RG CRÍTICA #42: A EXCITANTE VOLTA DE 'AMOR E SEXO'

Fernanda Lima e companhia estrearam nova temporada em novo dia e horário na Globo. O resultado foi bom para todos nós!

RG INDICA #60: LEITURA DINÂMICA

Revista eletrônica da RedeTV! mostra que existe vida para programas desse gênero além dos domingos.

RG CRÍTICA #41: RETROSPECTIVA 2015

Confira o que foi destaque na TV aberta neste ano.

RG INDICA #59: ESPECIAL DE NATAL 2015

Confira a programação especial da TV aberta para celebrar a noite de Natal.

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domingo, 30 de agosto de 2015

RG RELEMBRA #17: PEDRO, O ESCAMOSO

O RG conta a história da novela que foi exibida na RedeTV! para viver na sombra do sucesso de sua antecessora: Betty, a Feia.

Depois da Feia, colocaram o Escamoso na RedeTV!

Que a RedeTV! tem um histórico bem fraquinho de telenovela, a gente sabe. Mas poucos folhetins importados que ela exibiu até hoje tiveram tanta repercussão como “Pedro, o Escamoso”. O motivo do barulho era bem simples. A trama colombiana havia sido escalada para substituir o fenômeno de audiência do próprio canal: a novela conterrânea “Betty, a Feia”.

“Pedro, o Escamoso” (de nome original: Pedro, el escamoso) foi uma novela exibida em 2001 pelo Canal Caracol e estreou na RedeTV!em 23 de junho de 2003. Durante a primeira semana, ela ficou grudada com a última semana de “Betty, a Feia”. Só então ela pôde andar sozinha.

E a pergunta que muitos faziam na época era: porque escamoso? Esse termo colombiano é muito usado para definir uma pessoa que tenta ser algo que, de fato, não é. Em bom português, escamoso pode ser associado ao famoso malandro, cascateiro mesmo. De acordo com a sinopse, Pedro Coral (Miguel Varoni) vivia numa província do interior da Colômbia até se envolver com uma mulher proibida. Para escapar, ele foge para a capital, Bogotá, onde é acolhido pela família Pacheco, composta pelo casal Nidia (Alina Lozano) e Juan e suas atraentes filhas, Mayerli (Marcela Gardeazabal) e Yadira (Andrea Guzmán). Antes de se suicidar, Juan pede a Pedro que cuide de Paula Dávila (Sandra Reyes), sua filha com uma amante, para quem deixa toda a sua milionária herança.

Relembre a abertura de "Pedro, o Escamoso", com música do grande Juan Luis Guerra.

Por uma coincidência, Pedro e Paula vão trabalhar na mesma empresa. O dono, um homem casado mas infiel, fica atraído pela beleza de Paula e a contrata como vice-presidente da companhia. Embora não saiba dirigir, o “escamoso” consegue uma vaga como motorista e torna-se o chofer justamente de Paula. Quando a conhece, ele se apaixona pela primeira vez na vida. Contudo, Paula repete a história da mãe e se torna amante do chefe, que nunca cumpre a promessa de deixar a esposa. Neste ponto, tem início a trajetória de Pedro para conquistar sua amada.

Mesclando romance com comédia, alguns personagens coadjuvantes eram muito importantes na trama de Pedro. Era o caso da Dona Nidia Pacheco e suas filhas. Depois que o marido se mata e deixa a herança para a bastarda Paula, Nidia, disposta a receber a fortuna do marido, usava de todos os meios para alcançar este objetivo. Para isto, contava com a ajuda de Alirio Perafán (Jairo Camargo), um advogado desonesto. Já as irmãs Pacheco tinham características totalmente opostas. Enquanto a caçula Mayerli era uma jovem cândida, sensível e inteligente, Yadira era uma mulher sedutora, gananciosa e superficial. Outro tipo de destaque era o Pastor Gaitán (Alvaro Bayona), um homossexual assumido que trabalhava na mesma empresa de Pedro e se apaixonou por ele.

 "Pedro, o Escamoso" misturava comédia com drama mas... E esse cabelo, hein Pedro? rs!

Com 327 capítulos e uma música de abertura charmosíssima que levava o nome da novela – cantada pelo grande Juan Luis Guerra – “Pedro, o Escamoso” agradou o público brasileiro de início, obtendo médias de 4 pontos de audiência nos primeiros meses de exibição. Mas a grande quantidade de capítulos fez com que o ibope passasse a reagir negativamente. Tanto que o último capítulo da novela, exibido em janeiro de 2004, foi colocado às pressas pela RedeTV! numa edição mal-feita, com flashback de momentos que nunca haviam sido vistos na versão brasileira.

A dublagem em português foi feita pela Dublavídeo e teve a voz do protagonista Pedro modificada quando a trama já estava no ar por exigência do canal paulista. Também comentava-se que foram usados a maioria dos dubladores de sua antecessora, “Betty, a Feia”. Mas parece que nem as vozes do elenco anterior não foram suficientes para deixar o público com paciência de ver a saga de Pedro até o fim.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

RG RELEMBRA #16: TERRITÓRIO LIVRE

O RG está de volta remexendo o baú da TV brasileira pra falar de um reality show da Bandeirantes que poucos lembram que existiu.

Misturando vários programas de sucesso da época, "Território Livre" foi uma grande novidade da Band no ano 2000. 

Imaginem um grupo de pessoas desconhecidas, disputando um grande prêmio, com eliminações a cada programa e votação do público no começo dos anos 2000. Quem acha que estou falando do Big Brother Brasil, está absolutamente errado! Casa dos Artistas? Muito menos. Pois é, poucos ouviram falar dele, mas o primeiro reality show desse estilo que já conhecemos de cor e salteado não começou na Globo, tampouco no SBT. Foi a Band que trouxe a novidade primeiro através do programa “Território Livre”, apresentado pela bela Sabrina Parlatore.

Tudo começou ainda no ano 2000, quando a Bandeirantes percebeu a grande repercussão que a Rede Globo teve quando colocou doze desconhecidos numa ilha deserta para fazer o marcante reality “No Limite”, comandado por Zeca Camargo. A emissora paulista decidiu então, apostar num formato semelhante, mas com o intuito de “trazer a 'vida real' para a TV”, transformando pessoas comuns em celebridades instantâneas. Numa mistura de “No Limite” com a série comportamental “20 e poucos anos” da extinta MTV e uma pitada de “Você Decide” (também da Globo), eles contrataram a VJ de maior sucesso da MTV naquela época, Sabrina Parlatore, e confiaram a ela a missão de apresentar o “Território Livre”, que entrou no ar em 23 de outubro daquele mesmo ano, no horário das 6 da noite, com 1 hora de duração, de segunda à sexta.

"Território Livre" foi o primeiro programa de Sabrina após deixar a MTV, no ano 2000.

O programa funcionava da seguinte maneira: A cada duas semanas, conhecíamos um grupo de oito jovens, de origens distintas, de 18 a 25 anos, que não se conheciam. Eles eram apresentados ao público, mostrando um pouco de seu dia-a-dia, dando depoimentos e passando a conviver algumas horas por semana, participando de provas de resistência física, testes de conhecimento e equilíbrio psicológico. Aos poucos, conforme o desempenho e a escolha de seus companheiros, iam sendo eliminados, até restar o grande vencedor, que levava para casa R$ 7.000 (isso mesmo, só SETE MIL REAIS!) em prêmios de sua escolha. Não havia confinamento, mas havia o “loft” da Sabrina, onde o grupo se reunia ao vivo e assistia às provas gravadas anteriormente. Não havia confessionário, mas havia o “parlatório”, onde cada participante entrava acompanhado apenas pela apresentadora para "desabafar" sobre o relacionamento com os outros concorrentes e indicar um para ser eliminado, assim como era no "portal" de "No Limite".

A “novidade” naquela época, era que o público de casa escolheria quem seria expulso do programa, através do telefone e Internet, que também engatinhava naquele tempo. A atração foi criada e dirigida por Luiz Paulo Simonetti, que comandou o exitoso programa “H”, do Luciano Huck, no mesmo canal. A audiência era modesta, mas boa para o nível da Band, que antes marcava 1 ponto no horário. Com o “Território Livre”, eles chegavam a 3,5 pontos com picos de 5. Ainda sim, o programa teve vida curta na emissora do Morumbi saindo do ar ainda no final do primeiro semestre de 2001. Com isso, Sabrina acabou assumiu a frente do “Superpositivo”, comandado por Otaviano Costa, que deixava o canal na mesma época após assinar contrato com a Rede Record.

Se até hoje a gente não lembra dos nomes desses participantes anônimos de reality show, recordar de alguém do “Território Livre” chega a ser uma missão impossível. Mas fica aqui o registro de que esse programa antecipou um estilo de reality show que viria a ser tendência, uma febre e, para aqueles que odeiam, uma praga que a TV aberta brasileira volta e meia empurra em sua programação em busca de audiência, repercussão e, principalmente, faturamento para seus cofres.

Veja a chamada de estreia do programa:

sexta-feira, 15 de maio de 2015

RG RELEMBRA #15: ÉRAMOS SEIS

O baú do nosso blog revisita a história de uma grande novela do SBT.

Novela de época reativou a dramaturgia no SBT em 1994.

Poucas novelas produzidas pelo SBT são tão vivas na memória do público quanto “Éramos Seis”. O primeiro capítulo foi ao ar há 21 anos, mais precisamente no dia 9 de maio de 1994, e marcava a volta da teledramaturgia brasileira na emissora de Silvio Santos. A estreia desta novela, inclusive, foi adiada em uma semana na época, em virtude da morte do piloto Ayrton Senna, que tinha abalado o país.

“Éramos Seis” era a quarta adaptação do romance homônimo da escritora paulista Maria José Dupré para a televisão brasileira, sendo as três primeiras feitas pela extinta TV Tupi no anos de 1958, 1967 e 1977. A versão do SBT teve 180 capítulos, escritos por Silvio de Abreu (hoje, grande autor e diretor de teledramaturgia da Globo) e Rubens Ewald Filho (Isso mesmo! O grande crítico de cinema já escreveu novela!). Eles também assinaram o remake de 77 na Tupi, que lhes rendeu até um Troféu Imprensa.

Esta era abertura de "Éramos Seis". Confira!

Com direção de Del Rangel, Henrique Martins e direção-geral de Nilton Travesso, o elenco de “Éramos Seis” era bem estelar e não deixava a desejar aos “padrões globais”. Nesta novela, haviam nomes fortes como Irene Ravache, Othon Bastos, Tarcísio Filho, Leonardo Brício, Jussara Freire, Paulo Figueiredo, Denise Fraga, Osmar Prado, Jandira Martini, Marcos Caruso, Marco Ricca, Nathália Timberg, Mayara Magri, Umberto Magnani, Flávia Monteiro, Elizângela, Chris Couto, Rosi Campos, Rosaly Papadopol, Ana Paula Arósio, Otaviano Costa, Ney Latorraca, Caio Blat e Wagner Santisteban.

Na sinopse, segundo o site Teledramaturgia, a trama contava o cotidiano da vida de Dona Lola (Irene Ravache), ao lado do marido Júlio (Othon Bastos) e dos quatro filhos: Alfredo (Wagner Santisteban / Tarcísio Filho), Carlos (Caio Blat / Jandir Ferrari), Isabel (Carolina Vasconcellos / Luciana Braga) e Julinho (Rafael Pardo / Leonardo Brício), desde quando estes eram pequenos até a vida adulta, quando Dona Lola termina seus dias sozinha numa casa para idosos. A história transcorria todos os momentos marcantes de sua vida. Desde a luta diária para criar os filhos, passando pela morte do marido, de Carlos (o filho mais velho), vítima da Revolução de 1932; os problemas com Alfredo, envolvido com movimentos políticos e badernas; a união precoce de Isabel com um homem bem mais velho e casado; e o casamento de Julinho com uma moça da sociedade que resultou na ida de Dona Lola para um asilo.

Esta família é inesquecível para os noveleiros de plantão.

Com uma trama bem familiar, não demorou muito para que “Éramos Seis” conquistasse o público com audiências expressivas de até 20 pontos no ibope. Também pudera, o SBT exibia o folhetim em dois horários. Primeiro, às 19h45, estrategicamente, logo após a novela das sete da Globo (que na época era “A Viagem”, pegando ainda sua sucessora “Quatro Por Quatro”) e uma reprise às 21h40, assim que acabava a trama das oito global, na época, “Fera Ferida”. Uma outra sacada interessante do folhetim era que, ao fim de cada capítulo, ao invés de mostrar as cenas do próximo, um personagem “dialogava” diretamente com o telespectador sobre o que acabara de acontecer naquele episódio, criando maior intimidade e apelo ao seu público.

“Éramos Seis” chegou ao fim no dia 5 de dezembro de 1994, ovacionada pelo público e crítica da época. O SBT só reprisou a trama em 2001, entre 22 de janeiro e 23 de março. No último capítulo, um texto de Paulo Bonfim resumiu bem o sentimento dos telespectadores deste folhetim: “Esta é uma novela que não terminou! Riso e pranto prosseguem, criando em nós o velho hábito de sonhar. A Avenida Angélica de ontem, transforma-se num rio que leva para o mar da noite a graça de um tempo que pede para ser eterno. Outras Lolas e outros Júlios virão, oferecendo à paisagem angustiada a rosa de seu amor. Entre personagens povoados de poesia, o personagem maior é São Paulo - o glório São Paulo de 32, no sentir de Guimarães Rosa. Éramos seis e hoje somos tantos a pedir que aconteça em nossas vidas o suave milagre dos dias de outrora!”.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

RG RELEMBRA #14: OS CINCO MELHORES PROGRAMAS DE XUXA NA GLOBO

No mês em que o canal carioca comemora 50 anos no ar, vamos destacar a trajetória da apresentadora que fez história por quase três décadas na emissora dos Marinho.

A carreira de Xuxa na Globo é grande demais para ser ignorada da história da emissora.

“Tá na hora, tá na hora...” Tá na hora de falar dela, que falem bem ou falem mal, merece todas as homenagens pela sua história construída em quase 30 anos na Rede Globo de Televisão. É claro que Xuxa deixou de fazer parte do casting da vênus platinada oficialmente em março deste ano, quando assinou contrato com a Rede Record. Mas em plenas comemorações do cinquentenário do plim plim, fica difícil ignorar as dez atrações infantojuvenis, um programa de humor e os vinte especiais que foram comandados por ela no canal (sem contar as versões internacionais que ela também apresentou durante esse período). É bom esclarecer que, antes da Globo, a estreia de Xuxa na televisão foi na extinta Manchete, onde ficou por três anos. Porém, foi na emissora dos Marinho que ela se consolidou, deixando sua marca na TV brasileira. E agora, vamos lembrar aqui os cinco programas mais marcantes da fase global da loirinha? Então, dá o play nas canções e vamos nessa! ;)


#1 – XOU DA XUXA (1986-1992)
O Xou da Xuxa foi o primeiro programa da loira na casa e uma das atrações infantis de maior sucesso da Rede Globo. A estreia foi no dia 30 de junho de 1986 e misturava brincadeiras, atrações musicais, atrações circenses, exibição de desenhos animados e quadros especiais, contando com a participação de cerca de 200 crianças em cada gravação. O programa era dividido em nove blocos e exibido de segunda-feira a sexta-feira; e em sete blocos, aos sábados. A atração era um verdadeiro campeão de audiência e fez da apresentadora ídolo infantil do país. Xuxa referia-se às crianças como “baixinhos”, e logo passou a ser chamada de “rainha dos baixinhos”. A nave espacial que trazia e levava a Xu fazia a cabeça da garotada e o bordão “beijinho, beijinho e tchau, tchau” virou febre. Foi nessa época que ela investiu na carreira de cantora e, durante o programa, sete discos foram gravados para marcar esta fase. O Xou da Xuxa terminou no dia 31 de dezembro de 1992.

Uma "torta de climão" envolveu a gravação do último Xou da Xuxa. 

DESMARCANDO O “X”: Mesmo comemorando o programa de número 2.000, uma torta de climão envolveu a gravação do último Xou da Xuxa. Após receber durante o especial vários convidados que marcaram a vida da apresentadora, um em especial surpreendeu a Rainha: o seu pai, Luís Meneghel, que não falava com Xuxa há cinco anos. A cena é arrepiante mas, diante de um abraço forçado, é nítido o constrangimento da Rainha, que chora, e não troca uma palavra com ele. Reveja a cena clicando aqui.


#2 – XUXA PARK (1994-2001)
Também voltado para crianças, o Xuxa Park foi o sexto programa da Rainha na Globo. A atração ia ao ar aos sábados, estreando no dia 4 de junho de 1994. Quase na mesma estrutura do Xou da Xuxa, o Park era dividido em oito blocos, tinha quatro horas de duração e misturava brincadeiras, números musicais e desenhos animados. O bloco de abertura do Xuxa Park era dedicado aos desenhos animados. Entre os de maior sucesso estavam “Duck Tales”, “A Pequena Sereia” e “As Aventuras dos Ursinhos Gummi”. O segundo bloco do programa privilegiava as brincadeiras, normalmente competições entre meninos e meninas. No final dos jogos, os ganhadores mandavam sempre “um beijo pra minha mãe, pro meu pai, especialmente pra você”, se referindo à apresentadora. Nos sexto e sétimo blocos, era hora do “Xuxa Hits”, uma parada musical que depois virou um programa independente. Após quase sete anos no ar, o último Xuxa Park foi ao ar em 6 de janeiro de 2001.

O Xuxa Park saiu do ar de forma trágica: um incêndio nos estúdios durante uma gravação acabou com tudo!

DESMARCANDO O “X”: Em 11 de janeiro de 2001, um incêndio causado por um curto-circuito interrompeu a gravação do último bloco do Xuxa Park, no estúdio F do Projac, ferindo 26 pessoas. O fogo destruiu os cenários do programa e gerou pânico entre as 300 pessoas que estavam no estúdio – entre elas, 200 crianças. Xuxa gravava o último bloco do programa e dançava em cena, sem perceber o fogo ao fundo do estúdio, quando os bombeiros e seguranças começaram a agir. As vítimas sofreram queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus, tendo todo o tratamento custeado pela emissora.


#3 – PLANETA XUXA (1997-2002)
Programa de auditório para o público adolescente e inspirado no “Xuxa Hits” (1995), o Planeta Xuxa foi a oitava atração da apresentadora e exibido inicialmente nas tardes de sábado. O Planeta “começou a girar” no dia 5 de abril de 1997 e era focado em apresentações musicais. A atração tinha formato de discoteca, contava com a participação do público (no quadro “Transformação”) e recebia convidados famosos (no quadro “Intimidade”). Para animar o auditório e manter o clima de festa, Xuxa contava com as Paquitas Nova Geração, o grupo de bailarinos You Can Dance, as gêmeas Mariana e Roberta Richard e a dançarina Adriana Bombom. No ano de 98, a atração foi para os domingos. E em julho daquele ano, grávida de sua filha Sasha, a apresentadora entrou em licença-maternidade, colocando vários cantores famosos se revezando no comando do programa, com destaque para a baiana Ivete Sangalo. Xuxa retornou ao comando três meses depois. O Planeta encerrou seu ciclo em 28 de julho de 2002.

Veveta arrasou no comando do Planeta durante a licença-maternidade de Xuxa.

DESMARCANDO O “X”: O fim do Planeta coincidiu com o rompimento entre Xuxa e sua diretora e até então empresária Marlene Mattos, que administrava a vida profissional da apresentadora desde 1988. O anúncio oficial à imprensa foi feito no dia 27 de junho de 2002, após reunião com o diretor artístico da Globo na época, Mário Lúcio Vaz. Além da relação desgastada que envolvia várias brigas com microfones ligados durante as gravações, Xuxa insistia em trabalhar para as crianças, algo que Marlene já não queria mais. Desde então, nunca mais trabalharam juntas.


#4 – XUXA NO MUNDO DA IMAGINAÇÃO (2002-2004)
Na carona no sucesso do projeto musical infantil “Só Para Baixinhos”, lançado em 2000, Xuxa pôs em prática a sua vontade de voltar a trabalhar para os pequenos na TV. “Xuxa no Mundo da Imaginação” – nono programa da loira na Globo – estreou em 28 de outubro de 2002 e foi criado após três anos de pesquisa com ajuda de educadores e profissionais especializados, para um público-alvo de até 10 anos. Desta vez, a atração optou por não exibir desenhos animados, tendo quadros e números musicais produzidos de forma quase artesanal, com tempo e linguagem diferentes dos programas infantis apresentados por Xuxa até então. Com apenas 40 minutos de duração e exibido de segunda a sexta, teve quatro blocos e 32 quadros exibidos alternadamente ao longo da semana. O quadro “Era Uma Vez...”, onde se contavam histórias e a personagem “Bruxa Keka”, que dava lições às crianças malcriadas, foram os grandes sucessos da atração.

Quem tem saudades da Bruxa Keka? rs!

DESMARCANDO O “X”: Depois de amargar sucessivas derrotas na "guerra" matinal de audiência para o SBT, que na época apresentava o seu “Bom dia e Companhia”, a Globo resolveu reformular a programação infantil na estreia da grade de 2005. Por isso, Xuxa que estava fora do ar desde 31 de dezembro de 2004 (quando a última edição do Mundo da Imaginação foi exibida), ficou ausente por quatro meses, deixando o infantil de lado, para apresentar o TV Xuxa.


#5 – TV XUXA (2005-2014)
Poucos se lembram, mas o TV Xuxa estreou no dia 4 de abril de 2005 como um infantil exibido nas manhãs de segunda a sexta. O programa misturava brincadeiras, dramaturgia, competições, desenhos animados e apresentação de números musicais – marca dos programas da apresentadora. A atração ficou no ar até 31 de dezembro de 2007, mas voltou em 10 de maio de 2008, totalmente remodelado, direcionado para toda a família. Dessa forma, o TV Xuxa se tornou semanal, com exibição nas manhãs de sábado. No novo formato, o programa deixou de exibir desenhos animados, investiu em brincadeiras, e Xuxa passou a receber seus convidados em um palco projetado para entrevistas e números musicais. Três anos depois, a atração foi transferida para as tardes de sábado, horário que ficou no ar até a sua última exibição, em 25 de janeiro de 2014. Por fim, o TV Xuxa foi o último programa fixo da loira na Rede Globo.

Esta foi a última imagem da apresentadora no ar na Rede Globo, se despedindo do último TV Xuxa. 

DESMARCANDO O “X”: Um problema de saúde forçou a saída de Xuxa das câmeras por um tempo. A loira estava em processo de renovação de contrato com a Globo quando recebeu o diagnóstico de sesamoidite, uma inflamação nos pequenos ossos localizados no pé. Ela vinha sentindo fortes dores desde junho de 2013, chegando a passar por cirurgia quando se afastou da telinha. No último TV Xuxa, ela havia prometido voltar, mas isso nunca aconteceu. A Globo não renovou o seu contrato, e assim, a Rede Record comprou o passe da loira.

Diante de tudo isso, fica aqui a torcida do RG na TV para que Xuxa volte com tudo na Record e construa uma história tão bacana quanto a que ela escreveu na Rede Globo. Boa sorte, Xu! :)

sexta-feira, 6 de março de 2015

RG RELEMBRA #13: GLUB GLUB

O quadro mais saudoso do blog mergulha fundo para contar a história de um lindo programa infantil da TV Cultura.

Esta era a abertura do programa. Lembra?

O ano é 2015, mas o RG volta 23 anos no tempo para contar a história de dois peixinhos muito fofos que assistiam TV no fundo do mar. Duvida? Então é porque você não conheceu ou viu o programa infantil “Glub Glub”, que foi um grande sucesso da TV Cultura. Lançado no dia 9 de setembro de 1991, a atração ia ao ar de segunda a sexta-feira com meia hora de duração. A intenção era de ter apenas 60 episódios, mas com o sucesso, eles gravaram 670 programas.

“Glub Glub” era apresentado por dois divertidos peixinhos chamados Glub (Carlos Mariano) e Glub (Gisela Arantes), que tinham como amiga a caranguejo Carol (Andrea Pozzi). Com direção de Arcângelo Mello Junior e roteiro de Lilian Iaki, esses personagens viviam grandes aventuras no fundo do mar, além de contar um pouco da vida marítima para as crianças. Eles também comentavam os desenhos animados que eram exibidos dentro da atração de forma extrovertida e bem-humorada.

E assim era o Glub Glub no ar (acima) e como ele era gravado (abaixo).

O cenário do programa era bem simples, já que dependia 90% do recurso eletrônico chamado chroma-key, mais conhecido como fundo verde. Com a imagem do mar inserida no fundo neutro, apenas a cabeça dos atores aparecia, devidamente maquiados e com um tipo de “cabeça” que caracterizava os personagens. Em entrevista ao portal Terra, o ator Carlos Mariano revelou que a cabeça era bem pesada no início e deu detalhes da rotina das gravações: “Melhorou depois de uns dois, três anos. Isso era uma das coisas que complicavam, era muito cansativo. A minha pesava três quilos, só que ficava toda na nuca, não era um peso distribuído, então, tinha que sustentar tudo no pescoço. Uma coisa é você ficar cinco, dez minutos, outra era gravar o dia inteiro. Era complicado. A gente gravava seis programas por semana, eram três por dia, mas em um processo longo, difícil. Daí o pessoal da equipe de produção conseguiu desenvolver um apoio para o rabo, para eu sentar quando não estivesse gravando e ter esse apoio para melhorar um pouco. A gente tirava a cabeça quando terminava de gravar um episódio. Durante a gravação de um programa inteiro eu não deveria tirar, porque borrava a maquiagem e ela era muito complicada, levava uma hora para fazer, era complexa. Então, todo mundo procurava se ajudar”, explicou.

As animações de abertura e de cenário do programa são de Flávio Del Carlo, com trilha sonora composta especialmente por Hélio Ziskind. Os desenhos animados exibidos no Glub Glub eram completamente diferentes e criativos reunindo, inclusive, filmes estrangeiros, sobre os mais variados e inusitados temas, além de uma série do cineasta Cao Hamburguer (o mesmo do “Castelo Rá-Tim-Bum”), produzida especialmente para a atração. Alemanha, Inglaterra e Tchecoslováquia foram alguns dos países de onde vieram as animações produzidas a partir de diferentes técnicas, como massinhas, bonecos, marionetes e recortes. Entre as séries infantis apresentadas no programa estavam: Socorró Vovô, Bertha e a Fábrica, Johnson e Seus Amigos, Arrume Tudo e Pare com Isso, Pumuckel, Nicolau e a Turma do Quintal, Salsicha & Salsichão, Turma do Bom Clima, Pingu Bully, Bojan, Plastinots, Morph, Zig & Zag, Ernest O Vampiro, Ric, O Pato Dínamo e Rua dos Pombos.

Essa sequência de fotos (de cima pra baixo, da esquerda pra direita) mostra como é a transformação da atriz Gisela Arantes em Glub (no meio). Estas fotos são dos bastidores da versão 2006 de Glub Glub, na TV Rá-Tim-Bum.

A audiência do Glub Glub chamava a atenção na época em que esteve no ar, chegando a ser exibida três vezes ao dia na Cultura. “À noite dava uma audiência absurda. Normalmente, a gente ficava em terceiro, às vezes, em segundo lugar em audiência naquela época. Dava dez pontos. Hoje, para a Cultura isso não existe a menor possibilidade. Um ponto já é motivo de orgulho, né? A gente dava 9, 10. À tarde era 4, 5, 6. Então, para a Cultura era uma coisa fantástica. E todos os outros programas infantis tinham audiência, todos eram maravilhosos. Emendava um no outro, engrenava um programa no outro. Foi uma fase de ouro”, disse o ator Carlos Mariano na mesma entrevista ao portal Terra. Com isso, o programa ficou no ar até o ano de 1994.

Em 2006, Glub Glub foi retomado com nova roupagem, mas com os mesmos atores do projeto original da Cultura. Dessa vez, a atração foi exibida no canal fechado TV Rá-Tim-Bum e trazia uma nova premissa: era voltado exclusivamente para a biologia marítima. E os peixes Glub e Glub apresentavam vídeos feitos pelo cinegrafista Lawrence Wabba, retratando a vida marinha. As chamadas “Histórias da Natureza”, inclusive, já tinham sido exibidas no ano 2000 na TV Record, dentro do programa “Eliana & Alegria”. Cada episódio tinha 2 minutos e meio e foram dirigidos por Rodrigo Astiz e Rubens Rosa, da produtora Canal Azul. Entre as Histórias da Natureza, Glub e Glub viviam uma pequena historinha com início, meio e fim, sempre ligando o conteúdo das histórias em seus diálogos.

Mesclando diversão e educação com conteúdo – algo difícil nas atrações consideradas infantis hoje em dia – Glub Glub é um dos programas que fazem falta na televisão brasileira atualmente. Por isso valeu a pena mergulhar um pouco mais nesse mar de nostalgia que esta atração deixou pra gente, concordam? #saudades

domingo, 12 de outubro de 2014

RG RELEMBRA #12: ELIANA E ALEGRIA

Neste Dia das Crianças, o RG na TV traz de presente a história de um grande programa infantil.

O programa estreou em 1998, na Rede Record.

12 de Outubro: Dia da Criança! Não existiria ocasião melhor para fazermos o quadro mais nostálgico do RG na TV e relembrar uma grande atração que estreava nesta mesma data, há 16 anos, na tela da Rede Record de Televisão. Estamos falando do “Eliana & Alegria”, o infantil comandado pela apresentadora Eliana, que acabava de chegar na emissora da Barra Funda após deixar o SBT, no ano de 1998.

Na época da estreia, o diretor-geral do programa Fernando Gomes definia que o “Eliana & Alegria” seria em essência, igual aos programas que a loirinha já apresentava no SBT, mesclando educação e diversão. A atração era voltada para crianças em idade pré-escolar e exibido de segunda a sexta, das 9 às 11h. "Não vamos mudar a filosofia que a Eliana implantou no SBT. O programa será recheado de quadros e terá também muitas vinhetas", revelava o diretor em 98.

Outro elemento utilizado na Record que Eliana trazia do SBT era a sua interação com bonecos de fantoche. Um dos exemplos era a Família Alegria, com bonecos que viviam no cenário do programa. Mas a apresentadora só conversava com a família de monstrinhos ao passar por uma passagem secreta na sala montada no cenário, que foi projetado por Marcelo Oka, o mesmo que criou o do infantil "Castelo Rá-Tim-Bum", da TV Cultura. Com isso, entre os personagens recorrentes estava os bonecos Bebê Alegria, Vovô Alegria e Nhoc. Além dos bonecos, completava o elenco o personagem Chiquinho, interpretado por Edílson Oliveira e o anão Pitoco.

Esta foto mostra um pouco do primeiro cenário do programa.

Os desenhos animados também tiveram muito espaço no “Eliana & Alegria”. Na época da estreia, as animações "Garfield", "As Novas Aventuras dos Caça-Fantasmas" e "Arthur" eram algumas das atrações, além do infantil canadense "A Casa de Winzy", também apresentado com bonecos. Ao longo dos anos, outros desenhos fizeram sucesso no programa da loirinha. Como não lembrar das séries clássicas japonesas Jaspion, Ultraman e, claro, o fenômeno Pokémon? Que aliás, foi o grande responsável pelo boom do programa.

Muitos quadros também fizeram sucesso no infantil da Record. “Experiência do Dia”, “Talento Kids” e “Histórias da Natureza” são alguns deles. Grandes atrações musicais também não faltavam no programa. E a medida que o tempo passava, a atração de Eliana crescia a ponto de incomodar a concorrência. No início do ano 2000, começava a se consolidar como líder de audiência no horário com picos de 13 pontos, deixando a Rede Globo, que neste horário exibia o Angel Mix (com Angélica), algumas vezes até em terceiro lugar no ibope. Em 1999, Eliana ganhou o programa dominical na Record “Eliana no Parque”, onde ela fazia gincana com escolas.

O sucesso do “Eliana & Alegria” causou várias alterações na programação da Record, desde dar mais uma hora no ar, quanto transferir a loirinha e sua trupe para as tardes da emissora (alguns desenhos foram transferidos para a manhã), obtendo o mesmo sucesso de público. A crítica de televisão também via com bons olhos a atração, chegando a ser considerado o Melhor Programa Infantil da época.

Eliana fez músicas próprias para os animes Pokémon e Sailor Moon.

Ainda em 2000, o programa estreou novo cenário – com uma imagem em tamanho real da apresentadora que mudava a cada semana – e formato. Foi daí que Eliana também estreou o uso do microfone da cor branca, e inseriu novas brincadeiras. Em 2001, o desenho Pokémon, carro-chefe do “Eliana & Alegria”, começou a dar sinais de desgaste no ibope e no dia 27 de agosto daquele ano, os executivos da emissora tentaram substituí-lo com o anime Sailor Moon, porém, a audiência não foi a esperada.

Com isso, o último “Eliana & Alegria” foi exibido no dia 7 de março de 2003, dando lugar a um novo programa infantil comandado pela loirinha. “Eliana na Fábrica Maluca” estreou três dias depois. No ano seguinte, buscando o público adolescente, foi a vez do programa “Eliana” começar na Record às 15h do dia 15 de março de 2004. Esse projeto, porém, teve menor duração e foi encerrado no dia 12 de outubro daquele mesmo ano (há exatos 10 anos), quando a apresentadora anunciou a sua despedida do público infanto-juvenil para passar a trabalhar para toda a família. Em 2005, ela estreou no dominical “Tudo é Possível”, onde ficou por quatro anos, encerrando seu ciclo na Record em 2009 e voltando para o SBT, onde está até hoje.

Este é o trecho final do último programa Eliana, onde ela se despediu
do público infanto-juvenil.

Infelizmente, o ator e humorista que fazia o Pitoco, Hélio Eduardo Afonso, faleceu em 2009, vítima de uma úlcera. Já Edilson Silva, o intérprete de Chiquinho, está fora das grandes redes de TV desde 2012, quando a Record fechou a Escolinha do Gugu, e atualmente sobrevive de eventos na Bahia, onde mora desde 2007. Hoje, 12 de outubro de 2014, ele revê a amiga Eliana no palco do programa dela no SBT após 10 anos de afastamento entre eles.

Com toda essa trajetória, “Eliana & Alegria” tem sua história registrada aqui no RG na TV. Um programa infantil que marcou época e deixou saudades. Nossas manhãs e tardes foram muito mais felizes acompanhando tudo que essa atração transmitia durante o período que esteve no ar. Feliz Dia das Crianças, pessoal! :)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

RG RELEMBRA #11: FICA COMIGO

Vamos contar a história do programa de namoro que foi sensação na antiga MTV Brasil.

Fernanda Lima apresentou o programa de namoro.

A data é 02 de Outubro de 2000. Naquela segunda-feira, às dez da noite, com abertura ao som de “Os Mano, As Mina”, do rapper Xis, entrava no ar na extinta MTV Brasil, a primeira edição do “Fica Comigo”, apresentado pela gaúcha Fernanda Lima. Sem pretensão alguma de ser alguma agência de matrimônios ou de resolver os problemas sentimentais de todo mundo, este novo programa chegava para mostrar como os jovens e adolescentes se relacionavam naquela época (não que fosse muito diferente hoje em dia, mas...). A direção deste programa semanal ficou a cargo de Rick Ostrower.

“Fica Comigo” funcionava da seguinte maneira: a cada mês eram selecionados quatro Queridos (dois homens e duas mulheres dispostos a arrumar um(a) namorado(a)). Em cada programa, um Querido escolhia quatro interessados, que se inscreviam pela internet para paquerá-lo. No palco da atração, Querido e Interessados estavam lá, mas não se viam em momento algum. No centro, Fernanda Lima conversava com os pretendentes e, ao lado, ficava o desejado da noite, apenas ouvindo tudo. E os interessados viam o Querido pelo telão.

A cada bloco do programa, um pretendente era eliminado. E os critérios de eliminação eram os mais diversos: pelo papo, pela voz, maneira de pensar, pelo toque de mãos e até pelo cheiro – nestes dois últimos sempre com os olhos do alvo vendados. E então, no fim do programa, o Querido via enfim a última pessoa restante (escolhida) e decidia com um beijo na boca ou no rosto se topava ou não ficar com ela. Tudo isso ao som de uma música escolhida pela pessoa desejada e depois de ouvir do pretendente a pergunta-título da atração: “Fica Comigo?”

Fernanda Lima fez a alegria de meninas e meninos.

Não demorou muito para que o programa virasse mania entre os jovens e a medida que a popularidade crescia, ficava melhor a cada semana. Mas a MTV queria mais. Queria causar. E assim, em junho de 2001, veio a decisão de fazer uma edição gay do “Fica Comigo”. Mas para fazer direito, o elenco dessa versão do programa – foram 600 pretendentes – foi submetido a vários testes. No fim, o Querido foi escolhido, e Conrado, com 29 anos na época, protagonizou o primeiro beijo gay entre homens no horário nobre da TV aberta brasileira.

As lésbicas também tiveram uma edição especial para chamar de sua. No dia 04 de outubro de 2002 foi levado ao ar o “Fica Comigo Gay – Meninas”. Segundo matérias da época, o programa foi gravado com muita descontração, algumas risadas nervosas e várias cantadas para Fernanda Lima, que vestia um minúsculo vestido azul provocante. Ao falar o nome do programa, ela ouviu de uma das participantes: “Eu fico com você”. Fernanda brincou, constrangida: “Eu ainda não tive experiências com mulheres”, revelando depois que algumas a chamaram de “gostosa” durante a gravação.

O “Fica Comigo” também apresentou outras versões especiais. Uma com um Querido famoso, como o Leandro, do KLB, e outra que quebrou o estereótipo jovem do programa: "Fica Comigo - A Vida Começa Aos 40", que também foi ao ar em outubro de 2002. Na época, o Querido escolhido foi Gilmar Falamesca, de 46 anos, que recebeu cerca de 400 inscrições de interessadas da mesma faixa etária.

Este é um trecho do 1º Fica Comigo Gay. Confira!

Apesar do sucesso, falava-se nos bastidores que a apresentadora Fernanda Lima não era tão fácil de lidar na época de “Fica Comigo”. A versão foi confirmada por Zico Góes, ex-diretor da emissora, no livro “MTV, bota essa p#@% pra funcionar!”, cujo lançamento oficial foi em março. Na publicação, ele disse: “Ela já era uma celebridade quando se tornou VJ, algo com que nunca havíamos lidado. Tinha empresário e fazia campanhas fora da emissora. Era um pouco marrenta, exigente e difícil de lidar. Ficava sempre nos melhores hotéis quando viajava a trabalho; trazia seu próprio figurinista e não queria saber do nosso maquiador. Queria, enfim, ser o tempo todo paparicada pela MTV. (…) Lembro-me de ter me irritado com ela e seu empresário uma vez: ‘Ei, eu também tenho ego e vocês nunca me mandaram flores!’. Gastamos mais com Fernanda Lima que com outros VJs da casa, mas valeu a pena. Ela era uma apresentadora de alto nível”, declarou.

“Fica Comigo” ficou no ar até 15 de dezembro de 2003, quando Fernanda Lima deixou a MTV. Depois disso, a emissora musical criou outros programas de namoro como “Beija Sapo” (que teve grande sucesso e foi apresentado por Daniella Cicarelli), “A Fila Anda” e “Luv MTV”. O fato é que esta atração ficou marcada na cabeça dos jovens da época e acabou popularizando o ato de “sair ficando” por aí. E você, fica comigo? :P

segunda-feira, 7 de julho de 2014

RG RELEMBRA #10: GALERA DA TV (REDE TV!)

Saiba como foi o primeiro programa infantil da RedeTV! comandado por Andréa Sorvetão.

Misturando desenhos e dramaturgia, infantil fez sucesso na RedeTV!

Poucos se lembram, por isso vale a pena o RG relembrar pra você. Com o fim da Rede Manchete no dia 10 de maio de 1999 (relembre a história completa aqui), a RedeTV! estrearia com sua programação na mesma faixa seis meses depois. No dia 15 de novembro daquele ano, a emissora paulista entrava no ar pela primeira vez. E logo após o telejornal “BrasilTV”, um telejornal transmitido diretamente de Brasília, às 7 da manhã, meia hora depois estreava o primeiro programa de entretenimento e infantil da casa: o “Galera da TV”, estrelado pela ex-Paquita da Xuxa, Andréa Sorvetão, com direção geral de Ricardo Fernandes.

A estratégia do programa era bem simples: no formato de uma novelinha, todo dia havia uma história diferente para educar e divertir as crianças, transmitindo noções de cidadania, saúde, cultura, ciência, meio ambiente, ecologia e muitos outros assuntos. Os roteiros eram escritos por Patrícia Gaspar e Eliana Fonseca, com trilha sonora de André Abujamra e direção de Rogério Passos. No elenco fixo estavam: Andrez Lean, Alanna Della Possa, Bruna Giglio, Hugo Picchi, Leonardo Henrique, Nathalia Ponce, Norival Rizzo e Rui Minharro.

Na sinopse de “Galera da TV”, Andréa Sorvetão era uma adorável garçonete que se envolvia nas mais divertidas aventuras em uma movimentada lanchonete: a Bacana Lanches. Neste cenário, muitos personagens fixos – como as crianças, Seu Xavier (o dono da lanchonete), o ajudante Dudu da Conceição e um simpático mascote extraterrestre chamado Tuiz – além de convidados especiais contracenavam com Andréa, passando pelas mais malucas situações. As histórias eram entremeadas por desenhos como “Smurfs” e “Snorks” e pelas tramas paralelas da turma da Zuzubalândia, com bonecos criados por Mariana Caltabiano.

Andréa Sorvetão era uma divertida garçonete no Galera.

Como a RedeTV! ainda estava começando, o programa passou por alguns perrengues antes de estrear e durante o período que ficou no ar. Segundo matérias da época, além do apertado estúdio, várias vezes Andréa deixou de gravar o "Galera na TV" devido a problemas em equipamentos. "Claro que seria maravilhoso se corresse tudo certinho, mas penso que daqui a pouco vou estar rindo de tudo isso", declarava Sorvetão, que foi a primeira a gravar na emissora, quando outros estúdios ainda estavam sendo montados. "Muita gente me falou que eu ia enfrentar problemas estruturais na emissora. Mas eu disse que ia encarar, pois a Rede TV! estava acreditando no meu trabalho", valorizou.

E o canal foi feliz na aposta desse programa. O "Galera na TV" começou com um único ponto na audiência, mas quatro meses depois passou a registrar três pontos de média. E devido ao sucesso, a atração mudou de horário e enfrentou como concorrentes diretos no fim da tarde o infantil "Disney Club", do SBT, e a novela das seis "Esplendor", da Rede Globo.

Além do sucesso do núcleo da Bacana Lanches, a turma do Zuzubalândia também contribuiu para o sucesso do “Galera”. As histórias paralelas exploravam o universo da abelha líder Zuzu e seus amigos: a Maria Mole, uma menina tímida, Brigadeiro, o menino tímido, e uma vilã, a Bruxa Anoréxica. Com direção de Enrique Serrano, os roteiros de Zuzubalândia foram escritos por Cantina di Autori, Duca Rachid e Aimar Labaki. No elenco de bonecos estavam Armando Junior, Enrique Serrano, Kelly Horacy, Marcos de Toledo, Ricardo de Souza e Thelma Rebello.

Você se lembra da turma do Zuzubalândia?

O êxito do “Galera da TV” atraiu grandes participações como a Turma do Parlapatões, formado pelo trio de atores Raul Barreto, Hugo Possolo e Luiz Alexandre. Mas nem os bons números de audiência e os elogios da crítica seguraram o programa por muito tempo. A atração foi até a metade do ano 2000, quando a RedeTV! colocou em seu lugar a série Miguelito, uma cópia duvidosa do mexicano Chaves. Na época, a emissora declarou que o Galera saiu do ar por causa da contenção de custos realizado pelo canal, pois ainda estavam começando e não possuíam anunciantes.

Mesmo com vida curta na TV brasileira, “Galera da TV” entra sim para a história dos bons programas infantis dos anos 90. Com ajuda de criadores de sucessos como “Disney Club” (Anna Muylaert) e “Castelo Rá-Tim-Bum”, a atração foi muito “sideral”* e precisa ser relembrada sempre!

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*Sideral: gíria do programa Galera da TV criada por Sorvetão para definir uma coisa muito legal!

Reveja um dos episódios do programa:


quarta-feira, 26 de março de 2014

RG RELEMBRA #09: PROGRAMA “H” (BAND)

Confira a história do programa de auditório que revelou o apresentador Luciano Huck e duas eternas beldades da televisão brasileira.

O programa H era voltado para o público jovem.

"Gente bacana, reportagem, música e muita informação. O H chega em todo o Brasil com tudo isso e muito mais. Vamos fazer um programa eclético, divertido e inteligente pra esquentar os seus finais de tarde aqui na Band. A propósito, a sua participação é fundamental. Queremos que você interfira, opine, discuta... Enfim, esse espaço é seu! Estaremos antenados para as mudanças do mundo para transportá-las para a tela, e deixar você por dentro de tudo sem deixar escapar nada. Fique com a gente!". Foi com esse discurso de abertura em off sobre imagens de bastidores que estreava no dia 28 de outubro de 1996, ao vivo pela TV Bandeirantes, o programa “H”, voltado para o público jovem e que revelava Luciano Huck – Sim! Ele começou na Band! – como apresentador. E muito antes de chegar na Globo com seu Caldeirão do Huck, casar com Angélica, virar um grande ícone da publicidade e levar fama de “bom moço”, Luciano divertia o telespectador com música, gincanas, reportagens, bate-papo e, principalmente, entertia a macharada com ícones sensuais que fizeram a cabeça dos homens naquela época.

A estreia do “H” veio junto com uma grande reformulação na programação da Bandeirantes, que queria conquistar uma audiência sólida. Dirigido por Luís Paulo Simonetti (ou L. P. Simonetti, hoje diretor da Globo), o programa começava por volta das 17h. A medida que a atração ia ganhando público, Luciano acrescentava novidades na atração. No ano de 1998, eis que ele estreava um de seus trunfos: a personagem “Tiazinha”, vivida pela bailarina e atriz Suzana Alves. Com a intenção de unir o sensual e o cômico, ela era chamada ao palco para depilar os homens da plateia. Com um figurino minúsculo, que mostrava todos os seus (lindos) atributos físicos, a máscara e o chicote completava a vestimenta, fazendo referência a Mulher-Gato, vilã da série Batman. A participação de Tiazinha crescia a cada dia e foi um fenômeno de audiência na época, fazendo o ibope subir de 4 pontos para 9 (o que é muito a nível de Band!). Junto com o sucesso, também vieram as críticas. O quadro era considerado “baixo e apelativo”, e essa pressão fez com que a Band empurrasse o “H” para as noites da emissora, ocupando a faixa das 20h30 da noite. Mas mesmo sim, o público foi fiel no novo horário e a personagem ultrapassou as barreiras do programa, ganhando produtos licenciados com a sua marca, a capa da Revista Playboy, a gravação de um disco e até um programa próprio, a série “As Aventuras da Tiazinha”, pela mesmo canal.

Com Tiazinha e Feiticeira, Luciano Huck alavancou a audiência do "H".

Em janeiro de 1999, o “H” continuou investindo nos símbolos sexuais e trouxe mais uma mulher gostosa para o imaginário masculino. A morenaça Tiazinha agora dividia atenções com a loira Feiticeira, vivida pela (na época) modelo Joana Prado. Vestida como uma odalisca, ela tinha a função de “mimar” os garotões que participavam de pequenas (e malucas) competições e se saiam vencedores. Uma dessas provas, por exemplo, era ver quem comia mais bolachas em 30 segundos! O prêmio era um momento com a Feiticeira, que ia desde uma dança pra ele, acariciar os pés ou a nuca, servir cachos de uvas com os dedinhos até longas massagens ou selinhos na boca aplicadas pela moça.

Com audiência em alta e a popularidade que conquistava em cima das personagens sensuais criadas no “H”, não demorou muito para a Globo fazer o convite para Luciano Huck e levá-lo para o canal do plim-plim. Em agosto daquele mesmo ano, o apresentador anunciou a sua mudança de casa. A Band teve que pensar rápido e contratou Otaviano Costa, que na época era ex-VJ da MTV e tinha feito participações como repórter do Domingão do Faustão. Nesse meio tempo, Tiazinha também deixou o programa, tendo apenas a Feiticeira como grande atração. Inicialmente, o título "H" foi mantido, mas depois, através de votação pelo público, o programa passou a ser chamado O+ (positivo), porém manteve quadros e formato.

Otaviano Costa e Sabrina Parlatore tentaram substituir Huck, mas foi em vão.

Otaviano mostrava versatilidade, um dos pontos fortes de Huck, mas como esse era seu primeiro trabalho de apresentador, demorou um pouco para se soltar no palco. A insistência de apostar na sensualidade fez surgir outros personagens desse gênero como a Índia, os gêmeos Flávio e Gustavo e a Internética, porém o programa não conseguiu manter a mesma repercussão nem audiência.

Os sinais de cansaço da atração veio em 2001, quando a apresentadora Sabrina Parlatore foi chamada para apresentar o programa junto com Costa, com direito a mais uma mudança de nome: o "Superpositivo". Meses depois, Otaviano trocou a Band pela Record e Sabrina passou a comandar sozinha. Alguns quadros novos foram criados, mas mesmo mantendo o formato original, como a personagem Feiticeira, que ficou até o fim, não foi suficiente para fazer a atração durar mais. O “Superpositivo” deixou as telas da Band em Fevereiro de 2002 em virtude da baixa audiência.

E foi assim que o “H”, que virou “O+” e depois “Superpositivo”, fez história na televisão brasileira na área do entretenimento. Para quem não sabe, hoje Suzana Alves (Tiazinha) e Joana Prado (Feiticeira) são evangélicas. Suzana fez teatro, filmes e novelas depois, mas sem muito destaque na mídia. Joana hoje também não curte mais holofotes e é casada com o grande lutador de UFC, Vítor Belfort. Com toda a sensualidade e diversão, podemos dizer que esse programa proporcionou momentos marcantes para a Bandeirantes e claro, para os telespectadores da época.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

RG RELEMBRA #08: QUAL É A MÚSICA? (SBT)

O quadro mais nostálgico do blog conta a história da gincana musical mais divertida da TV brasileira.

"Está na hora de brincar de Qual é a música!", dizia Lombardi no início do programa.

O ano é 1976. Assim que o apresentador Silvio Santos deixou a Rede Globo e resolveu criar a sua própria emissora, a TVS (que se chamaria SBT tempos depois), levaria ao ar, dentro do “Programa Silvio Santos” a versão brasileira do formato “Name That Tune”, que foi batizado em nosso idioma como “Qual é a Música?”. A gincana musical que agitava os anônimos gringos lá fora chegou no Brasil para divertir os próprios artistas e, claro, entreter os telespectadores que, sem dúvida, brincava em casa, sozinho ou com os pais e amigos.

Naquele tempo, os participantes eram divididos por sexo (homens X mulheres) e tinham que mostrar o quanto sabiam de música e, quando não conheciam as respostas, era a vez de Silvio passar a participação para o auditório, que cantava e ganhava prêmios em dinheiro. Foi um dos principais quadros do Programa Silvio Santos durante boa parte dos anos 70 e 80, só perdendo em interesse para o Show de Calouros. Nele também ocorria farta distribuição de prêmios aos fregueses do extinto carnê do Baú da Felicidade.

Ainda naquela época, o programa de uma hora e meia originalmente começava com Lombardi anunciando: "O carnê de mercadorias do Baú da Felicidade, por [valor] milhões de cruzeiros quer saber Qual é a Música?!". Dentro do cenário, havia uma banda ao vivo com três vocalistas e um casal de dubladores. Entre as vocalistas da primeira versão estava a cantora Sula Miranda, que mais tarde se tornaria “a Rainha dos Caminhoneiros”.

O programa começou em 1976, assim que Silvio saiu da Rede Globo.

O programa deixou de ser vitrine do Baú da Felicidade em 1989. A partir desse ano, o Baú passou a fazer promoções diferentes, como os quadros Mina de Ouro, Raspe e Ganhe na TV, A Felicidade Bate à Sua Porta e o Tentação. Nesse meio tempo, o Qual é a Música também foi perdendo a importância dentro do Programa Silvio Santos e saiu do Programa Silvio Santos em novembro de 1991.

E no dia 1º de agosto de 1999, o programa volta repaginado nas tardes de domingo do SBT. Para este revival, houve algumas mudanças no formato do programa. Primeiro, que a competição entre homens e mulheres deu espaço a times mistos. A banda ao vivo também foi colocada nesta nova versão, mas também houve modificações: nas negociações para a volta da atração, Rhony Rays (que fez parte do trio de cantores nos anos 70) conta que as cantoras Kiki e Andressa foram indicações dele ao diretor da nova versão, Luiz Bento, para que integrassem o coral. Kiki já havia cantado no Show de Calouros e Andressa no Raul Gil, anos antes. Segundo Rhony, ele iria voltar ao coral, mas os norte-americanos, donos dos direitos sobre o formato do programa, não queriam ninguém da versão antiga (exceto, claro, Silvio Santos e Lombardi). Josias, então, formou o trio.

Também foi cogitado neste remake o nome de Ronnie Von para apresentar a atração no lugar de Silvio Santos, já que ele é o príncipe da Jovem Guarda e um dos maiores campeões da competição. Mas Silvio preferiu não arriscar e ele assumiu o comando do programa mais uma vez. Em relação ao casal de dubladores, foi assim que conhecemos Ellen Rocche e Felipeh Campos, e ambos conseguiram fazer carreira fora do programa. Completando a banda, o primeiro maestro do “Qual é a Música?” foi Osmar Milani. O famoso Zezinho era apenas o pianista do Leilão das Notas Musicais, chamado por Silvio de Pianista José. Depois, Zezinho passou a comandar a Orquestra. Na montagem dos anos 2000, esse posto foi ocupado por Alairton Assunção, com a aposentadoria do Zezinho.

Nesta foto, já vemos a versão dos anos 90 do "Qual é a Música?"

VAMOS JOGAR?!

O roteiro do “Qual é a Música” era bem definido. Para construir um programa, são necessárias 56 canções. E é nessa sequência de jogos que a competição era feita:

Jogo dos Versos: Toca-se uma música e quando parar tem que continuar. Geralmente, eram 5 músicas para cada grupo. Tinha “recuperação”. Se errassem na primeira resposta, voltava depois de terminar a bateria. Se errassem novamente, o grupo adversário pode responder.

Vitrine Musical: Eram apresentados quatro "produtos", divididos por temas. Cada tema tinha quatro notas: DÓ, RÉ, MI, FÁ. Cada grupo tinha direito a escolher o tema e a nota três vezes. Uma vez para cada grupo. Toca-se uma música correspondente ao produto. Os participantes tinham que dizer o nome da música e quem cantava. Se errasse na primeira resposta, o adversário pode responder.

Relógio Musical: Cada grupo tinha 60 segundos para adivinhar o nome de 6 músicas (ou seja, 10 segundos de cada), ouvindo apenas os instrumentos. Para ajudar, Silvio dizia apenas quem cantava. A equipe podia "passar" duas músicas. Se sobrar tempo, as músicas erradas e passadas podiam ser repetidas. Tinha “recuperação”, seguindo o mesmo sistema do Jogo dos Versos.

Segredo Musical: Cada grupo tinha que adivinhar o nome da música através da leitura de um verso da canção. Eram três segredos para cada um, um por vez. Ex: Time 1 recebia: "Luz que banha a noite". Se não soubesse qual era, passava pro time 2, com um verso a mais: "Luz que banha a noite, e faz o Sol adormecer". Se não adivinhasse, volta para o time 1, agora com três versos: "Luz que banha a noite, e faz o Sol adormecer, mostra como eu amo você". Se não adivinhassem, ninguém marcava ponto.

Vitrola Musical: Cada grupo escolhia um número de 1 a 4, um por vez. Quando escolhiam, ouviam um trecho da música. Eles tinham que adivinhar o título, quem canta e responder uma pergunta, ou sobre a canção ou sobre o artista. Se errassem na primeira resposta, podia passar para o adversário.

Leilão das Notas Musicais: A prova final e a mais importante (e a mais legal!). Cada grupo recebia três dicas para formar o título da música, um por vez. A dica podia formar ou ajudar a formar o nome da canção. Ex: Um sentimento + A quarta letra do alfabeto + O mais famoso produto feito do cacau forma o título dessa música. Antes de responder, eles precisavam dizer "com quantas notas" eles queriam ouvir o maestro e responder. Se pedissem uma nota, é porque geralmente já sabiam. Se pedissem mais de uma, podia passar para a equipe adversária, que pode pedir menos notas ou devolver pra eles perguntando: "qual é a música?", desafiando a equipe a respondê-la. Como era a prova mais importante, cada resposta certa (ou errada) valia 3 pontos. As outras valiam 1 ponto cada.

Em 2013, a Record comprou os direitos do programa e chamou de "Desafio Musical".

Além destes seis jogos, Silvio Santos ainda colocou nessa nova versão o “Não Erre a Letra”. Que entre um jogo e outro, os integrantes eram a desafiados a cantar qualquer música de sua escolha, desde que não errassem a letra da canção. Se isso acontecia, o auditório vaiava, fazia barulho e se ouvia um pato “zombando” do participante. Se passassem por esta prova, era mais um ponto para a sua equipe.

O “Qual é a Música” teve grande sucesso enquanto esteve no ar nas tardes de domingo, apesar de algumas pausas e reformulações. Nesse tempo, uma versão em tabuleiro e em CD-ROM foram comercializados pelo SBT. Em maio de 2008, o programa foi extinto e reduzido a um pequeno quadro dentro do “Programa Silvio Santos”. O trio de cantores Andressa, Kiki e Josias estão lá até hoje. Em fevereiro deste ano, os direitos do formato foram comprados pela Record e a atração foi chamada de “Desafio Musical” dentro do Programa do Gugu, na tentativa de reverter a baixa audiência. Infelizmente, a aposta não deu certo e foi encerrada junto com o programa inteiro no último dia 09 de junho.

Sinto falta de brincar em frente a TV dessa gincana musical bastante divertida, e nada mais justo que registrar essa lembrança aqui, no nosso #RGRelembra. Assista abaixo uma edição do programa na íntegra, que teve participação da saudosa (e gracinha!) Hebe Camargo: