam com depoimentos de pessoas que lutaram na época da ditadura (no maior estilo “Páginas da Vida”, da Globo). Depoimentos valiosos de José Dirceu, Luis Ayrão, Luis Carlos Prestes Filho, entre tantos outros, foram exibidos até o mês de julho, quando o SBT resolveu cancelar esses momentos. Segundo a assessoria da emissora na época, eles tiraram os depoimentos porque não conseguia nenhum militar ou ex-militar para falar sobre o assunto. A rede vinha exibindo desde então apenas depoimentos de pessoas da oposição na época, o que, na opinião da direção da emissora, não era correto nem justo. E para não ficar só com um lado da história, os depoimentos foram banidos. Uma pena para nós, brasileiros, pois esses depoimentos eram muito melhores que certas aulas de história. Uma ideia genial que se perdeu de vista.

As torturas em "Amor e Revolução" eram bem feitas, mas foram banidas pelo "patrão".

   As cenas de tortura, os depoimentos, o tão falado beijo gay, e a audiência baixa fez acender o alarme do patrão Silvio Santos, onde em reunião com o Tiago ele foi categórico: pediu pra tirar o que tem de forte na novela e elevar o nível de humor e amor da trama, deixando a novela “mais leve”. Ou seja: a “revolução” tinha que ser menos citada e abordar mais o “amor”. E pronto: a originalidade da novela foi por água abaixo... Uma pena [2]!
   Em virtude de tudo o que “Amor e Revolução” passou nesses pouco mais de 150 capítulos, o que eu vi no último dia 2 é uma trama, ainda sim, coesa, e tenta fazer um bom trabalho sobre contar a história da ditadura. Mas a simplicidade atual da novela, com poucas cenas de impacto social, faz com que esse folhetim se torne igual aos demais. Ou seja: mais do mesmo, como as novelas “Senhora do Destino” (Globo) e “Cidadão Brasileiro” (Record) que apenas pincelaram trechos da ditadura em suas histórias.
   Bem, falta eu responder se vale a pena acompanhar o desfecho de “Amor e Revolução”, né? Então, a minha resposta é sim. Pois mesmo que a trama tenha perdido seu trunfo, sua originalidade, a novela é bem feita tecnicamente, tem um elenco capaz e entregue a trama. Ainda é possível nos localizarmos na época da ditadura assistindo à novela, e essa viagem merece ver até onde ela vai nos levar. #RGRecomenda

RG INDICA #10 - DE 08/10 a 12/11

A décima edição do #RGIndica chegou atrasadinha essa semana, mas nem por isso vai deixar de indicar o que há de interessante na telinha até sabado. Confira nossa agenda!

TERÇA (08/11) – UM TIMAÇO DE COMEDIANTES NA MTV!

Comédia MTV: risada garantida.

   Anote a escalação dos melhores humoristas do momento na TV: Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Bento Ribeiro, Rafael Queiroga, Fábio Rabin, Gui Santana, Paulinho Serra, Tatá Werneck e Rodrigo Capella. Logo após o ÓTIMO “Furo MTV”, esse timaço de feras do humor se junta para encenar as maiores e divertidas loucuras nas esquetes do “Comédia MTV” todas as terças-feiras. Além de cenas absurdas e non-sense, as músicas que encerram cada programa, de fato, são um show a parte; um prato cheio pra quem quer rir e esquecer dos problemas. Na edição de hoje, o programa vai reprisar as melhores esquetes escolhidas pela audiência. Vale a pena conferir! “Comédia MTV” é riso garantido ou... de que mundo você é, hein?

SINTONIZE: “Comédia MTV” vai ao ar nas terças às 22h30, com reprise nas quartas às 16h e 0h30, sábados às 22h15 e domingos às 18hs. (horários de Brasília)

QUARTA (09/11) – CONEXÃO REPÓRTER ENTREVISTA NEYMAR

Roberto Cabrini também é bom de entrevista.

   Embora o “Conexão Repórter” já tenha figurado aqui no #RGIndica, vale a pena indicá-lo mais uma vez essa semana. Isso porque o Roberto Cabrini vai entrevistar um dos grandes jogadores de futebol do momento, o craque Neymar, do Santos. Roberto Cabrini conduz muito bem uma entrevista e sabe arrancar fatos interessantes de seus entrevistados. Em entrevista exclusiva, o jogador falará sobre suas paixões, seus segredos e sobre seu filho Davi Luca. O programa fará ainda uma reportagem especial mostrando como Neymar se transformou em ídolo e que caminhos ele percorreu para chegar ao topo. No final do programa, Cabrini lhe entregará uma caixa com duas camisas: uma do Real Madrid e outra do Barcelona, mas pede para que ele escolha apenas uma. Qual ele vai escolher? Tem que assistir para descobrir.

SINTONIZE: “Conexão Repórter” será exibido nesta quarta, às 23h30 (horário de Brasília).

QUINTA (10/11) – AMOR, SEXO E DIVERSÃO NA REDE GLOBO

"Amor & Sexo" já está na 4ª temporada.

   No último dia 03, a Globo estreou a quarta temporada de “Amor & Sexo”. Comandado por Fernanda Lima, o programa trouxe algumas novidades, mas mantendo quadros de sucesso das temporadas anteriores, como o “Strip Quizz”, onde convidados respondem a perguntas picantes e perdem uma “peça de roupa” de seus manequins quando a plateia discordar de suas opiniões. Léo Jaime continua líder e vocalista na banda do programa, mas também ganhará as ruas. Ele fará reportagens especiais para o programa que abordará as diversas noções de sexualidade dos brasileiros em relação aos japoneses, que serão entrevistados pela Fernanda Lima, direto do Japão. Sem apelar pra vulgaridade, “Amor & Sexo” é uma boa pedida pra assistir e discutir sobre o mundo dos sentimentos e das famosas “quatro paredes”.

SINTONIZE: O segundo programa da quarta temporada de “Amor e Sexo” vai ao ar nesta quinta, à 0h05. (horário de Brasília)

SEXTA (11/11) – REDES SOCIAIS EM DICUSSÃO NA TV BRASIL

Assuntos que os jovens gostam de discutir estão no "Diverso".

   O programa “Diverso”, da TV Brasil, é um programa de foco juvenil que aborda a cultura urbana e pop e seu impacto no mundo de hoje. Em cada edição, o programa trata de um assunto relacionado às manifestações culturais e artísticas do Brasil e é apresentado pela Maria Eduarda Las Casas. Nessa semana, o programa vai abordar o tema “Redes Sociais”, mais precisamente sobre presença maciça das redes sociais na sociedade e como elas ganharam impulso, principalmente, com o Facebook e Twitter. O Diverso vai investigar a fundo esses fenômenos: de que forma as decisões e os anseios do dia a dia do cidadão/usuário são mediadas por essas redes, tais como a arte, o amor e, mais recentemente, a política. O programa conversou com o jornalista Xico Sá, a artista digital Giselle Beiguelman e os pesquisadores Richardson Pontone e Francisco Coelho.

SINTONIZE: “Diverso” é exibido nas sextas às 17h30 (horário de Brasília).

SÁBADO (12/12) – O MMA VAI CANTAR NA REDETV!

O "UFC Sem Limites" popularizou o MMA no Brasil.

   Quem gosta de MMA (Artes Marciais Mistas), não perde uma exibição do programa “UFC Sem Limites”, da RedeTV!, que popularizou esse esporte em nosso país. E é bom aproveitar mesmo, pois a Rede Globo comprou os direitos de exibição das lutas do UFC, e a primeira luta já será exibida ao vivo na madrugada desse sábado pro domingo, logo após Altas Horas, com Galvão Bueno e Vitor Belfort. Mas até lá, a emissora de Alphaville fará um programa especial na noite sábado, exibindo a trajetória completa de um dos principais nomes do MMA mundial: Junior “Cigano” dos Santos. O programa irá mostrar todas as vitórias do invicto "Cigano" no UFC, começando pela estreia do brasileiro contra o compatriota Fabricio Werdum, passando pelas belas atuações como a luta contra "Mirko Cro Cop", Stefan Struve e Gabriel Gonzaga, e finalizando com o embate que o credenciou para a disputa do cinturão dos pesados, contra Shane Carwin. Ao todo, o “UFC Sem Limites” irá exibir sete combates deste esportista. Pra quem gosta desse tipo de luta, a programação está bem atrativa.

SINTONIZE: “UFC Sem Limites” vai ao ar neste sábado, a partir das 22hs. (horário de Brasília)

domingo, 6 de novembro de 2011

RG BASTIDORES #08

Planos sendo traçados, artistas proibidos de falar e o fim da novela Adnet-Calabresa na MTV são os principais assuntos do #RGBastidores dessa semana!

NO MUNDO DO SBT: O SBT vai levar “Amor e Revolução”, do Tiago Santiago, até o dia 13 de janeiro. Poucos acreditavam que passaria de dezembro. Está com todo material gravado, só continuam os trabalhos de edição. Também já se pode anunciar com toda certeza que a estreia de “Carrossel” será em 16 de janeiro. O SBT ainda não confirma, mas a partir desse dia, o horário de novelas será o das 20h15, na sequência do “SBT Brasil”.

NO MUNDO DA RECORD: Os artistas de novelas da Record agora reclamam, porque foram proibidos de falar. Não podem mais dar entrevistas ou declarações sobre os seus trabalhos na emissora.

NO MUNDO DA REDETV!: Rede TV! também começa a se organizar para a cobertura do próximo carnaval. Mas não deve sair daquilo: bastidores do Rio e São Paulo, com Flávia Noronha e Nelson Rubens nos estúdios.

NO MUNDO DA MTV: Marcelo Adnet e Dani Calabresa assinaram a renovação de contrato com a MTV na última quinta-feira. Segundo o jornal Agora São Paulo, as conversas já estavam encaminhadas desde o último VMB, em outubro. O casal ficará na emissora por mais um ano, até dezembro de 2012. De acordo com a publicação, pesou para a decisão de Adnet os novos projetos que a MTV tem para ele, como um programa de viagem, acompanhar a Olimpíada 2012 direto de Londres e a reformulação do "Adnet ao Vivo". Dani Calabresa também vai seguir à frente do "Furo MTV" (#todosvibra!) e deve ganhar outro programa.

NO MUNDO DA BAND: Adriane Galisteu ainda não desistiu de ter uma atração ao vivo. De acordo com a coluna Outro Canal, a loira vai aproveitar a convenção da emissora em Portugal, entre os dias 23 e 27 próximos, para conversar sobre o assunto com a nova diretoria artística, comandada agora pelo argentino Diego Guebel. Ainda segundo a coluna, Galisteu quer um programa diário na Band, com foco em entrevistas e mundo das celebridades.

NO MUNDO DA GLOBO: Walcyr Carrasco está em Ilhéus, procurando se adaptar mais rapidamente com o cenário original de “Gabriela”, que a Globo vai apresentar em 2012, na faixa das 23h. As fitas da novela, exibida em 1975, também foram colocadas à sua disposição.

(com informações da Coluna Flávio Ricco, do UOL Televisão)

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(exceto os blocos “No Mundo da Band” [hoje, pelo NaTelinha] e “No Mundo da MTV”, pelo site “O Dia Online”.)