RG CRÍTICA #42: A EXCITANTE VOLTA DE 'AMOR E SEXO'

Fernanda Lima e companhia estrearam nova temporada em novo dia e horário na Globo. O resultado foi bom para todos nós!

RG INDICA #60: LEITURA DINÂMICA

Revista eletrônica da RedeTV! mostra que existe vida para programas desse gênero além dos domingos.

RG CRÍTICA #41: RETROSPECTIVA 2015

Confira o que foi destaque na TV aberta neste ano.

RG INDICA #59: ESPECIAL DE NATAL 2015

Confira a programação especial da TV aberta para celebrar a noite de Natal.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

RG INDICA #58: FATMAGÜL – A FORÇA DO AMOR

Band apostará em mais uma trama vinda da Turquia para manter o sucesso conquistado por “Mil e Uma Noites”.

Com subtítulo de "A Força do Amor", Fatmagül é a segunda novela turca da Band.

Neste mês de agosto, começamos a nos despedir da história de Onur e Sherazade na tela da Band. Mas a emissora paulista decidiu manter a faixa (turca?) de novelas e importou mais um folhetim carcamano para entrar no lugar de “Mil e Uma Noites”, que surpreendeu positivamente na audiência do canal desde a sua estreia em março deste ano. A escolhida tem o nome original de "Fatmagül'ün Suçu Ne", que poderia ser traduzido literalmente como "O crime de Fatmagül" em português ou "Que culpa tem Fatmagül?". Mas para simplificar (e atrair o público noveleiro), a Band resolveu batizá-la de “Fatmagül – A Força do Amor”.

A novela é do ano de 2010 e foi aprovada pelo canal brasileiro após perceber que em países como Chile e Equador, onde também tiveram “Mil e Uma Noites” como antecessora, esta história conseguiu manter os índices de audiência. A Band também já definiu a data de estreia: 31 de agosto. Porém, para fidelizar os telespectadores, a emissora vai juntar o final da história do casal Shenur com o início da nova trama. (Tática velha de guerra usada pelo SBT e, recentemente, até a Globo com suas reprises da tarde).

A história do folhetim foi baseada no livro “Que Culpa Teve Fatmagül?”, do clássico autor turco Vedat Turkali. Na sinopse, conhecemos a história de Fatmagül (Beren Saat), uma bela e jovem moça que vive em uma cidade litorânea com seu irmão Rahmi (Bülent Seyran) e sua cunhada, Mukaddes (Esra Dermancıoğlu). Ela está ansiosa para se casar com seu amor de infância, o pescador Mustafa (Fırat Çelik).

O casal Beren Saat (Fatmagül) e Engin Akyürek (Kerim) são os protagonistas da trama.

Na mesma cidade, vive o solitário Kerim (Engin Akyürek), que cresceu sob os cuidados da babá Ebe (Sumru Yavrucuk), curandeira da região, que o adotou quando a sua mãe cometeu suicídio e o seu pai o abandonou por outra mulher.

Nas férias de verão, Kerim sempre aguarda pela chegada de seus amigos de infância: Selim (Engin Öztürk), Erdogan (Kaan Taşaner) e Vural (Buğra Gülsoy), pertencentes a famílias ricas, que vivem na cidade grande. Selim irá se casar e na festa de noivado dele, os quatro amigos, totalmente bêbados, se deparam com Fatmagül, que está sozinha e vulnerável.

Eles começam a perturbá-la quando um fato chocante acontece, algo que irá marcá-los pelo resto de suas vidas. Fatmagül é violentada e, para preservar sua honra e acobertar o crime dos mimados garotos, a família de Selim obriga Kerim a se casar com ela. Porém, há um detalhe importante: Kerim não participou do ato brutal, mas como Fatmagül não estava consciente quando tudo aconteceu, ela está certa do seu envolvimento. Porém, nesse meio tempo, os dois acabarão se apaixonando de verdade quando tentarão refazer suas vidas em Istambul.

Em resumo, "Fatmagül" é uma história de amor que nasce de uma tragédia.

Um fato curioso sobre a trama é que, na Turquia, a história foi exibida semanalmente, com apenas 80 capítulos, divididos em duas temporadas, indo ao ar entre 2010 e 2012. Mas como cada episódio original tinha 90 minutos, vai ficar fácil para a Band dividir em dois episódios e, fatalmente, dobrar o número de capítulos aqui no Brasil.

Espera-se que “Fatmagül” use toda a sua “força” para manter a boa reputação de repercussão e audiência que herdará de “Mil e Uma Noites”, pois a Band já adquiriu uma terceira trama turca para pôr no ar quando essa terminar. Mas isso é tema para um outro post! ;) Boa sorte, Fatmagül!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

RG RELEMBRA #16: TERRITÓRIO LIVRE

O RG está de volta remexendo o baú da TV brasileira pra falar de um reality show da Bandeirantes que poucos lembram que existiu.

Misturando vários programas de sucesso da época, "Território Livre" foi uma grande novidade da Band no ano 2000. 

Imaginem um grupo de pessoas desconhecidas, disputando um grande prêmio, com eliminações a cada programa e votação do público no começo dos anos 2000. Quem acha que estou falando do Big Brother Brasil, está absolutamente errado! Casa dos Artistas? Muito menos. Pois é, poucos ouviram falar dele, mas o primeiro reality show desse estilo que já conhecemos de cor e salteado não começou na Globo, tampouco no SBT. Foi a Band que trouxe a novidade primeiro através do programa “Território Livre”, apresentado pela bela Sabrina Parlatore.

Tudo começou ainda no ano 2000, quando a Bandeirantes percebeu a grande repercussão que a Rede Globo teve quando colocou doze desconhecidos numa ilha deserta para fazer o marcante reality “No Limite”, comandado por Zeca Camargo. A emissora paulista decidiu então, apostar num formato semelhante, mas com o intuito de “trazer a 'vida real' para a TV”, transformando pessoas comuns em celebridades instantâneas. Numa mistura de “No Limite” com a série comportamental “20 e poucos anos” da extinta MTV e uma pitada de “Você Decide” (também da Globo), eles contrataram a VJ de maior sucesso da MTV naquela época, Sabrina Parlatore, e confiaram a ela a missão de apresentar o “Território Livre”, que entrou no ar em 23 de outubro daquele mesmo ano, no horário das 6 da noite, com 1 hora de duração, de segunda à sexta.

"Território Livre" foi o primeiro programa de Sabrina após deixar a MTV, no ano 2000.

O programa funcionava da seguinte maneira: A cada duas semanas, conhecíamos um grupo de oito jovens, de origens distintas, de 18 a 25 anos, que não se conheciam. Eles eram apresentados ao público, mostrando um pouco de seu dia-a-dia, dando depoimentos e passando a conviver algumas horas por semana, participando de provas de resistência física, testes de conhecimento e equilíbrio psicológico. Aos poucos, conforme o desempenho e a escolha de seus companheiros, iam sendo eliminados, até restar o grande vencedor, que levava para casa R$ 7.000 (isso mesmo, só SETE MIL REAIS!) em prêmios de sua escolha. Não havia confinamento, mas havia o “loft” da Sabrina, onde o grupo se reunia ao vivo e assistia às provas gravadas anteriormente. Não havia confessionário, mas havia o “parlatório”, onde cada participante entrava acompanhado apenas pela apresentadora para "desabafar" sobre o relacionamento com os outros concorrentes e indicar um para ser eliminado, assim como era no "portal" de "No Limite".

A “novidade” naquela época, era que o público de casa escolheria quem seria expulso do programa, através do telefone e Internet, que também engatinhava naquele tempo. A atração foi criada e dirigida por Luiz Paulo Simonetti, que comandou o exitoso programa “H”, do Luciano Huck, no mesmo canal. A audiência era modesta, mas boa para o nível da Band, que antes marcava 1 ponto no horário. Com o “Território Livre”, eles chegavam a 3,5 pontos com picos de 5. Ainda sim, o programa teve vida curta na emissora do Morumbi saindo do ar ainda no final do primeiro semestre de 2001. Com isso, Sabrina acabou assumiu a frente do “Superpositivo”, comandado por Otaviano Costa, que deixava o canal na mesma época após assinar contrato com a Rede Record.

Se até hoje a gente não lembra dos nomes desses participantes anônimos de reality show, recordar de alguém do “Território Livre” chega a ser uma missão impossível. Mas fica aqui o registro de que esse programa antecipou um estilo de reality show que viria a ser tendência, uma febre e, para aqueles que odeiam, uma praga que a TV aberta brasileira volta e meia empurra em sua programação em busca de audiência, repercussão e, principalmente, faturamento para seus cofres.

Veja a chamada de estreia do programa:

sexta-feira, 24 de abril de 2015

RG CRÍTICA #38: MIL E UMA NOITES

Com 40 capítulos no ar, novela turca tem agradado público da Band. Quais os motivos de tamanha repercussão positiva?

Folhetim da Turquia trouxe de volta a dramaturgia na Band.

“Até onde você iria para salvar o seu filho?”: Foi com esta pergunta que a Bandeirantes provocou seus telespectadores a assistirem a estreia da novela turca “Mil e Uma Noites” no último dia 9 de março. Quarenta capítulos depois (ainda restam 140), a aposta na trama de grande repercussão internacional vem se mostrando uma decisão acertada da emissora paulista e vem agradando em cheio aos amantes de um bom dramalhão enlatado. Mas diferente das tramas mexicanas que costumamos ver, o produto turco que entra nas nossas casas nas noites de segunda a sábado, logo após o Jornal da Band, impressiona pela qualidade das cenas e, porque não, nos apresentar um novo celeiro de folhetins.

“Mil e Uma Noites” é uma trama que mostra a Band de volta no caminho da dramaturgia, ao qual tinha abandonado em 2008 com a novela autoral “Água na Boca”. Já a última investida num folhetim importado foi na saga infantojuvenil argentina “Isa TKM” e “Isa TK+”, exibidas entre 2009 e 2011. A atração turca entrou no lugar da série norteamericana “Glee”, que vinha com baixos índices de audiência, e conseguiu triplicar o ibope da Band no mesmo horário.

 Sherezade e Onur: casal protagonista é lindo e tem química de sobra!

De nome original “Binbir Gece”, “Mil e Uma Noites” é uma produção de alta qualidade e um enredo atrativo que conta uma história de amor cheia de percalços. Lançada em 2007 e produzida pela TCM Film, a atração alcançou números de audiência muito expressivos no Oriente Médio, no Leste Europeu e, mais recentemente, na América do Sul. Na sinpose, Sherazade (Bergüzar Korel) é uma arquiteta viúva, mãe de um menino de 5 anos portador de leucemia, e que precisa de auxílio financeiro para custear o tratamento dele. Com a recusa do ex-sogro Burhan (Metin Çekmez), ela pede ajuda para o chefe Onur (Halit Ergenç), que se compromete a pagar pelo transplante de medula óssea que pode salvar a vida de seu filho, com a condição de que eles passem uma noite juntos. Sherazade terá então que refletir se vale a pena abrir mão de sua honra para salvar a vida do menino.

Ontem assisti ao capítulo 39 da trama e algumas coisas me ajudaram a entender porque a novela vem sendo tão recebida pelos telespectadores. Um dos pontos interessantes de “Mil e Uma Noites” é a manutenção dos nomes turcos dos personagens, bem como a trilha sonora típica da Turquia, ajudando a situar mais a localização da trama. A fotografia e os enquadramentos das imagens são impecáveis. Sobre a história em si, percebe-se todos os elementos que prendem os amantes de uma boa novela: amores mal resolvidos, dramas familiares e até triângulos amorosos. O casal protagonista – Sherazade e Onur – embora não esteja nesse momento da história numa situação confortável (com direito a uma sogra que inferniza a vida da Sherazade!), eles têm química. E quem assiste ao folhetim, torce para que se acertem o quanto antes. Na vida real, inclusive, vale contar que Bergüzar e Halit se casaram em 2009.

Nas redes sociais, as frases da novela são muito compartilhadas.

Outro aspecto positivo da trama é ver uma mocinha decidida, determinada como Sherazade. Entre os coadjuvantes, os personagens Ali Kemal (Ergün Demir) e Kerem (Tardu Flordun) se destacam pelo bom trabalho. Talvez a única parte negativa de “Mil e Uma Noites” seja no texto dos autores Mehmet Bilal e Murat Lütfü, cercado de frases feitas e que dá um ar artificial às falas dos personagens. Por fim, a música escolhida para a abertura brasileira – “Eu Só Queria Te Amar”, da cantora Laís – foi outro acerto, deixando o clima mais romântico para a novela. A canção é uma versão de “Corre”, da dupla mexicana Jesse & Joy.

“Mil e Uma Noites” não tem índices expressivos de audiência em comparação à outras emissoras, mas já pode ser considerado um sucesso no Brasil. Os números de ibope alcançados pela trama atenderam à expectativa da Band, e a boa repercussão nas redes sociais fizeram com que a emissora já escolhesse outra novela carcamana para substituí-la quando a história de Sherazade terminar. Segundo o colunista Flávio Ricco, ela se chama "Fatmagül'ün Suçu Ne", exibida pelo Kanal D em 2010.

Depois dos mexicanos, argentinos e africanos, parece que os turcos estão chegando para conquistar uma parte dos noveleiros brasileiros. Se a primeira impressão é a que fica, “Mil e Uma Noites” tem sido um ótimo cartão de apresentação.  

sexta-feira, 13 de março de 2015

RG ENTREVISTA #10: MÁRCIO BALLAS

Um dos apresentadores mais engraçados da TV brasileira conversou com o RG na TV. Confira!

Antes de qualquer coisa, precisamos dizer que o décimo entrevistado do nosso blog não é apenas apresentador. Ele é palhaço, ator, diretor e dramaturgo especializado na linguagem de Clown e Improviso Teatral. Esse paulista de 43 anos já se apresentou com os “Palhaços Sem Fronteiras” franceses em campos de refugiados durante a guerra do Kosovo, foi “Doutor da Alegria” por quatro anos aqui no Brasil e já foi campeão mundial de improviso no Festival Internacional de Bogotá. Tá achando pouco? O currículo fora das telinhas de Márcio Ballas é extenso e bastante relevante. Mas não demorou muito para que ele fosse descoberto pela televisão e também construísse uma história de sucesso nesse meio sem perder a sua essência teatral, humorística e de improviso que marcou positivamente suas passagens pela Bandeirantes e no SBT. E mesmo descansando um pouco da TV, mas com agenda corrida no teatro, Márcio parou um pouquinho para participar deste #RGEntrevista.


RG na TV: Márcio, antes de chegar na televisão, é preciso esclarecer que sua formação é bastante teatral. Como tudo isso lhe ajudou a chegar na telinha?
Márcio Ballas: O meu primeiro convite pra apresentar o 'É Tudo Improviso' veio de uma diretora da Band que me viu fazendo um espetáculo no teatro. Eu já trabalhava como apresentador há 10 anos, então isso me ajudou bastante ao ter que exercer essa função num programa de TV.

RG: O "É Tudo Improviso" foi o seu primeiro programa, que estreou em 2010 com duas responsabilidades: A primeira, de substituir o CQC no período de férias e a segunda, de reapresentar os Barbixas, que vinham do sucesso do "Quinta Categoria", na MTV. Quais eram as suas expectativas para a estreia da atração naquela época?
Márcio: A expectativa era alta pois pela primeira vez o improviso seria mostrado na TV aberta. Nós já fazíamos no teatro para grandes públicos, mas fazer para milhões de pessoas, que estão assistindo dentro de suas casas era totalmente novo para nós. Ficamos muito felizes que o programa deu certo e agora até está sendo reprisado no canal a cabo TBS.

RG: Foram três temporadas do "É Tudo Improviso" na Bandeirantes. Uma quarta foi gravada, mas só foi exibida recentemente, na TV fechada. Quais são as lembranças que você guarda daquele programa?
Márcio: Foi uma experiência incrível para mim. Fazer o que eu gosto, junto com meus parceiros de palco [Márcio Ballas foi Diretor “Improvisacional” do espetáculo “Improvável” da Cia. Barbixas de Humor, onde também atua como mestre de cerimônias e jogador convidado] e ainda ser tão bem recebido pelo publico que pôde conhecer a beleza e a magia do improviso.

Márcio Ballas começou na TV no "É Tudo Improviso" na Band.

RG: Após a sua passagem pela Band, você foi contratado pelo SBT a apresentar o "Cante Se Puder". A situação era bem diferente: Você agora tinha um roteiro para seguir e dividia o palco com "a filha do Patrão", Patricia Abravanel. Qual foi o maior desafio dessa etapa pra você? Ainda dava para improvisar naquela época?
Márcio: Ir para o SBT foi mais um grande desafio, pois eu teria que apresentar um programa que não tinha nada a ver com o que eu tinha feito nos meus 15 anos de carreira no teatro. Além disso teria que apresentar com a Patrícia, que eu não conhecia e é dona da emissora. No fim das contas foi muito bacana, a parceria com ela foi muito boa, fizemos uma dupla que funcionou e o programa bombou na época e acabou ficando no ar direto durante um ano e meio.

RG: Logo após o "Cante", veio o projeto do "Esse Artista Sou Eu", que estreou com grande sucesso em 2014. Você também voltou a apresentar sozinho. Nesse seu terceiro programa na TV aberta, foi perceptível um amadurecimento seu em frente às câmeras. Você concorda?
Márcio: Como em todos os trabalhos, quanto mais você exercita, mais vai melhorar. Apresentar não é diferente. Fui aprendendo as manhas e artimanhas da função e continuo estudando e vendo outros apresentadores para tentar ficar cada vez melhor.

RG: A primeira temporada do "Esse Artista Sou Eu" foi cercada de polêmicas entre os participantes. Para você, o que (e/ou quem) mais te surpreendeu no reality?
Márcio: O “Esse Artista Sou Eu” foi um programa que me surpreendia a cada gravação. Os cantores estavam transformados de tal maneira que até pra gente era incrível de assistir. O diretor inclusive me proibiu (e os jurados também!) de ver os participantes antes deles cantarem. Assim quando eles entravam era uma grande surpresa pra nós!

Feliz com o sucesso da primeira temporada do "Esse Artista Sou Eu" no ano passado, Márcio espera voltar com o programa em 2015.

RG: Se Márcio Ballas fosse um participante do EASE, em quem você gostaria de se transformar e porquê.
Márcio: Arnaldo Antunes. Sou fã dele.

RG: O "É Tudo Improviso" voltou a ser exibido no canal fechado TBS e tem sido um grande sucesso de audiência. Você acha que falta improviso na TV ultimamente?
Márcio: É muito legal de ver que mesmo num canal a cabo, o programa continua tendo um grande sucesso. Por mim teria um programa de improviso em cada canal! (risos)

RG: Quais são os seus planos profissionais para 2015? Já pensou em participar de alguma novela? O remake de "Cúmplices de Um Resgate" tá chegando no SBT esse ano...
Márcio: Continuo apresentando a Noite de Improviso no Comedians Club todas as quartas feiras em São Paulo. Além disso tenho um espaço chamado Casa do Humor na Vila Madalena onde damos cursos de Improviso, Clown e Stand Up para iniciantes, isto é, qualquer pessoa que queira aprender um pouco dessas linguagens. E para TV, estou na espera de uma segunda temporada do Esse Artista Sou Eu, que foi um programa que eu amei fazer e tomara que volte logo.

Obrigado, Márcio! :)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

RG INDICA #51: MASTERCHEF, COM ANA PAULA PADRÃO

Estreando na área do entretenimento, jornalista comanda reality show culinário na Band a partir de setembro.

Ana Paula Padrão nas primeiras gravações do MasterChef.

Reconhecida pelo alto gabarito jornalístico, Ana Paula Padrão volta à TV aberta com um projeto diferente do habitual. Após intensas negociações, a jornalista aceitou a proposta da Rede Bandeirantes de Televisão e irá comandar o reality show “MasterChef”, com estreia prevista para o dia 02 de setembro, às 22h45 da noite.

Ana Paula estava fora da televisão desde sua saída do Jornal da Record, em 2013. A jornalista trabalhou na Globo por 25 anos e também teve uma passagem histórica pelo SBT em 2005, quando reestruturou o departamento de jornalismo do canal. Há muito tempo, Padrão dizia que quer fazer televisão, sem ser apresentando um jornal na bancada. E ela parece bastante empolgada com o novo programa: "O MasterChef é um formato que mistura entretenimento com uma dose boa de realidade. Então, ele me deixa confortável e foi por isso que eu topei. Eu acho que, primeiro, vou me divertir muito fazendo. Segundo, é um bom treinamento, é uma boa fase de passagem do Jornalismo para o Entretenimento. Os competidores estão ali de verdade, dando seu melhor, executando uma função para chegar a um prêmio. Então não é apenas um reality, é um talent. Tem uma dose muito boa de verdade, me deixou à vontade pois se parece comigo", explicou.

Sobre o formato do programa, “MasterChef” pretende misturar talento, criatividade e paixão por comida em um só lugar. A atração já foi vista por mais de 250 milhões de telespectadores em 200 países como Austrália, Estados Unidos e Portugal. Ao longo de 17 episódios semanais, o reality vai transformar um cozinheiro amador em um chef profissional. O grande vencedor ganhará um prêmio de R$ 150 mil, um Fiat Fiorino refrigerado e um curso de três meses na Le Cordon Bleu, em Paris.

Ana Paula (dir.) com os três chefs que irão auxiliá-la no reality.

Além da Ana Paula Padrão, três renomados chefs de cozinha vão julgar os pratos preparados pelos candidatos. São eles: Erick Jacquin, Henrique Fogaça e Paola Carosella. No campo da publicidade, o programa estreia com todas as suas cotas de patrocínio vendidas para Carrefour, Danubio, Fiat e Oster. A rede de massas Spoletto fará ações de merchandising no programa, enquanto a marca Mr. Músculo será a patrocinadora do top de cinco segundos. Consul e Tramontina também garantiram a participação com inserções visuais.

O contrato de Ana Paula Padrão com a emissora do Morumbi vai até metade de 2015, o que também garante a presença da jornalista em outros projetos da casa, como a cobertura das Eleições 2014. Segundo a própria, ela será apenas mais uma, e não deve tirar o espaço de ninguém. Os debates com presidenciáveis e com os candidatos ao governo de São Paulo, por exemplo, continuarão sendo feitos por Ricardo Boechat.

CONTRA-ATAQUE – Na onda do novo projeto de Ana Paula Padrão, Silvio Santos também tem um projeto para esquentar as panelas do SBT. Segundo a colunista Keila Jimenez, o canal planeja lançar nesse segundo semestre a versão nacional de “Hell’s Kitchen”, famosa por ser apresentada originalmente por um dos chefs mais mal-humorados do mundo, Gordon Ramsay. Assim como o “MasterChef”, “Hell’s Kitchen” testa as habilidades culinárias dos participantes. O formato, também difundido em vários países, é uma criação da Fremantle Media e deve estrear com o título “Sob Pressão”. A edição nacional do programa seria comandada pelo chef Jefferson Rueda (o Jeffinho), do restaurante Attimo, e pode ir ao ar aos domingos.

Confira um pequeno teaser do MasterChef:


quarta-feira, 26 de março de 2014

RG RELEMBRA #09: PROGRAMA “H” (BAND)

Confira a história do programa de auditório que revelou o apresentador Luciano Huck e duas eternas beldades da televisão brasileira.

O programa H era voltado para o público jovem.

"Gente bacana, reportagem, música e muita informação. O H chega em todo o Brasil com tudo isso e muito mais. Vamos fazer um programa eclético, divertido e inteligente pra esquentar os seus finais de tarde aqui na Band. A propósito, a sua participação é fundamental. Queremos que você interfira, opine, discuta... Enfim, esse espaço é seu! Estaremos antenados para as mudanças do mundo para transportá-las para a tela, e deixar você por dentro de tudo sem deixar escapar nada. Fique com a gente!". Foi com esse discurso de abertura em off sobre imagens de bastidores que estreava no dia 28 de outubro de 1996, ao vivo pela TV Bandeirantes, o programa “H”, voltado para o público jovem e que revelava Luciano Huck – Sim! Ele começou na Band! – como apresentador. E muito antes de chegar na Globo com seu Caldeirão do Huck, casar com Angélica, virar um grande ícone da publicidade e levar fama de “bom moço”, Luciano divertia o telespectador com música, gincanas, reportagens, bate-papo e, principalmente, entertia a macharada com ícones sensuais que fizeram a cabeça dos homens naquela época.

A estreia do “H” veio junto com uma grande reformulação na programação da Bandeirantes, que queria conquistar uma audiência sólida. Dirigido por Luís Paulo Simonetti (ou L. P. Simonetti, hoje diretor da Globo), o programa começava por volta das 17h. A medida que a atração ia ganhando público, Luciano acrescentava novidades na atração. No ano de 1998, eis que ele estreava um de seus trunfos: a personagem “Tiazinha”, vivida pela bailarina e atriz Suzana Alves. Com a intenção de unir o sensual e o cômico, ela era chamada ao palco para depilar os homens da plateia. Com um figurino minúsculo, que mostrava todos os seus (lindos) atributos físicos, a máscara e o chicote completava a vestimenta, fazendo referência a Mulher-Gato, vilã da série Batman. A participação de Tiazinha crescia a cada dia e foi um fenômeno de audiência na época, fazendo o ibope subir de 4 pontos para 9 (o que é muito a nível de Band!). Junto com o sucesso, também vieram as críticas. O quadro era considerado “baixo e apelativo”, e essa pressão fez com que a Band empurrasse o “H” para as noites da emissora, ocupando a faixa das 20h30 da noite. Mas mesmo sim, o público foi fiel no novo horário e a personagem ultrapassou as barreiras do programa, ganhando produtos licenciados com a sua marca, a capa da Revista Playboy, a gravação de um disco e até um programa próprio, a série “As Aventuras da Tiazinha”, pela mesmo canal.

Com Tiazinha e Feiticeira, Luciano Huck alavancou a audiência do "H".

Em janeiro de 1999, o “H” continuou investindo nos símbolos sexuais e trouxe mais uma mulher gostosa para o imaginário masculino. A morenaça Tiazinha agora dividia atenções com a loira Feiticeira, vivida pela (na época) modelo Joana Prado. Vestida como uma odalisca, ela tinha a função de “mimar” os garotões que participavam de pequenas (e malucas) competições e se saiam vencedores. Uma dessas provas, por exemplo, era ver quem comia mais bolachas em 30 segundos! O prêmio era um momento com a Feiticeira, que ia desde uma dança pra ele, acariciar os pés ou a nuca, servir cachos de uvas com os dedinhos até longas massagens ou selinhos na boca aplicadas pela moça.

Com audiência em alta e a popularidade que conquistava em cima das personagens sensuais criadas no “H”, não demorou muito para a Globo fazer o convite para Luciano Huck e levá-lo para o canal do plim-plim. Em agosto daquele mesmo ano, o apresentador anunciou a sua mudança de casa. A Band teve que pensar rápido e contratou Otaviano Costa, que na época era ex-VJ da MTV e tinha feito participações como repórter do Domingão do Faustão. Nesse meio tempo, Tiazinha também deixou o programa, tendo apenas a Feiticeira como grande atração. Inicialmente, o título "H" foi mantido, mas depois, através de votação pelo público, o programa passou a ser chamado O+ (positivo), porém manteve quadros e formato.

Otaviano Costa e Sabrina Parlatore tentaram substituir Huck, mas foi em vão.

Otaviano mostrava versatilidade, um dos pontos fortes de Huck, mas como esse era seu primeiro trabalho de apresentador, demorou um pouco para se soltar no palco. A insistência de apostar na sensualidade fez surgir outros personagens desse gênero como a Índia, os gêmeos Flávio e Gustavo e a Internética, porém o programa não conseguiu manter a mesma repercussão nem audiência.

Os sinais de cansaço da atração veio em 2001, quando a apresentadora Sabrina Parlatore foi chamada para apresentar o programa junto com Costa, com direito a mais uma mudança de nome: o "Superpositivo". Meses depois, Otaviano trocou a Band pela Record e Sabrina passou a comandar sozinha. Alguns quadros novos foram criados, mas mesmo mantendo o formato original, como a personagem Feiticeira, que ficou até o fim, não foi suficiente para fazer a atração durar mais. O “Superpositivo” deixou as telas da Band em Fevereiro de 2002 em virtude da baixa audiência.

E foi assim que o “H”, que virou “O+” e depois “Superpositivo”, fez história na televisão brasileira na área do entretenimento. Para quem não sabe, hoje Suzana Alves (Tiazinha) e Joana Prado (Feiticeira) são evangélicas. Suzana fez teatro, filmes e novelas depois, mas sem muito destaque na mídia. Joana hoje também não curte mais holofotes e é casada com o grande lutador de UFC, Vítor Belfort. Com toda a sensualidade e diversão, podemos dizer que esse programa proporcionou momentos marcantes para a Bandeirantes e claro, para os telespectadores da época.

quinta-feira, 6 de março de 2014

RG CRÍTICA #31: AGORA É TARDE COM RAFINHA BASTOS

Saiba como foi a estreia do comediante no lugar de Danilo Gentili no talk-show da Band.

Tudo novo no Agora é Tarde

Agora é tarde. Sob uma aposta cercada de expectativas por parte da Rede Bandeirantes de Televisão, Rafinha Bastos estreou ontem à noite em cima de muitas pressões: 1) O desafio de manter a audiência herdada da “Era Gentili” (uma das maiores da casa); 2) Trabalhar com uma equipe completamente nova, já que todos (com exceção de Marcelo Mansfield) estão com Danilo no SBT; 3) Estrear numa quarta-feira de cinzas para não bater de frente com a estreia de seu concorrente a partir da próxima terça-feira. Mesmo com todos esses pontos, a princípio, desfavoráveis, Rafinha entregou um programa completo, com boas novidades, alguns elementos não tão novos assim e, é claro, algumas mancadas.

Logo no monólogo de abertura, Bastos não perdeu a chance de citar seu colega de humor, que se tornará seu concorrente nos fins de noite: "Queria agradecer, especialmente, ao Danilo Gentili, por ter obrigado a Band a acreditar em mim. Vou estar com vocês sempre de terça a sexta, até claro, dizer outra bobagem. Aí vocês poderão me encontrar no centro pedindo esmola", disse ele, citando indiretamente sua polêmica eterna com a cantora Wanessa. Ele também brincou com o fato de medir bastante suas palavras a partir daquele momento: “Tem 23 advogados ali atrás monitorando tudo que eu digo, qualquer coisa, já sabe né?”, completa. Todo esse texto foi só para dizer que ele vê nesse novo Agora é Tarde, a chance de “se redimir”. E ele completa esse pensamento com um musical que descreveu “o seu lado bom”. Tudo de forma bem sarcástica, do jeito Rafinha de ser. Ele foi acompanhado pela nova banda residente do programa, Abujamra e os Nerds, que nessa estreia fez o público, que já assistia o programa, sentir falta do Ultraje a Rigor.

Gustavo Mendes roubou a cena na estreia de Rafinha Bastos

Após esse momento, o novo apresentador chamou o quadro “Passou na TV”, um quadro que não é novidade para quem assistia o programa no ano passado, que não passa de um Top Five mais ágil, só que sem os comerciais e as enrolações do CQC. Enfim, este é um quadro que valeu a pena ter permanecido. Em seguida, o público foi brindado com uma grata surpresa: a estreia de Gustavo Mendes. Com a sua inconfundível e irreparável imitação da presidente Dilma Rousseff, ele roubou a cena e foi o nome da noite. Ele conseguiu se sair bem tanto “ao vivo” conversando com Rafinha, quanto em um VT que ele gravou no Carnaval da Bahia, onde conseguiu falar com estrelas como Cláudia Leitte, Daniela Mercury e Ivete Sangalo. Ainda não sei se ele aparecerá todos os dias, mas se sempre estiver inspirado como estava ontem à noite, isso poderá refletir bastante no bom andamento da atração. Resumindo: Gustavo Mendes fez valer a pena essa estreia.

Mas a prova de fogo ainda estava por vir. Era o momento de vermos Rafinha como entrevistador. Para essa estreia, ele contou com a presença do cantor Luan Santana. E aí encontramos outro ponto fraco desse primeiro programa. A conversa foi pouco consistente e não prendia o telespectador. Confesso que até fiquei em dúvida se era o Bastos que estava indo mal ou se era Luan que tinha, naquele momento, poucas coisas interessantes para dizer. Quando a conversa quase beira o sono, Rafinha convida o comediante Marco Gonçalves para participar, fazendo uma mímica de uma canção sertaneja para Luan adivinhar. Nesse momento, foi até possível sorrir por alguns instantes.

Rafinha recebeu o cantor Luan Santana na sua estreia

Após retomarem o papo, Rafinha sugeriu um outro desafio de gosto duvidoso para o ídolo sertanejo: ver quem seria o primeiro a desabotoar o sutiã de uma mulher usando apenas uma mão. Um momento que, sinceramente, poderia ter sido aproveitado de outra maneira. O desânimo da plateia – predominantemente feminina – deixou bem claro o quanto aquela cena foi desnecessária de assistir. O melhor momento dessa entrevista, sem dúvida, Rafinha deixou para o final, em que simulou “voar” no programa, imitando uma das performances do Luan em seus shows.

Com um cenário não muito distante e geografia de palco idênticas à época de Danilo Gentili, esse novo “Agora é Tarde” trouxe, ainda assim, algo novo. Rafinha Bastos é talentoso, mesmo com seu humor ácido. E o novo elenco do programa também promete bastante. Se vai dar certo ou não, só o tempo e a concorrência com o “The Noite” no SBT vão dizer. Que comece a briga dos talk-shows!

domingo, 13 de janeiro de 2013

RG INDICA #42: THE WALKING DEAD


Uma das séries de maior sucesso atualmente chegou na TV aberta através da Band.

Ação, zumbis e sustos na tela da Band.

   Foi no dia 1º de Dezembro de 2011 que a Rede Bandeirantes de Televisão anunciou para a imprensa que havia fechado um acordo com a televisão americana FOX para exibir em TV aberta a série de terror “The Walking Dead”. O programa, baseado na obra em quadrinhos de Robert Kirkman e Tony Moore, é centrado na vida de Rick Grimes (Andrew Lincoln), um oficial de polícia da pequena cidade de Cynthiana, no estado do Kentucky, e na trajetória de sua família, que se une a outros sobreviventes para manterem-se vivos depois que o mundo foi infestado por zumbis.
   A primeira temporada desta série foi um sucesso arrebatador para os fãs do gênero, embora tenha tido apenas seis episódios. A Band chegou a anunciar estreia para 2012, mas acabou engavetando a série no ano passado. Segundo a imprensa, dizem que a chegada da trupe do Pânico naquele ano tenha feito com que a emissora não desse tanta prioridade ao enlatado americano.
   “The Walking Dead” celebra com a Band a chegada de uma temporada de novidades seriadas da emissora do Morumbi. Pois além dela, estrearam também “Os Simpsons” – agora, ex-Globo – e a série “Roma”, também de grande repercussão internacional e na TV fechada. Todas essas séries estrearam em janeiro deste ano.

Essa foi uma das primeiras chamadas que a Band fez em 2012.

   Nos Estados Unidos, “The Walking Dead” está no meio de sua terceira temporada, que contará com 16 episódios e que já está sendo exibido no nosso país através do canal fechado FOX Brasil. A Band garantiu os direitos de exibição da primeira e segunda temporada e estreou na emissora no último dia 09 (quarta). Nesta próxima quarta (16), você vê o segundo episódio, intitulado: “Guts” (Coragem). Nesse episódio, Rick consegue escapar do tanque auxiliado por Glenn (Steven Yeun), a voz que tinha ouvido no rádio. Glenn leva Rick a um outro grupo de sobreviventes do qual faz parte, que também estava na cidade. Enquanto os zumbis tentavam invadir a loja de departamentos onde eles estavam, o acompamento onde estavam Lori (Sarah Wayne Callie) e Shane (Jon Bernthal) é contactado, e, sem que percebem a presença de Rick, eles decidem que não são capazes de ajudar. Junto de Rick e Glenn estão um homem negro, T-Dog (Irone Singleton), e um racista desequilibrado, Merle Dixon (Michael Rooker). O conflito entre os dois últimos leva Rick a algemar Dixon a um cano no telhado da loja. Rick e Glenn bolam um plano de fuga e conseguem executá-lo. Enquanto Glenn distrai a atenção dos mortos-vivos para longe da loja, soando o alarme de um carro, o grupo foge da cidade, junto com Glenn, mas deixando Merle acorrentado à tubulação no telhado depois de T-Dog "acidentalmente" ter deixado a chave da algema cair pelo ralo.
   Esta série deixa qualquer filme de terror parecer contos de fadas! Se você gosta do gênero então anote: “The Walking Dead” está sendo exibido na Band às quartas-feiras, sempre às 22h30 (horário de Brasília).

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

RG CRÍTICA #22 - CQC 200: A BAGAÇA CONTINUA FUMEGANTE?

O “resumo semanal de notícias” celebra 200 programas na próxima segunda. Há razões para comemorar?

CQC: 4 anos, 200 programas, muitas mudanças.

   Foi no dia 17 de Março de 2008 que o “Custe o Que Custar – CQC” estreou na tela da Rede Bandeirantes de Televisão. De formato argentino (“Caiga Quién Caiga” [Caia quem caia]) e em parceria com a EyeWorks/Cuatro Cabezas, aqueles homens vestidos de preto, em sua maioria comediantes, começavam a nos surpreender nas noites de segunda, com seu formato de jornalismo com entretenimento, além do toque ácido e crítico de suas matérias e/ou comentários. Na próxima segunda (01/10), eles vão exibir o programa de número 200. E o que podemos dizer é que de 2008 à 2012, o “CQC” mudou bastante.
   A começar pela sua bancada de apresentadores. A apresentação principal, feita por Marcelo Tas, ainda não foi modificada. É isso mesmo que você leu: AINDA! Em recente entrevista à Fernanda Young, o capitão do barco tem deixado claro a vontade de encerrar o ciclo: “Acho que, no CQC, em mais um ano eu me divirto também. Foi a conversa que tive com eles. Falei: 'olha, acho que mais um ano está bom, já dei minha contribuição'. Eu não tenho apego. O CQC é um projeto que está dando certo, mas se eu tiver que sair, saio com muita alegria e sei que tem gente que vai tocá-lo.”. Tas é o único do elenco que consegue unir, de fato, inteligência com o bom humor, e o seu modo de comandar a atração é singular. Se ele, de fato, sair em 2013, o CQC pode perder bastante.
   Ainda na bancada, tem o Marco Luque, que divide a apresentação com o Tas desde a estreia. Seu humor pastelão (e lento, até) conquista os telespectadores com tiradas bobas. Seu talento fez com que a Band investisse em um programa solo para ele - “O Formigueiro” - que não foi uma boa experiência para a emissora. Já o terceiro elemento da bancada poderia (ou deveria?) ser ainda o Rafinha Bastos. Mas o desentendimento dele com a equipe do programa e a própria Band em setembro do ano passado – que acarretou em sua demissão – fez com que se perdesse a pessoa que tinha os comentários mais ácidos e perspicazes, que também chamou a atenção da emissora do Morumbi e havia lhe dado um programa solo: o jornalístico “A Liga”, que está no ar até hoje, com relativo sucesso, mas que também perdeu a apresentação após essa confusão que todo o Brasil acompanhou. Não lembra? Clique aqui. Hoje em dia, a acidez de Rafinha deu lugar à “delicadeza” do “Pequeno Pônei”, Oscar Filho, que também herdou o comando do quadro de maior sucesso e mais bem feito do programa: O “Proteste Já”.

Filho, Tas e Luque: a atual bancada do CQC.

   Mas não é só da bancada que o programa sobrevive. Os repórteres tem feito a diferença e dado a cereja no bolo que o programa precisa. Danilo Gentili foi um dos primeiros repórteres do programa. Sua ousadia e pensamentos rápidos nas entrevistas também se destacaram a ponto de também alçar um voo solo na Band no comando no “Agora é Tarde”. Uma outra decisão acertada, já que este talk-show tem tido uma repercussão muito positiva. Tal sucesso fez com que ele deixasse o programa, mas não abalou tanto quanto a saída conturbada de Rafinha. Felipe Andreoli é outro que conquistou seu espaço. Ele consegue deixar as pautas esportivas do CQC muito mais interessantes. Hoje, ele também comanda um programa solo na emissora dos Saad, o esportivo “Deu Olé”, nas tardes de sábado. Rafael Cortez nos chama atenção por seu comportamento, digamos, peculiar. Ele mostra muito jogo de cintura perante as câmeras e é um dos mais pastelões depois de Luque.
   Ao longo desses quatro anos de existência, vimos o nascimento de três repórteres que já entraram quando o programa estava no ar. Em 2009, após uma seleção aberta ao público e superar 28 mil inscritos, surge a primeira mulher repórter do programa: a belíssima Monica Iozzi. Monica é um grande achado do CQC. Seu sotaque e agilidade de pensamento, alinhado à sua beleza, quebra um pouco o peso dos repórteres machões com a delicadeza na medida certa. Suas matérias políticas e de celebridades são as de maior destaque. Em 2011, aproveitando a saída de Rafinha, o programa estreou Maurício Meirelles, que saía do humorístico “Legendários”, da Record. Sua troca foi mais do que bem sucedida, e é um dos que mais rápido se adaptaram ao formato do programa.


Ronald Rios: o mais novo no programa, ainda está se adaptando.

   A mais recente aquisição foi o Ronald Rios, ex-apresentador da MTV. Ele estreou em 2012 e ainda tenta se encaixar no programa. A ele ainda falta a agilidade que o programa tanto precisa para nos entreter nas quase três horas que o “CQC” fica no ar. E assim, repórteres e apresentadores, juntamente a quadros consagrados como o “Proteste Já”, “CQTeste”, “CQC no Congresso” e o tão esperado “Top Five da TV Brasileira” já marcaram a história da televisão com seu humor ácido, inteligente e muito divertido.
   A audiência do programa sempre foi modesta, alcançando facilmente o terceiro lugar. Mas neste ano em questão, uma queda foi percebida. Seria o desgaste do formato, embora ele funcione por temporadas? Uma das razões seria o horário tardio que o programa estava indo ao ar. O apelo foi registrado e o programa já voltou há algumas semanas ao seu horário de praxe, 22h15.
   Mesmo que a atração tenha perdido um pouco o “encantamento” e os ibopes expressivos para a Band, o “CQC” ainda é uma boa opção para as noites de segunda. E se apesar de tantas mudanças sofridas ao longo desses 200 programas eles continuam a solta, desafiando tudo e todos, esperamos que eles continuem correndo atrás, sempre. Parabéns, Docinhos de Coco!!! ;) 

sábado, 14 de julho de 2012

RG INDICA #33: CONVERSA DE GENTE GRANDE (CGG)


Marcelo Tas passa a comandar mais três letrinhas na Band. Mas dessa vez, o foco é as crianças.

Tas volta a trabalhar para o público infantil na TV aberta.

   Depois de Professor Tibúrcio no programa “Rá-Tim-Bum” e Telekid no “Castelo Rá-Tim-Bum” (Porrrrrrquê sim não é resposta...), ambos na TV Cultura nos anos 80 e 90; e depois de apresentar o “Plantão do Tas” em 2010 pelo canal fechado Cartoon Network Brasil, Marcelo Tristão Athayde de Souza, mais conhecido como Marcelo Tas, comandará a partir deste domingo, dia 15, o quarto projeto infantil de sua carreira na televisão. Amanhã, às oito da noite, estreia “Conversa de Gente Grande” (CGG) na Rede Bandeirantes.
   O CGG vai usar e abusar da sinceridade infantil para tentar entender a complexa realidade e a vida “maluca" do século 21. A atração é feita por pessoas de tamanho pequeno e espírito grande. Um programa para toda a família, que apesar de ter crianças, vai dialogar com o mundo dos adultos. O Tas, que continua no comando do CQC, não esconde a alegria com esse novo projeto: “Conversa de Gente Grande é um programa leve, divertido e feito com crianças que falam de assuntos da vida adulta, como violência, drogas e relacionamentos. Cada gravação é surpreendente, pois os pequenos são imprevisíveis e sempre têm algo inesperado a dizer. Pra mim, este é um desafio totalmente novo, que junta minha experiência anterior em programas infantis com meu lado entrevistador.”
   A cada edição, Tas estará a cargo de entrevistas acompanhado das mais temíveis crianças de três a doze anos, que já nasceram em um mundo com internet, celular e mp3 e tendem a saber de tudo, muitas vezes mais que os adultos. Longe de subestimá-las, a atração vai celebrar a inteligência, criatividade e vontade de devorar um mundo cheio de informação e cada dia mais veloz. Um dos quadros mais importantes do programa é o “Mano a Mano” e consiste em uma série de entrevistas irreverentes e cômicas entre Tas e uma criança. Os assuntos não têm nenhuma especificidade, mas buscam dar uma pincelada na opinião dos pequenos acerca do mundo em que vivem. “As crianças são lentes de aumento, que captam a realidade de um modo diferente dos adultos, falando sem medo e sem rodeios sobre o mundo atual”, explica Tas.
   Outro quadro fixo é a entrevista com um convidado famoso, comandada pelos próprios garotos. Cerca de dez crianças se sentarão junto à celebridade convidada - políticos, esportistas, atores/atrizes, apresentadores, cantores, etc... - perguntando questões que lhes veem à cabeça, sem o pudor ou a autocensura adotados por entrevistadores mais experientes. Personalidades como o rei Pelé, atração da estreia; os comediantes Marcelo Adnet e Dani Calabresa; e o comentarista Neto já enfrentaram a sabatina dos pequenos, com situações de saia justa e perguntas apimentadas. “O mais surpreendente no trabalho com as crianças é a quantidade de informação que elas absorvem hoje e a visão de mundo que elas têm. Uma visão muitas vezes inocente, irônica, mas ao mesmo tempo certeira. E é isso que o programa vai explorar”, revela Mariano Feijoo, diretor da atração.
   Contando também com uma grande variedade de quadros rápidos e pequenas 'pílulas' (como câmeras escondidas, paródias de programas, comentários sobre acontecimentos atuais e interpretações de vídeos famosos), o programa é feito para as crianças de oito a oitenta anos. 
    Além do mais, é uma grande coragem da Band investir no público infantil num horário tão disputado de audiência como é o domingo à noite. Essa estreia é realmente imperdível! Boa sorte no CGG, Tas! 

Veja agora um teaser do CGG:


domingo, 1 de julho de 2012

RG CRÍTICA #16: AVALIANDO O “PÂNICO NA BAND”


Nove anos no ar e uma bizarrice única. Assim é a Turma do Pânico.

A trupe faz sucesso nas noites de domingo da Band.

   Era fim de setembro de 2003 – mais precisamente no domingo, dia 28 – que a Turma do Pânico, elenco de grande sucesso humorístico da Rádio Jovem Pan, mostrava pela primeira vez a versão televisiva da trupe na RedeTV!. O elenco – desde o início – formado por Wellington Muniz (Ceará), Rodrigo Scarpa (Vesgo), Márvio Lúcio (Carioca), Marcos Chiesa (Bola) e Sabrina Sato, recém-saída do “Big Brother Brasil 3” (Globo), comandados por Emílio Surita, estreou o programa atingindo humildes três pontos no ibope. O tempo passou e o "Pânico na TV" caiu no gosto do público com o seu humor “pitoresco”, agregando fieis ao longo dos quase nove anos que ficaram na emissora de Alphaville. Mas depois de não cumprir os pagamentos da trupe, viu seu produto de maior audiência migrar em fevereiro de 2012 para a Rede Bandeirantes.
   O “Pânico” cria moda (literalmente, eles tem uma grife de camisas!), desenvolve gírias e tendências. Peitos e bundas das Panicats (e de outras mulheres), violências gratuitas, dancinhas incoerentes, expressões inimagináveis, figuras populares e bizarras, imitações e paródias espalhafatosas misturadas a uma edição ágil e narração singular dão vida à atração, que já demonstrou ter um público fiel. Muitos humoristas (ou aspirantes a eles) já passaram por esse programa entre esses nove anos. Mas atualmente, além dos seis veteranos, o elenco se completa com os ótimos Evandro Santo (Christian Pior), Eduardo Sterblitch (Povilho), Daniel Zukerman (sucesso como “O Impostor”), Daniel Peixoto (Alfinete) e o ex-Comédia MTV, Guilherme Santana, a novidade que eles contrataram quando foram para a Band.
   Muitos se perguntaram se a mudança de emissoras afetaria diretamente no programa e se eles iam se dar bem com a equipe do CQC – outro humorístico de sucesso da emissora do Morumbi – mas as respostas foram rápidas: o formato “non-sense” não mudou e tanto o CQC quanto o Pânico respeitam seus espaços, além de juntas fazerem a Band rir à toa com suas respectivas audiências e faturamentos.
   Qual é o limite das brincadeiras do “Pânico”? Nenhum. E é aí que mora o problema, pois ao mesmo tempo que o público curte as zoações dessa trupe, outras vezes conseguem fazer um humor apelativo e sensacionalista que beira ao ridículo.
   Recentemente, eles quase foram processados pelo apresentador Silvio Santos (o original) por “enterrarem ele” (o personagem do Ceará) durante o programa depois que o mesmo os proibiu legalmente de imitar e se aproximar dele, decisão essa que foi estendida a toda emissora. A ação ressentida do Homem do Baú foi tomada porque ele estaria chateado pelo fato da turma ir para a Band e não para o SBT, que já tinha manifestado interesse de contratá-los.
   O “Pânico” inspirou programas como o “Legendários” da Record e um projeto semelhante está sendo criado no SBT, provisoriamente intitulado “Circo Eletrônico”. Mas a bizarrice do Pânico é única! O fato é que, por mais apelativo, louco e desmiolado o programa seja, há um bom público que gosta de ver isso para fugir da mesmice dominical da TV. Na minha opinião, o “Pânico” já teve seu auge em outros tempos, mas como eles próprios tem um quadro recém-criado chamado “Só o Cume Interessa”, é no topo do freak que esses humoristas querem estar e não vão sair de lá tão cedo. E mesmo com todos os seus (muitos) defeitos, desejo vida longa ao “Pânico na Band”.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ESTREIA - RG PE #01: COTIDIANO


Novo quadro do #RGnaTV cede espaço para as raízes do blogueiro: a televisão pernambucana.

   Depois de analisar, indicar e criticar os programas de nível nacional, acho que chegou a hora de abrir um espaço também para a TV pernambucana. Afinal de contas, é em Pernambuco que eu moro e, não é só de programação de rede que vive as afiliadas das principais emissoras de TV aberta do Brasil.
   Para começar, vou falar com propriedade de um telejornal pernambucano que está, a cada dia, se dedicando a prestar mais que serviços informativos à população pernambucana, eles querem dar voz à esse povo que tem muito a dizer. O #RGPE de estreia vai falar sobre o “Cotidiano”, da TV Tribuna/Band.

COTIDIANO: OS REAIS INTERESSES DA POPULAÇÃO PERNAMBUCANA

Isly Viana e Flávio Barra são os apresentadores do "Cotidiano"

   Concorrendo com dois telejornais fortes no horário de almoço – conhecido como o “horário nobre da TV pernambucana” – o “Cotidiano”, apresentado por Flávio Barra e Isly Viana, consegue ter um elemento diferencial perante o “TV Jornal Meio Dia” (TV Jornal/SBT) e o “NE TV – 1ª Edição” (Globo Nordeste/Rede Globo): a preocupação em dar voz às comunidades, funcionando como um púlpito de microfone aberto para que a população faça as suas reivindicações, sem ser apenas “porta-voz” deles.
   Sem deixar de mostrar as notícias de destaque no âmbito social, policial, político e esportivo de Pernambuco, o “Cotidiano” procura priorizar o que de fato interessa à grande população, indo até eles nos mais diversos bairros e cidades para que eles mesmos mostrem e cobrem através daquelas lentes os seus direitos às autoridades competentes.
   O comando da dupla de apresentadores também faz diferença. Os comentários de abertura de Isly e a interação com Flávio (e vice-versa) após alguma notícia faz com que todas as camadas de nossa sociedade se sintam representadas naquelas indagações, opiniões e revoltas.

Neste vídeo vemos o editorial de abertura e uma reportagem policial do telejornal.

   É impossível não destacar também o quadro “Mercado de Trabalho”, onde as vagas de emprego não são aquelas dadas apenas de forma aleatória, mas também as ocupações que os telespectadores de fato procuram. E assim, como uma conversa na sala, a intimidade entre apresentadores e público vai sendo construída ao ouvirmos frases como: “Juliana, encontramos uma vaga pra você...”.
   A interatividade também se destaca nas redes sociais. O twitter oficial do “Cotidiano” (@CotidianoTV), juntamente com os perfis dos apresentadores – @FlavioBarra e @islyviana – na mesma rede vão informando, ao mesmo tempo que o jornal está no ar, o que está sendo destaque naquele momento. Uma alternativa para quem está longe na TV, mas plugado na web, e quer ficar por dentro das principais notícias do nosso estado.
   Vale a pena dar oportunidade para assistir os trinta minutos do “Cotidiano”, de segunda à sexta, ao meio-dia. Pois este telejornal vem mostrando, no dia a dia, que prioriza os reais interesses da população pernambucana.

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Em tempo: em virtude da Eurocopa, transmitida pela Band, o “Cotidiano” está sendo exibido às 11:15 da manhã, mas voltará ao horário de sempre no fim do campeonato.

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E aí pessoal, gostaram do meu novo quadro? Que programas de Pernambuco poderiam ser destaques nos próximos #RGPE? Conto com suas opiniões e sugestões.