RG CRÍTICA #42: A EXCITANTE VOLTA DE 'AMOR E SEXO'

Fernanda Lima e companhia estrearam nova temporada em novo dia e horário na Globo. O resultado foi bom para todos nós!

RG INDICA #60: LEITURA DINÂMICA

Revista eletrônica da RedeTV! mostra que existe vida para programas desse gênero além dos domingos.

RG CRÍTICA #41: RETROSPECTIVA 2015

Confira o que foi destaque na TV aberta neste ano.

RG INDICA #59: ESPECIAL DE NATAL 2015

Confira a programação especial da TV aberta para celebrar a noite de Natal.

domingo, 13 de setembro de 2015

RG ESPECIAL #03: RG NO RIO 1 - NO AUDITÓRIO DO “XUXA MENEGHEL”

Série especial do RG na TV em três reportagens contará as peripécias deste blogueiro em terras cariocas, onde passou pela plateia de três programas de televisão.

Eu tava me achando na plateia do Xuxa Meneghel... rs! #feliz

Era uma ensolarada manhã do dia 31 de agosto de 2015 quando este blogueiro que vos fala desembarcava de avião no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Vindo diretamente do Recife, o objetivo principal da viagem era apresentar o blog “RG na TV” no congresso acadêmico de comunicação Intercom, realizado esse ano na UFRJ, no bairro da Urca. A apresentação estava marcada para o dia 6 de setembro. Mas resolvi antecipar o meu deslocamento para o Rio para tentar conhecer alguns lugares que, pra mim, seriam essenciais para alguém apaixonado por TV.

E a primeira parada foi neste mesmo dia. Após deixar minhas malas em um hostel de Botafogo e um lanche rápido num shopping próximo, dali mesmo peguei um ônibus com destino à Vargem Grande. Destino: RecNov, o complexo de estúdios da Rede Record de Televisão. Fui orientado a sair muito cedo para lá, devido a grande distância. E as pessoas não estavam erradas. Apesar de pegar apenas uma condução, foram duas horas e meia de viagem até lá. E isso ainda foi pouco! Pois a previsão era chegar, ao menos, uma hora depois.

Cheguei na porta do RecNov por volta das 17h30. A orientação que recebi por e-mail era que eu precisava estar lá às 19h, mas não quis arriscar me atrasar. Quando me aproximei do portão da sede carioca da Rede Record, já havia um pequeno grupo de pessoas dispostas “a assistirem ao programa da Xuxa”. No meio dessas pessoas, a primeira constatação: nenhuma delas era de primeira viagem, como eu. Todos eles ou já conheciam a Xuxa, já estavam no auditório nas semanas anteriores ou até assistido ela na época da Rede Globo. Além disso, alguns tinham experiência em outros programas e até novelas, inclusive como figuração na atual “Os Dez Mandamentos”, da casa!

Esta é a glamurosa "sala de espera da plateia" do Xuxa Meneghel.

Por volta das 18h, surge uma pessoa com uma jaqueta preta personalizada com a logo do programa da Xuxa. Era o Michel Leite, um dos produtores de plateia, e quem eu tinha trocado alguns e-mails para conseguir o acesso à plateia. Ele começou a sondar quem já tava por ali e, muito simpático, começou a falar com todos, onde já conhecia alguns. Quando olhou pra mim, foi categórico: “Você eu não conheço”, disse. Assim que eu falei que era de Recife e tinha mandado um e-mail ele lembrou de imediato: “Cara, é você que é de Recife? E você veio mesmo? E veio só para o programa?!”, perguntou empolgado. Justifiquei a minha viagem e aí ele disse que ia ver se o meu nome tava de fato na lista da plateia daquele dia. Gelei. Mas enfim, meu nome constava lá. Ele reforçou que eu deveria estar ali às 19h, mas expliquei que tinha vindo de longe e ele pediu para aguardar o horário certo para entrar.

Logo após veio o Val Santos, o outro produtor de plateia do Xuxa Meneghel. Com a mesma simpatia do Michel, falou com todos na porta e reviu quem estava na lista e quem ia aguardar “na espera” caso faltasse alguém. Segundo as pessoas que eu conheci na porta do RecNov, às 21h, quando todos já deveriam ter chegado, os produtores permitem a entrada de outras pessoas que foram à porta da emissora para tentarem o acesso ao programa da Rainha. Afinal, cadeiras vazias não podem rolar. Mas eu entrei pontualmente às 19h, como planejado.

Após dar meu nome e RG na portaria do RecNov, fui encaminhado para a “sala de espera da plateia” do Xuxa Meneghel. Na verdade, era o grande estúdio da Record onde tinha sido a última coletiva de imprensa do programa da Xu semanas antes. Logo na porta, me deram uma sacola com um lanche reforçado (dois sanduíches, uma maçã, um refrigerante e um biscoito) e me etiquetaram com meu nome. Nesta grande sala, havia vários posters e totens em tamanho real da Rainha, iluminação especial e vários lugares para sentar. Além de um varal de roupas, fantasias e adereços para fazemos fotos em cabines especiais personalizadas com a logo da atração. Música pop nas alturas e os produtores de plateia falavam sempre ao microfone para nos sentirmos à vontade e nos preparássemos para o grande momento. Algumas caravanas chegavam de van e a galera tava bem animada.

Enquanto isso, eu surtava no meu Instagram (@robinhogomesrg)! rs...

21 horas. Hora de seguir para o estúdio. Michel e Val davam as últimas instruções de como se comportar dentro do estúdio. Fomos permitidos a levar celular, mas nada além disso. Reforçaram que queriam muito a nossa energia, a nossa animação, pois éramos nós que fazíamos o programa acontecer. Ao longo dessa espera, algumas fitinhas foram distribuídas a algumas pessoas que tiveram prioridade na hora de ir para a locação do Xuxa Meneghel. Idosos? Gestantes? Que nada! Eram as pessoas “bonitas”. Sim. Beleza se põe a mesa, mais precisamente, nas primeiras fileiras do programa da Xuxa.

Como não me encaixava nesses requisitos (#chatiado), segui com a “plateia comum” para o estúdio do programa. Em grupos de 15 pessoas, seguíamos para uma van onde, basicamente, viramos duas esquinas para chegar no Xuxa Meneghel. Menos de 5 minutos depois, outra fila se formava para entrarmos ordenadamente no programa. “Trouxeram casaco? A temperatura tá 7 graus!”, falava Michel aos risos. E ele não estava errado. O estúdio tava frio pra caramba! “Claro gente, ninguém merece suar aqui dentro né?”, ria Val falando alto. Entramos no estúdio. Cara, parecia que eu tava sonhando. Aquilo que eu tinha visto na TV na semana passada agora estava lá, in loco!

Todos instalados, Michel pergunta para o switcher: “dá para soltar o vídeo safety?”. Era o “vídeo de segurança” do programa, gravado pela própria Xuxa e o seu namorado Junno, imitando comissários de bordo. Numa levada bem-humorada, fomos informados sobre as saídas de emergência, que não era permitido fumar, entre outras coisas. A medida que a hora de entrar no ar se aproximava, todos ficávamos na expectativa.

         Essa era a minha visão da Rainha no estúdio do RecNov.

A partir das 22h20, o diretor Mariozinho Vaz começava a falar abertamente para o estúdio quantos minutos faltávamos para entramos no ar. A cada “20 minutos”, “15 minutos”, a gente gritava de ansiedade. Nós achávamos que Xuxa vinha falar com a plateia antes do programa começar, mas não. O nosso grito quando o programa começou – às 22h40 (dez minutos mais tarde por causa da estreia da novela “A Regra do Jogo”, na Globo) – era porque era, de fato, a primeira vez que víamos a Rainha naquele palco.

E aí, foi uma alegria só. Como só tinha um intervalo, ficava difícil Xuxa falar diretamente com a plateia enquanto o programa estava no ar. Nos divertimos muito com Zeca Pagodinho e Luís Lobianco, da Porta dos Fundos. Na primeira pauta sobre o defensor dos animais, tinha gente do meu lado bem emocionada com a história. No único intervalo do programa, deu para perceber a correria (e competência!) da produção em desmontar o centro do Xuxa Meneghel para montar a estrutura da brincadeira da torta na cara com o Lobianco. Faltando 30 segundos para voltar ao ar, havia muita gente no palco, que se dissipou num verdadeiro estalar de dedos. Quando menos esperamos, já estávamos batendo palmas, felizes, para o bloco derradeiro da atração.

Quando o Xuxa Meneghel terminou, a plateia queria (inclusive eu) uma foto com a eterna Rainha, mas como a apresentadora estava melada de torta na cara e no cabelo, ela se limitou a dizer que era impossível naquele momento. Mas agradeceu a todo mundo pela presença e o carinho de todas aquelas 180 pessoas que lotaram aquele estúdio para prestigiá-la. Fiquei sem minha foto com uma das minhas ídolas de infância, mas estar ali pertinho dela, sentindo sua felicidade e energia de fazer aquele programa acontecer fez valer aquela primeira aventura televisiva no Rio de Janeiro. Foi, realmente, um bom começo. (Ah, no final a plateia ainda ganhou mais um lanche! Hehehehe...). 

domingo, 30 de agosto de 2015

RG RELEMBRA #17: PEDRO, O ESCAMOSO

O RG conta a história da novela que foi exibida na RedeTV! para viver na sombra do sucesso de sua antecessora: Betty, a Feia.

Depois da Feia, colocaram o Escamoso na RedeTV!

Que a RedeTV! tem um histórico bem fraquinho de telenovela, a gente sabe. Mas poucos folhetins importados que ela exibiu até hoje tiveram tanta repercussão como “Pedro, o Escamoso”. O motivo do barulho era bem simples. A trama colombiana havia sido escalada para substituir o fenômeno de audiência do próprio canal: a novela conterrânea “Betty, a Feia”.

“Pedro, o Escamoso” (de nome original: Pedro, el escamoso) foi uma novela exibida em 2001 pelo Canal Caracol e estreou na RedeTV!em 23 de junho de 2003. Durante a primeira semana, ela ficou grudada com a última semana de “Betty, a Feia”. Só então ela pôde andar sozinha.

E a pergunta que muitos faziam na época era: porque escamoso? Esse termo colombiano é muito usado para definir uma pessoa que tenta ser algo que, de fato, não é. Em bom português, escamoso pode ser associado ao famoso malandro, cascateiro mesmo. De acordo com a sinopse, Pedro Coral (Miguel Varoni) vivia numa província do interior da Colômbia até se envolver com uma mulher proibida. Para escapar, ele foge para a capital, Bogotá, onde é acolhido pela família Pacheco, composta pelo casal Nidia (Alina Lozano) e Juan e suas atraentes filhas, Mayerli (Marcela Gardeazabal) e Yadira (Andrea Guzmán). Antes de se suicidar, Juan pede a Pedro que cuide de Paula Dávila (Sandra Reyes), sua filha com uma amante, para quem deixa toda a sua milionária herança.

Relembre a abertura de "Pedro, o Escamoso", com música do grande Juan Luis Guerra.

Por uma coincidência, Pedro e Paula vão trabalhar na mesma empresa. O dono, um homem casado mas infiel, fica atraído pela beleza de Paula e a contrata como vice-presidente da companhia. Embora não saiba dirigir, o “escamoso” consegue uma vaga como motorista e torna-se o chofer justamente de Paula. Quando a conhece, ele se apaixona pela primeira vez na vida. Contudo, Paula repete a história da mãe e se torna amante do chefe, que nunca cumpre a promessa de deixar a esposa. Neste ponto, tem início a trajetória de Pedro para conquistar sua amada.

Mesclando romance com comédia, alguns personagens coadjuvantes eram muito importantes na trama de Pedro. Era o caso da Dona Nidia Pacheco e suas filhas. Depois que o marido se mata e deixa a herança para a bastarda Paula, Nidia, disposta a receber a fortuna do marido, usava de todos os meios para alcançar este objetivo. Para isto, contava com a ajuda de Alirio Perafán (Jairo Camargo), um advogado desonesto. Já as irmãs Pacheco tinham características totalmente opostas. Enquanto a caçula Mayerli era uma jovem cândida, sensível e inteligente, Yadira era uma mulher sedutora, gananciosa e superficial. Outro tipo de destaque era o Pastor Gaitán (Alvaro Bayona), um homossexual assumido que trabalhava na mesma empresa de Pedro e se apaixonou por ele.

 "Pedro, o Escamoso" misturava comédia com drama mas... E esse cabelo, hein Pedro? rs!

Com 327 capítulos e uma música de abertura charmosíssima que levava o nome da novela – cantada pelo grande Juan Luis Guerra – “Pedro, o Escamoso” agradou o público brasileiro de início, obtendo médias de 4 pontos de audiência nos primeiros meses de exibição. Mas a grande quantidade de capítulos fez com que o ibope passasse a reagir negativamente. Tanto que o último capítulo da novela, exibido em janeiro de 2004, foi colocado às pressas pela RedeTV! numa edição mal-feita, com flashback de momentos que nunca haviam sido vistos na versão brasileira.

A dublagem em português foi feita pela Dublavídeo e teve a voz do protagonista Pedro modificada quando a trama já estava no ar por exigência do canal paulista. Também comentava-se que foram usados a maioria dos dubladores de sua antecessora, “Betty, a Feia”. Mas parece que nem as vozes do elenco anterior não foram suficientes para deixar o público com paciência de ver a saga de Pedro até o fim.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

RG PE #15: REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO

Emissora pernambucana que foi a Estação TV hoje tem programação local completamente voltada para o público evangélico.

Emissora pernambucana começou a funcionar em 2009.

Nascida a partir do rádio, a Rede Brasil de Comunicação – ou Rede Brasil TV – tem suas origens atreladas à Assembleia de Deus do Recife, que detém as frequências AM 580 (antiga Rádio Globo Recife) desde outubro de 1999 e tempos depois a FM 93,3. Sob direção, supervisão e administração do Pr. Ailton José Alves (Presidente da Igreja Assembleia de Deus em Pernambuco), a chegada desta igreja na televisão pernambucana começou em outubro de 2008, transmitindo um evento evangélico no canal 14, na época ainda denominada como Estação TV, inaugurada em 2005. Com uma audiência considerável deste evento, as duas instituições se aproximaram.

Em abril de 2009, constituiu-se uma equipe de profissionais para produção de conteúdo televisivo local que atendesse a esse público segmentado (cristão da Assembleia de Deus em Pernambuco). Quatro meses depois, a IEAD-PE já ocupava a madrugada da Estação TV com 7 horas de conteúdo diário, que logo após cresceu para 21 horas, até dominar o canal por completo, adotando então o nome oficial de Rede Brasil TV.

Com 90% do conteúdo da emissora voltado para o público cristão, aos poucos foram surgindo programas com mais jornalísticos, oferecendo novas alternativas de consumo de informação na televisão pernambucana. Atualmente, além das diversas atrações da Assembleia de Deus, o programa de variedades “Assunto do Dia” e o telejornal noturno “Jornal Estado”, se destacam como novidades que podem abranger um público maior.

Esta é a vinheta de abertura do telejornal noturno da Rede Brasil de Comunicação.

O “Assunto do Dia” é comandado pelo jornalista Phelipe Cavalcante. Exibido ao vivo de segunda a sexta, às 9 da manhã, o programa se propõe a prestar serviços com informações de utilidade pública (trânsito, previsão do tempo, vagas de emprego), havendo ainda espaço para debates, notícias e entretenimento, com direito a um quadro de culinária. A atração é reprisada no mesmo dia, às 18h30. Ainda à noite, o “Jornal Estado” é considerado o primeiro telejornal local noturno a entrar no ar, às 18h, com apresentação do jornalista e radialista Ed Villanova.

Em dezembro do ano passado, a RBC TV começou a transmitir sua programação em sinal digital. Além do canal 14, a emissora ainda pode ser encontrada nas seguintes frequências: canal 6 para Caruaru e Agreste; canal 28 em Cabo de Sto. Agostinho, Litoral Sul e áreas adjacentes; canal 10 para Gameleira; canal 13 em Toritama e áreas adjacentes; e canal 23 para Buíque e adjacências. É possível sintonizá-la também via satélite (pela Intelsat 1R) e assistir 24h pela web no rbc1.com.br.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

RG CRÍTICA #40: O RENASCIMENTO DE XUXA NA RECORD

Cercado de expectativas, o programa Xuxa Meneghel estreou de maneira atrapalhada, mas cumpriu o que prometeu: apresentou uma Xuxa que não conhecíamos.

Xuxa estreou na Rede Record com o pé direito.

Tudo o que tiver de ser será”. Nunca uma frase da canção “Lua de Cristal” fez tanto sentido como agora. Até porque, a intérprete desta música iniciou uma fase histórica a partir de hoje, na Rede Record de Televisão. Pontualmente, às 22h30 da noite desta segunda-feira (17), a emissora paulista exibiu, ao vivo, direto do Rio de Janeiro, a primeira edição do Programa Xuxa Meneghel.

Segundo o diretor do programa, Mariozinho Vaz, a estrela da estreia seria a própria Xuxa. E assim sucedeu. Fomos apresentados à uma Xuxa diferente, que não tinha vergonha nenhuma de se expor, afim de brincar consigo mesmo. Tanto que na abertura, fomos brindados pelo “processo de contratação” da Rainha que, desempregada, bateu na porta dos Recursos Humanos da emissora, respondendo às perguntas da “entrevista” com frases marcantes das suas canções. Os trocadilhos foram piegas, o VT também, mas preparou bem para o que viria mais adiante.

Após uma sequência de imagens de making-of e os pré-eventos na Record que Xuxa participou, ela entra no estúdio do RecNov, de terninho preto, com faíscas e o calor da plateia de 180 pessoas que lotavam aquele cenário enorme que muito lembrou, claro, o set do programa da norte-americana Ellen DeGeneres. Aliás, as semelhanças com a comediante gringa não pararam por aí. A logomarca da atração, o figurino da anfitriã e, porque não, os aspectos fisicos foram reparados. Tanto que Xuxa chegou a brincar com o auditório de adivinhar nas fotos quem era ela, e quem era a Ellen. E para coroar as comparações, Xuxa “entrevistou” a própria DeGeneres – através de uma montagem de chroma-key. Mais uma sátira de si mesmo para o grande público.

Xuxa brinca com sua grande inspiração desta nova fase: a comediante Ellen DeGeneres.

Como todo o programa ao vivo, o Xuxa Meneghel teve seus erros. Várias falhas de áudio e de entrada de VT atrapalharam um pouco a estreia. Um clipe duvidoso de “Ainda Bem” (música de Marisa Monte) exaltando a Record também podia ter sido descartado. Mas o erro mais grave, sem dúvida, foi nos entrevistados dessa primeira edição. Os atores da novela “Os Dez Mandamentos” entendiaram os telespectadores, que mesmo com o sucesso da trama, não atraíram a curiosidade de quem tava em casa. O papo com eles fez Xuxa perder 4 pontos na audiência (de 12 para 8) e perder a vice-liderança para o SBT em alguns momentos, segundo dados prévios do ibope na Grande São Paulo.

É preciso deixar registrado a empolgação da loira com essa estreia, que correu pelo grande cenário, riu descontroladamente e interagiu com o auditório. Sem querer, acabou “dando um fora” em um dos convidados e mandou até alguém da plateia “tomar um banho”.

A redação do programa se mostrou bem antenada com as redes sociais, trazendo para esse primeiro programa um dos memes da Rainha: a famosa Cláudia (que se chama Érica), que ela mandou sentar na época da Rede Manchete. Além disso, sua empregada Maria (sucesso nas redes da Xu) também deu o ar da graça ao vivo, com direito a dançar no palco com a patroa. Outro quadro que, na verdade, foi o melhor momento do programa, chama-se “Toc Toc”, onde Xuxa visita fãs de maneira inesperada. Com reações e emoções autênticas, vimos a loira mais perto do povo comum que a admira, e foi bastante elogiada.

Dois globais foram ao programa da Xuxa, mas não puderam mostrar o rosto.

A liberdade que Meneghel teve hoje era algo espantoso, mas bacana de ver. Em muitos de seus desabafos hoje, pediu para que os fãs não falassem mal da Globo, mas mais a frente, criticou a sua antiga casa por impedir os artistas de desejar sorte publicamente para a apresentadora. Mas houve quem resistisse à ordem e duas pessoas globais estiveram na plateia, porém cobertas por um saco de pão com estampa de um emoji feliz para não serem identificados (e demitidos, provavelmente). 

Xuxa também prestou homenagens a Hebe - por herdar um programa às segundas-feiras, como ela - e Silvio Santos. Aproveitou o momento para agradecer a homenagem que recebeu de Patrícia Abravanel minutos antes no SBT, que a imitou no programa “Máquina da Fama” e confirmou sua presença na edição 2015 do Teleton, que em breve, também se tornará um momento único da televisão brasileira.

Por tudo isso, a estreia do Xuxa Meneghel cumpriu o que prometeu. Nos apresentou uma nova Xuxa, que vai errar muito ainda, mas está nitidamente feliz, liberta de limitações e com muita vontade de acertar. Vamos com você, Xu! ;)