RG CRÍTICA #42: A EXCITANTE VOLTA DE 'AMOR E SEXO'

Fernanda Lima e companhia estrearam nova temporada em novo dia e horário na Globo. O resultado foi bom para todos nós!

RG INDICA #60: LEITURA DINÂMICA

Revista eletrônica da RedeTV! mostra que existe vida para programas desse gênero além dos domingos.

RG CRÍTICA #41: RETROSPECTIVA 2015

Confira o que foi destaque na TV aberta neste ano.

RG INDICA #59: ESPECIAL DE NATAL 2015

Confira a programação especial da TV aberta para celebrar a noite de Natal.

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domingo, 13 de setembro de 2015

RG ESPECIAL #03: RG NO RIO 1 - NO AUDITÓRIO DO “XUXA MENEGHEL”

Série especial do RG na TV em três reportagens contará as peripécias deste blogueiro em terras cariocas, onde passou pela plateia de três programas de televisão.

Eu tava me achando na plateia do Xuxa Meneghel... rs! #feliz

Era uma ensolarada manhã do dia 31 de agosto de 2015 quando este blogueiro que vos fala desembarcava de avião no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Vindo diretamente do Recife, o objetivo principal da viagem era apresentar o blog “RG na TV” no congresso acadêmico de comunicação Intercom, realizado esse ano na UFRJ, no bairro da Urca. A apresentação estava marcada para o dia 6 de setembro. Mas resolvi antecipar o meu deslocamento para o Rio para tentar conhecer alguns lugares que, pra mim, seriam essenciais para alguém apaixonado por TV.

E a primeira parada foi neste mesmo dia. Após deixar minhas malas em um hostel de Botafogo e um lanche rápido num shopping próximo, dali mesmo peguei um ônibus com destino à Vargem Grande. Destino: RecNov, o complexo de estúdios da Rede Record de Televisão. Fui orientado a sair muito cedo para lá, devido a grande distância. E as pessoas não estavam erradas. Apesar de pegar apenas uma condução, foram duas horas e meia de viagem até lá. E isso ainda foi pouco! Pois a previsão era chegar, ao menos, uma hora depois.

Cheguei na porta do RecNov por volta das 17h30. A orientação que recebi por e-mail era que eu precisava estar lá às 19h, mas não quis arriscar me atrasar. Quando me aproximei do portão da sede carioca da Rede Record, já havia um pequeno grupo de pessoas dispostas “a assistirem ao programa da Xuxa”. No meio dessas pessoas, a primeira constatação: nenhuma delas era de primeira viagem, como eu. Todos eles ou já conheciam a Xuxa, já estavam no auditório nas semanas anteriores ou até assistido ela na época da Rede Globo. Além disso, alguns tinham experiência em outros programas e até novelas, inclusive como figuração na atual “Os Dez Mandamentos”, da casa!

Esta é a glamurosa "sala de espera da plateia" do Xuxa Meneghel.

Por volta das 18h, surge uma pessoa com uma jaqueta preta personalizada com a logo do programa da Xuxa. Era o Michel Leite, um dos produtores de plateia, e quem eu tinha trocado alguns e-mails para conseguir o acesso à plateia. Ele começou a sondar quem já tava por ali e, muito simpático, começou a falar com todos, onde já conhecia alguns. Quando olhou pra mim, foi categórico: “Você eu não conheço”, disse. Assim que eu falei que era de Recife e tinha mandado um e-mail ele lembrou de imediato: “Cara, é você que é de Recife? E você veio mesmo? E veio só para o programa?!”, perguntou empolgado. Justifiquei a minha viagem e aí ele disse que ia ver se o meu nome tava de fato na lista da plateia daquele dia. Gelei. Mas enfim, meu nome constava lá. Ele reforçou que eu deveria estar ali às 19h, mas expliquei que tinha vindo de longe e ele pediu para aguardar o horário certo para entrar.

Logo após veio o Val Santos, o outro produtor de plateia do Xuxa Meneghel. Com a mesma simpatia do Michel, falou com todos na porta e reviu quem estava na lista e quem ia aguardar “na espera” caso faltasse alguém. Segundo as pessoas que eu conheci na porta do RecNov, às 21h, quando todos já deveriam ter chegado, os produtores permitem a entrada de outras pessoas que foram à porta da emissora para tentarem o acesso ao programa da Rainha. Afinal, cadeiras vazias não podem rolar. Mas eu entrei pontualmente às 19h, como planejado.

Após dar meu nome e RG na portaria do RecNov, fui encaminhado para a “sala de espera da plateia” do Xuxa Meneghel. Na verdade, era o grande estúdio da Record onde tinha sido a última coletiva de imprensa do programa da Xu semanas antes. Logo na porta, me deram uma sacola com um lanche reforçado (dois sanduíches, uma maçã, um refrigerante e um biscoito) e me etiquetaram com meu nome. Nesta grande sala, havia vários posters e totens em tamanho real da Rainha, iluminação especial e vários lugares para sentar. Além de um varal de roupas, fantasias e adereços para fazemos fotos em cabines especiais personalizadas com a logo da atração. Música pop nas alturas e os produtores de plateia falavam sempre ao microfone para nos sentirmos à vontade e nos preparássemos para o grande momento. Algumas caravanas chegavam de van e a galera tava bem animada.

Enquanto isso, eu surtava no meu Instagram (@robinhogomesrg)! rs...

21 horas. Hora de seguir para o estúdio. Michel e Val davam as últimas instruções de como se comportar dentro do estúdio. Fomos permitidos a levar celular, mas nada além disso. Reforçaram que queriam muito a nossa energia, a nossa animação, pois éramos nós que fazíamos o programa acontecer. Ao longo dessa espera, algumas fitinhas foram distribuídas a algumas pessoas que tiveram prioridade na hora de ir para a locação do Xuxa Meneghel. Idosos? Gestantes? Que nada! Eram as pessoas “bonitas”. Sim. Beleza se põe a mesa, mais precisamente, nas primeiras fileiras do programa da Xuxa.

Como não me encaixava nesses requisitos (#chatiado), segui com a “plateia comum” para o estúdio do programa. Em grupos de 15 pessoas, seguíamos para uma van onde, basicamente, viramos duas esquinas para chegar no Xuxa Meneghel. Menos de 5 minutos depois, outra fila se formava para entrarmos ordenadamente no programa. “Trouxeram casaco? A temperatura tá 7 graus!”, falava Michel aos risos. E ele não estava errado. O estúdio tava frio pra caramba! “Claro gente, ninguém merece suar aqui dentro né?”, ria Val falando alto. Entramos no estúdio. Cara, parecia que eu tava sonhando. Aquilo que eu tinha visto na TV na semana passada agora estava lá, in loco!

Todos instalados, Michel pergunta para o switcher: “dá para soltar o vídeo safety?”. Era o “vídeo de segurança” do programa, gravado pela própria Xuxa e o seu namorado Junno, imitando comissários de bordo. Numa levada bem-humorada, fomos informados sobre as saídas de emergência, que não era permitido fumar, entre outras coisas. A medida que a hora de entrar no ar se aproximava, todos ficávamos na expectativa.

         Essa era a minha visão da Rainha no estúdio do RecNov.

A partir das 22h20, o diretor Mariozinho Vaz começava a falar abertamente para o estúdio quantos minutos faltávamos para entramos no ar. A cada “20 minutos”, “15 minutos”, a gente gritava de ansiedade. Nós achávamos que Xuxa vinha falar com a plateia antes do programa começar, mas não. O nosso grito quando o programa começou – às 22h40 (dez minutos mais tarde por causa da estreia da novela “A Regra do Jogo”, na Globo) – era porque era, de fato, a primeira vez que víamos a Rainha naquele palco.

E aí, foi uma alegria só. Como só tinha um intervalo, ficava difícil Xuxa falar diretamente com a plateia enquanto o programa estava no ar. Nos divertimos muito com Zeca Pagodinho e Luís Lobianco, da Porta dos Fundos. Na primeira pauta sobre o defensor dos animais, tinha gente do meu lado bem emocionada com a história. No único intervalo do programa, deu para perceber a correria (e competência!) da produção em desmontar o centro do Xuxa Meneghel para montar a estrutura da brincadeira da torta na cara com o Lobianco. Faltando 30 segundos para voltar ao ar, havia muita gente no palco, que se dissipou num verdadeiro estalar de dedos. Quando menos esperamos, já estávamos batendo palmas, felizes, para o bloco derradeiro da atração.

Quando o Xuxa Meneghel terminou, a plateia queria (inclusive eu) uma foto com a eterna Rainha, mas como a apresentadora estava melada de torta na cara e no cabelo, ela se limitou a dizer que era impossível naquele momento. Mas agradeceu a todo mundo pela presença e o carinho de todas aquelas 180 pessoas que lotaram aquele estúdio para prestigiá-la. Fiquei sem minha foto com uma das minhas ídolas de infância, mas estar ali pertinho dela, sentindo sua felicidade e energia de fazer aquele programa acontecer fez valer aquela primeira aventura televisiva no Rio de Janeiro. Foi, realmente, um bom começo. (Ah, no final a plateia ainda ganhou mais um lanche! Hehehehe...). 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

RG PE #14: OS DEZ PROGRAMAS MAIS VISTOS NO GRANDE RECIFE

Ranking divulgado no mês de junho destaca telejornal da Globo Nordeste como a atração mais vista na Região Metropolitana.

Nada de novela. Os primeiros dados consolidados da audiência de junho no Grande Recife revelaram que um produto jornalístico da Globo Nordeste é o programa mais visto da televisão pernambucana. Ao todo, foram divulgadas as cinco atrações de maior ibope das quatro principais emissoras do estado: TV Jornal/SBT, TV Tribuna/Band, TV Clube/Record e Globo Nordeste. E levando em consideração as pontuações isoladamente, no ranking dos dez mais assistidos, apenas quatro são folhetins. Os telejornais também possuem quatro posições e, nas duas vagas restantes, uma é de futebol e o outro, um programa de auditório. Uma outra constatação é que a novela “Babilônia”, que vem tendo crises de audiência em todo país, também segue em baixa no Recife, já que não apareceu no Top 5 da filial pernambucana da Globo. A lista das dez atrações também destacam a boa fase da TV Clube/Record, que vem se consolidando como vice-líder de audiência em diversos horários. Confira então o Top 10 dos programas mais vistos do Grande Recife na primeira semana de junho.

10) Bronca Pesada – TV Jornal/SBT (11.1 pts)

O programa policial apresentado por Cardinot no horário nobre da TV pernambucana (horário de almoço) é o maior destaque da afiliada da emissora de Silvio Santos. É o único programa fora do eixo Globo-Record que vai aparecer neste Top 10.

9) Hora do Faro – TV Clube/Record (12 pts)

A atração dominical comandada por Rodrigo Faro caiu no gosto dos pernambucanos. Com vários quadros que perpassam entre o divertido e o emocional, a audiência da afiliada pernambucana da Record corresponde muito bem. Faro, então, pode dançar de alegria, ao menos no Recife.

8) Jornal da Record – TV Clube/Record (12.6 pts)

Surpreendentemente, o Jornal da Record é o único telejornal nacional que aparece no Top 10 desta primeira semana de junho. Ancorado por Adriana Araújo e Celso Freitas, o JR garante a vice-liderança com facilidade para a TV Clube.

Com ótima audiência, Ciro e Nadya apresentam o Jornal da Clube.

7) Jornal da Clube – TV Clube/Record (13.6 pts)

O telejornal noturno da TV Clube apresentado por Ciro Guimarães e Nadya Alencar comemoram a boa fase. O jornalístico local vem de uma maré muito positiva de audiência desde 2014. Com recentes reforços no jornalismo da emissora, o público tem respondido bem a esses investimentos.

6) Os Dez Mandamentos – TV Clube/Record (16.8 pts)

Se não foi na Globo, é na afiliada da Record que novela é o produto mais visto da casa.“Os Dez Mandamentos”, de Vivian de Oliveira, vem chamando a atenção em todo país pelo ineditismo e qualidade das cenas. A trama bíblica se beneficia da boa audiência que herda do Jornal da Clube.

5) Malhação – Globo Nordeste (25.6 pts)

No ar há mais de 20 anos, a recente temporada da novelinha “Malhação” tem agradado bastante o público pernambucano. Com destaques para os personagens de Isabella Santoni e Rafa Vitti, a atual trama, que mistura música e artes marciais, garante a liderança no horário.

Novela de Lícia Manzo garante a liderança no horário das seis para a Globo Nordeste.

4) Sete Vidas – Globo Nordeste (26.8 pts)

Mesmo estando nas semanas finais, o folhetim de Lícia Manzo para o horário das seis também é líder de audiência. “Sete Vidas” e sua fofa abertura ao som de “What a Wonderful World” tem público cativo no Grande Recife.

3) Futebol de Domingo – Globo Nordeste (27.9 pts)

No chamado Painel Nacional de Audiência, o futebol não anda muito bem na TV aberta. Mas aqui em Pernambuco, o ibope ainda consegue ser bem satisfatório.

2) I Love Paraisópolis – Globo Nordeste (28.2 pts)

Na contramão de “Babilônia”, que nem aparece no topo do ranking, é “I Love Paraisópolis” que carrega o título de novela mais vista da Globo Nordeste atualmente. O bom desempenho da trama no Grande Recife segue a tendência crescente de outros estados do país. A novela pegou mesmo.

Wanessa Andrade comanda o programa mais visto de Pernambuco no início do mês de junho

1) NE TV 2ª Edição – Globo Nordeste (29.5 pts)

E no topo do ranking, quase beirando os 30 pontos – índices que se esperam de uma novela das sete da Globo em São Paulo, por exemplo – é o jornalismo local do NE TV 2ª Edição. O telejornal apresentado por Wanessa Andrade é lider de audiência com folga nas noites pernambucanas.

***Dados consolidados do Ibope de 01 a 07/06. Cada ponto aqui no estado é equivalente a 12 mil domicílios no Grande Recife.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

RG PE #13: AGORA É HORA

Mistura de jornalismo e entretenimento tem dado certo na atração vespertina da TV Clube/Record, que completa seis meses no ar.

Apresentado por Flávio Barra, o programa faz sucesso em Pernambuco.

Parece que foi ontem, mas fará seis meses no próximo dia 3 de maio que a primeira edição do programa “Agora é Hora” invadia as telas da TV Clube/Record. A atração diária e ao vivo comandada pelo jornalista Flávio Barra, que abandonou a seriedade do consolidado “Jornal da Clube” e mergulhou de cabeça nesse projeto, colhe os frutos da popularidade com audiência respeitável e público fidelizado, que lhe dá a vice-liderança e, não poucas vezes, o primeiro lugar no horário.

Chamado internamente de “CQC pernambucano”, a intenção de misturar jornalismo e entretenimento tem rendido um bom caldo. Na equipe que fica na frente das câmeras, o equilíbrio entre dois jornalistas (Flávio e o repórter Jota Júnior) e dois nomes do entretenimento (a drag Jurema Fox e o vlogger Ni do Badoque). Nos bastidores, um time de profissionais liderado pela diretora Jacqueline Araújo. Mesmo bebendo de várias fontes e referências de levar informação e diversão, o “Agora é Hora” conseguiu em pouco tempo imprimir a sua identidade.

Longe da bancada e do terno e gravata, (re)vemos um Flávio Barra mais descontraído, que remete aos tempos áureos de seus programas de auditório, lembrados pelo grande público até hoje, principalmente quando alguma atração musical aparece no estúdio do “Agora é Hora”. Apesar de ser o seu primeiro trabalho na televisão, o jornalista e repórter goianense Jota Júnior caiu nas graças dos telespectadores (principalmente, do público feminino) e consegue colocar o tom certo nas suas matérias, seja nas factuais ou nas pautas mais humorísticas.

Flávio, Ni, Jurema e Jota: Trupe do "Agora é Hora" foi sensação no Carnaval de Olinda desse ano.

Esbanjando simpatia e (claro) muito bom humor, a drag Jurema Fox (Reyson Santos) dá o “toque feminino” que o programa precisa. Jurema é a que tem mais domínio quando o assunto é “lidar com o povão”, público alvo do Agora é Hora. Tanto nas entrevistas com pessoas comuns, artistas locais e até nacionais, a integrante da Trupe do Barulho não deixa a peteca cair. Ao mesmo tempo, Ni do Badoque se destaca nas matérias de comunidade pelo exagero e a facilidade de fazer o público “embarcar na sua onda”, mesmo quando o objetivo final seja apenas cobrar das autoridades alguma providência nesses lugares.

Com trinta minutos de duração, além dos repórteres, boa parte do humor nas matérias do “Agora é Hora” também se destaca pela criatividade na edição. Com uma linguagem que se aproxima de VT's do “CQC” e “Pânico na Band”, o programa da TV Clube consegue inserir desde memes da internet até recortes dos próprios repórteres, dando uma graça a mais e identidade às reportagens da atração.

O sucesso de Flávio Barra e toda sua equipe nesses seis meses de vida superaram a incerteza que havia no início quando Jeison Wallace deixou repentinamente a TV Clube/Record para voltar à TV Jornal/SBT. O “Agora é Hora” é um grande acerto na emissora da Rua do Veiga e merece ter vida longa nas tardes pernambucanas. O programa vai ao ar de segunda a sexta, às 13h40, no canal 9.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

RG INDICA #54: ROBERTO JUSTUS +

Talk show apresentado pelo empresário estreia nova temporada em novo dia na Rede Record.

Justus deixa as segundas-feiras e passa para os domingos da Record.

No ar desde o dia 12 de março de 2012, o programa “Roberto Justus +” estreia seu quarto ano na Rede Record com mudanças no dia e horário. A partir do próximo dia 11, o empresário e apresentador Roberto Justus passa a comandar sua atração aos domingos, logo após o jornalístico – que também estreia nesse domingo - “Repórter em Ação”, com Celso Freitas.

O talk show era um formato que Justus sempre quis apresentar. Até então, sua experiência televisiva se resumia ao reality show “Aprendiz” e os game-shows “1 Contra 100” e “Topa ou Não Topa”, ambos comandados no SBT após sua primeira saída da Rede Record. Com o “Roberto Justus +”, o programa já teve mais de 120 edições e recebeu mais de 250 convidados.

A atração consiste em trazer um Roberto Justus menos sério para reunir, de um jeito bem informal e descontraído, entrevistados de perfis bem diferentes. A cada semana, um tema será abordado pelo programa. Para complementar e ilustrar os assuntos comentados em estúdio, o apresentador também vai a campo, fazer reportagens e entrevistas em locações externas. O “Roberto Justus +” possui um cenário moderno e interativo, além de uma plateia em formato arena, que fica bem próxima dos convidados.

O "Roberto Justus +" é dirigido por Ricardo Justus, filho do apresentador.

Com a intenção de misturar informação, entretenimento, credibilidade, inovação e curiosidades numa única atração, e agora, no fim de noite dos domingos, “Roberto Justus +” é dirigido pelo filho do apresentador, Ricardo Justus.

Em entrevista ao Portal R7, Roberto disse estar bem feliz com a troca de dia do programa: “É um sonho antigo. Entrando no domingo a meia noite acho que nós temos uma alternativa muito bacana e estou muito esperançoso!”, declarou. Com a mudança, o programa também fica mais tempo no ar, segundo Justus: “Vamos ter um programa com mais arte e uma duração maior, nós tínhamos antes 40 minutos de programa, agora vamos ter 1 hora de arte, então estou muito animado”, completou.

No programa de estreia desse domingo, o “Roberto Justus +” terá como tema “A Hora da Virada” e receberá no palco o jornalista César Filho – o mais novo contratado da Rede Record, que deixou o SBT no fim do ano passado e estreia nesta segunda (12) como apresentador do “Hoje em Dia”, ao lado de Ana Hickmann, que volta para o matinal –, Zilu Godoi, ex-esposa do cantor Zezé di Camargo e Angel K, uma dentista que se tornou funkeira. A atração vai ao ar às 0h15, horário de Brasília.

domingo, 12 de outubro de 2014

RG RELEMBRA #12: ELIANA E ALEGRIA

Neste Dia das Crianças, o RG na TV traz de presente a história de um grande programa infantil.

O programa estreou em 1998, na Rede Record.

12 de Outubro: Dia da Criança! Não existiria ocasião melhor para fazermos o quadro mais nostálgico do RG na TV e relembrar uma grande atração que estreava nesta mesma data, há 16 anos, na tela da Rede Record de Televisão. Estamos falando do “Eliana & Alegria”, o infantil comandado pela apresentadora Eliana, que acabava de chegar na emissora da Barra Funda após deixar o SBT, no ano de 1998.

Na época da estreia, o diretor-geral do programa Fernando Gomes definia que o “Eliana & Alegria” seria em essência, igual aos programas que a loirinha já apresentava no SBT, mesclando educação e diversão. A atração era voltada para crianças em idade pré-escolar e exibido de segunda a sexta, das 9 às 11h. "Não vamos mudar a filosofia que a Eliana implantou no SBT. O programa será recheado de quadros e terá também muitas vinhetas", revelava o diretor em 98.

Outro elemento utilizado na Record que Eliana trazia do SBT era a sua interação com bonecos de fantoche. Um dos exemplos era a Família Alegria, com bonecos que viviam no cenário do programa. Mas a apresentadora só conversava com a família de monstrinhos ao passar por uma passagem secreta na sala montada no cenário, que foi projetado por Marcelo Oka, o mesmo que criou o do infantil "Castelo Rá-Tim-Bum", da TV Cultura. Com isso, entre os personagens recorrentes estava os bonecos Bebê Alegria, Vovô Alegria e Nhoc. Além dos bonecos, completava o elenco o personagem Chiquinho, interpretado por Edílson Oliveira e o anão Pitoco.

Esta foto mostra um pouco do primeiro cenário do programa.

Os desenhos animados também tiveram muito espaço no “Eliana & Alegria”. Na época da estreia, as animações "Garfield", "As Novas Aventuras dos Caça-Fantasmas" e "Arthur" eram algumas das atrações, além do infantil canadense "A Casa de Winzy", também apresentado com bonecos. Ao longo dos anos, outros desenhos fizeram sucesso no programa da loirinha. Como não lembrar das séries clássicas japonesas Jaspion, Ultraman e, claro, o fenômeno Pokémon? Que aliás, foi o grande responsável pelo boom do programa.

Muitos quadros também fizeram sucesso no infantil da Record. “Experiência do Dia”, “Talento Kids” e “Histórias da Natureza” são alguns deles. Grandes atrações musicais também não faltavam no programa. E a medida que o tempo passava, a atração de Eliana crescia a ponto de incomodar a concorrência. No início do ano 2000, começava a se consolidar como líder de audiência no horário com picos de 13 pontos, deixando a Rede Globo, que neste horário exibia o Angel Mix (com Angélica), algumas vezes até em terceiro lugar no ibope. Em 1999, Eliana ganhou o programa dominical na Record “Eliana no Parque”, onde ela fazia gincana com escolas.

O sucesso do “Eliana & Alegria” causou várias alterações na programação da Record, desde dar mais uma hora no ar, quanto transferir a loirinha e sua trupe para as tardes da emissora (alguns desenhos foram transferidos para a manhã), obtendo o mesmo sucesso de público. A crítica de televisão também via com bons olhos a atração, chegando a ser considerado o Melhor Programa Infantil da época.

Eliana fez músicas próprias para os animes Pokémon e Sailor Moon.

Ainda em 2000, o programa estreou novo cenário – com uma imagem em tamanho real da apresentadora que mudava a cada semana – e formato. Foi daí que Eliana também estreou o uso do microfone da cor branca, e inseriu novas brincadeiras. Em 2001, o desenho Pokémon, carro-chefe do “Eliana & Alegria”, começou a dar sinais de desgaste no ibope e no dia 27 de agosto daquele ano, os executivos da emissora tentaram substituí-lo com o anime Sailor Moon, porém, a audiência não foi a esperada.

Com isso, o último “Eliana & Alegria” foi exibido no dia 7 de março de 2003, dando lugar a um novo programa infantil comandado pela loirinha. “Eliana na Fábrica Maluca” estreou três dias depois. No ano seguinte, buscando o público adolescente, foi a vez do programa “Eliana” começar na Record às 15h do dia 15 de março de 2004. Esse projeto, porém, teve menor duração e foi encerrado no dia 12 de outubro daquele mesmo ano (há exatos 10 anos), quando a apresentadora anunciou a sua despedida do público infanto-juvenil para passar a trabalhar para toda a família. Em 2005, ela estreou no dominical “Tudo é Possível”, onde ficou por quatro anos, encerrando seu ciclo na Record em 2009 e voltando para o SBT, onde está até hoje.

Este é o trecho final do último programa Eliana, onde ela se despediu
do público infanto-juvenil.

Infelizmente, o ator e humorista que fazia o Pitoco, Hélio Eduardo Afonso, faleceu em 2009, vítima de uma úlcera. Já Edilson Silva, o intérprete de Chiquinho, está fora das grandes redes de TV desde 2012, quando a Record fechou a Escolinha do Gugu, e atualmente sobrevive de eventos na Bahia, onde mora desde 2007. Hoje, 12 de outubro de 2014, ele revê a amiga Eliana no palco do programa dela no SBT após 10 anos de afastamento entre eles.

Com toda essa trajetória, “Eliana & Alegria” tem sua história registrada aqui no RG na TV. Um programa infantil que marcou época e deixou saudades. Nossas manhãs e tardes foram muito mais felizes acompanhando tudo que essa atração transmitia durante o período que esteve no ar. Feliz Dia das Crianças, pessoal! :)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

RG CRÍTICA #33: PROGRAMA DA SABRINA

Prestes a completar quatro meses no ar, a japa pode comemorar o sucesso da sua atração.

Sabrina Sato tem se saído bem nas noites de sábado da Record.

Espontaneidade. Não existe outra palavra que defina a apresentadora Sabrina Sato diante das câmeras da Rede Record a frente do seu “Programa da Sabrina”. A atração, que estreou no dia 26 de abril, foi uma das grandes apostas da emissora dos bispos em 2014. E o resultado está aí: vice-liderança garantida nas noites de sábado, a partir das 20h30.

Mas para conseguir números mais satisfatórios para o canal, o Programa da Sabrina já passou por algumas mudanças bem nítidas, a começar pelo investimento em matérias externas com a japonesa. Na edição do último sábado (16), foram quase 40 minutos de VT com Sabrina explorando as “Figurinhas do Brasil” em Fortaleza. Bastante à vontade, a morena provou da culinária local num mercado público, conheceu um encantador de calangos e entrou sertão a dentro para conhecer um motoqueiro deficiente visual. Essa tamanha liberdade dada à apresentadora passa uma ligeira impressão de que quase não há roteiro, mas aí é grande mágica: com a japa fora do script, a matéria se torna mais interessante de assistir.

Além do cenário, talvez o único quadro que permanece fixo desde sua estreia é o ótimo “Balão da Sabrina”, uma espécie de arquivo confidencial com um toque mais criativo. Através de uma sequência de imagens que simulam uma viagem de balão, o artista vê depoimentos não só de pessoas queridas suas, como também revê lugares que foram especiais em sua história. No último sábado, o cantor Belo fez a viagem imaginária, levando o pagodeiro a ficar emocionado.

Sabrina recebeu os cantores Belo e Léo Santana no último sábado (16).

Os números de audiência da atração também não consegue ser de todo ruim. De acordo com dados da Rede Record, a média de Sabrina desde a sua estreia é de 7 pontos, contra 5,6 da terceira colocada. Em relação ao mesmo período do ano passado, o 'Programa da Sabrina' registrou um crescimento de 11% no ibope. Cada ponto de audiência equivale a 65 mil domicílios na Grande São Paulo.

Com tanto êxito nas noites de sábado, Sabrina Sato prova que não só consegue fazer sucesso sozinha após sair do Pânico na Band, como também entrega um produto mais interessante e mais família do que o humorístico a qual ela pertencia. E mesmo que muitos críticos de televisão reclamem de detalhes como o tom de voz alterado da japonesa, mesmo com microfone, esse é o jeito espontâneo de Sabrina ser e é assim que o público que a assiste gosta de ver. Essa é a “verrrdade”.

sábado, 5 de julho de 2014

RG PE #08: CLUBE DA CINDERELA

Após pouco mais de um ano na TV Clube/Record, Jeison Wallace e sua trupe comemoram sucesso na nova casa.

Humorístico é sinônimo de sucesso na TV Clube/Record.

O anúncio da contratação de Jeison Wallace, mais conhecido (e eternizado) pela personagem Cinderela, pela TV Clube/Record caiu como uma bomba na televisão pernambucana em 2013. Afinal, foram oito anos na TV Jornal (SBT) onde fez sucesso com o extinto “Papeiro da Cinderela”. O desafio de trocar de casa, que parecia incerta, já se reflete em sucesso em muito menos tempo. Após sua estreia no dia 13 de maio do ano passado, o “Clube da Cinderela” já é um êxito de audiência e faturamento. Um ano e dois meses depois, a equipe do programa tem muitas razões para comemorar.

Mas quais seriam os fatores de tanto sucesso? O primeiro, sem dúvidas, é a protagonista da atração. A personagem Cinderela já é consolidada em Pernambuco. A simplicidade da empregada aliada ao vocabulário escrachado divertem a todos. É impressionante o dom de Jeison Wallace de perpetuar a Cindy sem perder a sua essência, que nasceu nos teatros pernambucanos no início dos anos 90 nos espetáculos da Trupe do Barulho. Os bordões como “Ôxe, Mainha” e “Ô mulé, dá uma pena...” são suas marcas registradas e caíram no gosto do público até hoje.

Outro elemento forte do programa é a sua trupe. Além de trazer todos os atores e parte da equipe de produção – Gugga Macel na redação e Rodrigo César na direção – que trabalhavam no “Papeiro”, na fase da TV Clube, Jeison trouxe caras novas que deram um novo fôlego ao programa. No atual elenco, os maiores destaques são Diógenes de Lima (que arranca risos dando vida ao personagem “Frávio Barra de Jangada”), Vanessa Porto (a Vanvan), Peterson Eloy e Flávio Luiz.

Jeison Wallace comemora sucesso na nova casa.

A liberdade de criação que Jeison Wallace encontrou na TV Clube/Record também pode ser considerada mais um diferencial do Clube da Cinderela. Além de explorar atrações locais (como o ótimo “Jornal da Crube”) e nacionais da casa (a exemplo de “Meu Talento Tá Lento?” [Got Talent Brasil]), eles ainda brincam com produções de outras emissoras, onde já foram parodiadas as novelas “Carrossel”, do SBT e “Amor à Vida”, da Rede Globo.

Um outro quadro que vem fazendo bastante sucesso no programa é “A Chefa Responde”, onde Jeison interpreta a presidente Dilma Rousseff. E mesmo com um papel de teor político, os ingredientes de Cinderela são adicionadas à essa caricatura, deixando-a mais próxima da população pernambucana. Personagens como o “Palhaço Sebozo”, “Jackie Chanha”, e o quadro “Papo de Mãezona” também foram algumas novidades do programa ao longo desses catorze meses no ar.

Uma grande festa celebrou o primeiro ano do Clube, em maio deste ano.

A recompensa de tanto trabalho e dedicação vem em forma de audiência. Segundo dados obtidos com a TV Clube/Record, em maio deste ano, quando completou exatamente um ano na emissora, sua média mensal foi de 8,5 pontos, ou seja, mais de 98 mil casas ligadas por minuto no programa e mais de 129 mil pessoas assistindo a atração por minuto. No mês de junho, o programa especial “Arraial da Cinderela” também garantiu vice-liderança aos sábados, com média de 3,2 pontos e atingindo mais de 273 mil pessoas.

Com todas essas características, o “Clube da Cinderela” vai continuar cumprindo o seu papel de levar para as tardes da TV Clube/Record um programa leve, divertido, e genuinamente pernambucano. Para quem não quer perder, anote: a atração vai ao ar de segunda à sexta, às 13h40, no canal 9.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

RG RELEMBRA #08: QUAL É A MÚSICA? (SBT)

O quadro mais nostálgico do blog conta a história da gincana musical mais divertida da TV brasileira.

"Está na hora de brincar de Qual é a música!", dizia Lombardi no início do programa.

O ano é 1976. Assim que o apresentador Silvio Santos deixou a Rede Globo e resolveu criar a sua própria emissora, a TVS (que se chamaria SBT tempos depois), levaria ao ar, dentro do “Programa Silvio Santos” a versão brasileira do formato “Name That Tune”, que foi batizado em nosso idioma como “Qual é a Música?”. A gincana musical que agitava os anônimos gringos lá fora chegou no Brasil para divertir os próprios artistas e, claro, entreter os telespectadores que, sem dúvida, brincava em casa, sozinho ou com os pais e amigos.

Naquele tempo, os participantes eram divididos por sexo (homens X mulheres) e tinham que mostrar o quanto sabiam de música e, quando não conheciam as respostas, era a vez de Silvio passar a participação para o auditório, que cantava e ganhava prêmios em dinheiro. Foi um dos principais quadros do Programa Silvio Santos durante boa parte dos anos 70 e 80, só perdendo em interesse para o Show de Calouros. Nele também ocorria farta distribuição de prêmios aos fregueses do extinto carnê do Baú da Felicidade.

Ainda naquela época, o programa de uma hora e meia originalmente começava com Lombardi anunciando: "O carnê de mercadorias do Baú da Felicidade, por [valor] milhões de cruzeiros quer saber Qual é a Música?!". Dentro do cenário, havia uma banda ao vivo com três vocalistas e um casal de dubladores. Entre as vocalistas da primeira versão estava a cantora Sula Miranda, que mais tarde se tornaria “a Rainha dos Caminhoneiros”.

O programa começou em 1976, assim que Silvio saiu da Rede Globo.

O programa deixou de ser vitrine do Baú da Felicidade em 1989. A partir desse ano, o Baú passou a fazer promoções diferentes, como os quadros Mina de Ouro, Raspe e Ganhe na TV, A Felicidade Bate à Sua Porta e o Tentação. Nesse meio tempo, o Qual é a Música também foi perdendo a importância dentro do Programa Silvio Santos e saiu do Programa Silvio Santos em novembro de 1991.

E no dia 1º de agosto de 1999, o programa volta repaginado nas tardes de domingo do SBT. Para este revival, houve algumas mudanças no formato do programa. Primeiro, que a competição entre homens e mulheres deu espaço a times mistos. A banda ao vivo também foi colocada nesta nova versão, mas também houve modificações: nas negociações para a volta da atração, Rhony Rays (que fez parte do trio de cantores nos anos 70) conta que as cantoras Kiki e Andressa foram indicações dele ao diretor da nova versão, Luiz Bento, para que integrassem o coral. Kiki já havia cantado no Show de Calouros e Andressa no Raul Gil, anos antes. Segundo Rhony, ele iria voltar ao coral, mas os norte-americanos, donos dos direitos sobre o formato do programa, não queriam ninguém da versão antiga (exceto, claro, Silvio Santos e Lombardi). Josias, então, formou o trio.

Também foi cogitado neste remake o nome de Ronnie Von para apresentar a atração no lugar de Silvio Santos, já que ele é o príncipe da Jovem Guarda e um dos maiores campeões da competição. Mas Silvio preferiu não arriscar e ele assumiu o comando do programa mais uma vez. Em relação ao casal de dubladores, foi assim que conhecemos Ellen Rocche e Felipeh Campos, e ambos conseguiram fazer carreira fora do programa. Completando a banda, o primeiro maestro do “Qual é a Música?” foi Osmar Milani. O famoso Zezinho era apenas o pianista do Leilão das Notas Musicais, chamado por Silvio de Pianista José. Depois, Zezinho passou a comandar a Orquestra. Na montagem dos anos 2000, esse posto foi ocupado por Alairton Assunção, com a aposentadoria do Zezinho.

Nesta foto, já vemos a versão dos anos 90 do "Qual é a Música?"

VAMOS JOGAR?!

O roteiro do “Qual é a Música” era bem definido. Para construir um programa, são necessárias 56 canções. E é nessa sequência de jogos que a competição era feita:

Jogo dos Versos: Toca-se uma música e quando parar tem que continuar. Geralmente, eram 5 músicas para cada grupo. Tinha “recuperação”. Se errassem na primeira resposta, voltava depois de terminar a bateria. Se errassem novamente, o grupo adversário pode responder.

Vitrine Musical: Eram apresentados quatro "produtos", divididos por temas. Cada tema tinha quatro notas: DÓ, RÉ, MI, FÁ. Cada grupo tinha direito a escolher o tema e a nota três vezes. Uma vez para cada grupo. Toca-se uma música correspondente ao produto. Os participantes tinham que dizer o nome da música e quem cantava. Se errasse na primeira resposta, o adversário pode responder.

Relógio Musical: Cada grupo tinha 60 segundos para adivinhar o nome de 6 músicas (ou seja, 10 segundos de cada), ouvindo apenas os instrumentos. Para ajudar, Silvio dizia apenas quem cantava. A equipe podia "passar" duas músicas. Se sobrar tempo, as músicas erradas e passadas podiam ser repetidas. Tinha “recuperação”, seguindo o mesmo sistema do Jogo dos Versos.

Segredo Musical: Cada grupo tinha que adivinhar o nome da música através da leitura de um verso da canção. Eram três segredos para cada um, um por vez. Ex: Time 1 recebia: "Luz que banha a noite". Se não soubesse qual era, passava pro time 2, com um verso a mais: "Luz que banha a noite, e faz o Sol adormecer". Se não adivinhasse, volta para o time 1, agora com três versos: "Luz que banha a noite, e faz o Sol adormecer, mostra como eu amo você". Se não adivinhassem, ninguém marcava ponto.

Vitrola Musical: Cada grupo escolhia um número de 1 a 4, um por vez. Quando escolhiam, ouviam um trecho da música. Eles tinham que adivinhar o título, quem canta e responder uma pergunta, ou sobre a canção ou sobre o artista. Se errassem na primeira resposta, podia passar para o adversário.

Leilão das Notas Musicais: A prova final e a mais importante (e a mais legal!). Cada grupo recebia três dicas para formar o título da música, um por vez. A dica podia formar ou ajudar a formar o nome da canção. Ex: Um sentimento + A quarta letra do alfabeto + O mais famoso produto feito do cacau forma o título dessa música. Antes de responder, eles precisavam dizer "com quantas notas" eles queriam ouvir o maestro e responder. Se pedissem uma nota, é porque geralmente já sabiam. Se pedissem mais de uma, podia passar para a equipe adversária, que pode pedir menos notas ou devolver pra eles perguntando: "qual é a música?", desafiando a equipe a respondê-la. Como era a prova mais importante, cada resposta certa (ou errada) valia 3 pontos. As outras valiam 1 ponto cada.

Em 2013, a Record comprou os direitos do programa e chamou de "Desafio Musical".

Além destes seis jogos, Silvio Santos ainda colocou nessa nova versão o “Não Erre a Letra”. Que entre um jogo e outro, os integrantes eram a desafiados a cantar qualquer música de sua escolha, desde que não errassem a letra da canção. Se isso acontecia, o auditório vaiava, fazia barulho e se ouvia um pato “zombando” do participante. Se passassem por esta prova, era mais um ponto para a sua equipe.

O “Qual é a Música” teve grande sucesso enquanto esteve no ar nas tardes de domingo, apesar de algumas pausas e reformulações. Nesse tempo, uma versão em tabuleiro e em CD-ROM foram comercializados pelo SBT. Em maio de 2008, o programa foi extinto e reduzido a um pequeno quadro dentro do “Programa Silvio Santos”. O trio de cantores Andressa, Kiki e Josias estão lá até hoje. Em fevereiro deste ano, os direitos do formato foram comprados pela Record e a atração foi chamada de “Desafio Musical” dentro do Programa do Gugu, na tentativa de reverter a baixa audiência. Infelizmente, a aposta não deu certo e foi encerrada junto com o programa inteiro no último dia 09 de junho.

Sinto falta de brincar em frente a TV dessa gincana musical bastante divertida, e nada mais justo que registrar essa lembrança aqui, no nosso #RGRelembra. Assista abaixo uma edição do programa na íntegra, que teve participação da saudosa (e gracinha!) Hebe Camargo:

domingo, 23 de junho de 2013

RG INDICA #45: SÉRIE “O PREÇO DA COPA”

Jornal da Record monta uma série de reportagens para desvendar quanto o país está gastando para arcar com a “festa”.

Série do Jornal da Record vai discutir assunto atual e polêmico.


  Quem não perde um telejornal diário sabe que além das notícias chamadas factuais – que aborda os fatos que aconteceram durante o dia corrente – também se exibem reportagens especiais, com assuntos factuais ou não, que possuem um cuidado maior, um tempo de preparação maior, uma produção maior. Geralmente, essas reportagens são divididas em várias partes, criando uma pequena série que é exibida ao longo da semana. No Jornal da Record não é diferente. O jornalístico apresentado por Celso Freitas e Adriana Araújo exibe as notícias do dia e, volta e meia, abre espaço para as séries de reportagens que discutem assuntos de grande repercussão no Brasil. E na próxima segunda-feira (24/06), o JR apresentará a série “O Preço da Copa”, que investigará os gastos do país para preparar os grandes torneios mundiais – Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014 – organizados pela Fifa.
  O principal telejornal da Record concorre com seu arquirrival global, o Jornal Nacional, mas faz questão de colocar que seu jornalismo é “sem máscaras e imparcial”, e pretende todos os dias levar a notícia mais pra perto do telespectador. Além disso, a equipe de repórteres, cinegrafistas, editores e toda a equipe técnica, se empenham em fazer um jornal para que o público possa confiar. O Jornal da Record, além de ser exibido para todo o Brasil, também alcança 150 países, que acompanham em simultâneo, através da Record Internacional.

Adriana Araújo e Celso Freitas são os âncoras do JR.

  Sobre os apresentadores, é interessante lembrar que Adriana Araújo, que divide atualmente a bancada com Celso Freitas, reassumiu a bancada do JR há pouco tempo, logo depois que Ana Paula Padrão deixou a emissora após comandar o jornal por quatro anos, em março deste ano. Quando Padrão chegou na Record, Adriana se tornou correspondente da emissora em Nova York e depois em Londres. Em algumas edições, durante a Olimpíada do ano passado, as duas dividiram a bancada do Jornal da Record. Com sete anos de casa, a atual âncora do JR também participou das mais importantes coberturas jornalísticas e esportivas dos últimos tempos da emissora e ainda apresentou o "Domingo Espetacular".
  O currículo de Celso Freitas também é vasto. Com mais de 35 anos de experiência, iniciou a carreira no rádio, em Santa Catarina. Celso esteve a frente de grandes programas jornalísticos da TV líderes de audiência. É um profissional multimídia antenado com os avanços da tecnologia, e vem desenvolvendo soluções de comunicação empresarial seja na criação, apresentação e produção. Na Record desde 2004, além do Jornal da Record também ancorou o Repórter Record, além de mediar os principais debates eleitorais e apresentar alguns especiais de fim de ano da emissora.

Só neste mês, três séries já foram ao ar no Jornal da Record.

  As séries de reportagens que o Jornal da Record exibe são um destaque a parte. Para se ter ideia, neste mês de junho já foram exibidas três séries, que abordaram temas bem pertinentes: “Favela ou Comunidade?”, mostrou como o bairro de Paraisópolis, em São Paulo, se expandiu, mostrando curiosidades e histórias destes moradores. Já “Medo da inflação” trouxe como os brasileiros estavam enfrentando os reajustes de preço. A mais recente foi a série de cunho histórico “As crianças e a tortura”, que desvendou a história de crianças que foram vítimas da ditadura. 
  “O Preço da Copa” promete ser mais uma série bem interessante do Jornal da Record, já que trará um assunto que está sendo muito discutido atualmente. Em seis reportagens, que serão exibidas entre segunda (24) e sábado (29), eles pretendem revelar o preço que o Brasil está pagando para sediar os torneios organizados pela Fifa, mostrando o impacto econômico das obras para a população brasileira. Tudo isso no meio da Copa das Confederações e a um ano da Copa do Mundo. Não dá para perder. O Jornal da Record vai ao ar de segunda a sexta às 20h30 e aos sábados às 20h.

Veja o teaser da série “O Preço da Copa":

sexta-feira, 14 de junho de 2013

RG RELEMBRA #05: A ESCRAVA ISAURA (RECORD - 2004/2005)

A novela que marcou a retomada da teledramaturgia da Record ficou marcada como uma das melhores da emissora.

A Record apostou em uma nova versão de um sucesso da Globo.

   Baseada na obra literária homônima escrita por Bernardo Guimarães, foi no ano de 2004 que a Rede Record voltou a investir na produção própria de novelas com “A Escrava Isaura”. A trama antecessora, “Metamorphoses”, tinha saído como um fiasco na época, mas era uma produção terceirizada. Apesar de ser uma novidade, o folhetim tinha um quê de remake (regravação), já que há exatos 28 anos naquela época, a Rede Globo havia feito a sua versão para o romance, que foi adaptado por Gilberto Braga. Na versão dos anos 2000, quem assinou o texto foi Tiago Santiago e Anamaria Nunes, com colaboração de Altenir Silva. A novela estreou no dia 18 de outubro no horário das sete da noite.
   A versão global é um grande marco na teledramaturgia brasileira, mas a Record teve o cuidado de diferenciá-las ao máximo. Para isso, fez questão de divulgar que a versão deles seria mais fiel ao livro de Bernardo Guimarães, o que não aconteceu exatamente com a novela escrita por Gilberto Braga. Mas ainda sim, o diretor da trama da Record foi o mesmo que dirigiu a trama na Globo nos anos 70, Herval Rossano.

Bianca Rinaldi na pele de Isaura.

   Na sinopse, a novela conta a história de Isaura (Bianca Rinaldi), que nasceu em 1835, na fazenda do comendador Almeida (Rubens de Falco), em Campos dos Goitacazes, no Rio de Janeiro. Ela é filha da bela Juliana (Valquíria Ribeiro), escrava do comendador, e do feitor da fazenda, Miguel (Jackson Antunes). Juliana morre pouco depois do parto e Isaura é educada e criada por Gertrudes (Norma Blum), mulher do comendador, que sempre quis ter uma filha. Apesar da excelente educação e de ter a pele clara, Isaura é escrava do comendador, por ter nascido filha de sua escrava.
   Em 1854, Isaura tem 19 anos e é uma bela casta donzela. Tudo se complica na vida dela quando volta para a fazenda o jovem senhor Leôncio (Leopoldo Pacheco), filho do comendador, que desenvolve uma paixão louca pela escrava. Leôncio é obrigado a se casar com Malvina (Maria Ribeiro), filha do rico coronel Sebastião Cunha (Paulo Figueirêdo), mas mesmo assim tenta seduzir Isaura, querendo que ela seja sua amante. Entretanto, todas as tentativas e propostas de Leôncio são sempre rechaçadas pela escrava branca.


Leopoldo Pacheco fez o Brasil ter raiva do "crápula do Leôncio".

   Gertrudes sempre tem muita vontade de dar a liberdade à sua querida Isaura, mas morre antes de conseguir realizar este objetivo. Pouco depois da morte de Gertrudes, o comendador Almeida também morre. Leôncio queima o testamento onde ele deixava a alforria para Isaura e torna-se assim o dono da escrava. A vida de Isaura se transforma num inferno.
   Para fugir das investidas e ameaças de Leôncio, Isaura foge com seu pai e assume a identidade de Elvira. Numa chácara perto de São Paulo, vive um novo amor com o abolicionista Álvaro (Théo Becker). Mas numa festa de gala, Isaura é desmascarada. Mais sofrimento vem pela frente até Álvaro descobrir que Leôncio está falido. Leôncio, então, perde tudo para Álvaro e acaba assassinado.
   Além dos personagens principais – com as atuações formidáveis de Bianca Rinaldi e Leopoldo Pacheco, tido como revelação do ano de 2004 –, destaco três coadjuvantes deixaram a sua marca na novela. São eles: Éwerton de Castro, Patrícia França e Mayara Magri. Éwerton foi impecável na pele do horrendo Belchior. Patrícia dispensa comentários, pois ela preencheu a tela com propriedade e divertiu bastante vivendo a ambiciosa escrava Rosa. Já Mayara Magri encantou como Tomásia. Era impossível não vibrar quando ela enchia a boca para falar o seu bordão: “o crápula do Leôncio”.

Lucélia Santos (1976) e Bianca Rinaldi (2004): as escravas Isauras

   Para viver Isaura, a ex-paquita (e loira) Bianca Rinaldi, usou lentes de contato castanhas e cabelos escuros, ficando muito semelhante à atriz Lucélia Santos, que fez o mesmo papel na Globo. Cada um dos capítulos dessa nova versão custaram cerca de R$150 mil.
   Uma das curiosidades da trama da Record é que não foi apenas o diretor que participou da primeira versão da novela na Globo em 1976. Os atores Rubens de Falco e Norma Blum também estavam lá. Rubens fez o Leôncio na época, e Norma interpretou Malvina. Outro ponto em que as duas se igualaram foi na abertura. Ambas usaram as imagens de Debret, artista que pintou a escravidão brasileira da época. A música “Retirantes”, composta por Dorival Caymmi e Jorge Amado – mais conhecida por todos pelo “lerê, lerê” – também esteve nos dois folhetins, mas a Globo a usou na abertura e a Record, como trilha sonora para o tema dos escravos. O CD lançado com as músicas da novela continha 12 músicas e, além de “Retirantes”, canções como “Luz do Sol Que Clareia a Terra” (tema de abertura), “Nem Às Paredes Confesso” (interpretada por Fafá de Belém) e “Jardim da Fantasia” (do ator da novela Jackson Antunes) davam mais beleza à trama. Mas o maior sucesso musical do folhetim foi a canção “Sinônimos”, cantada por Chitãozinho & Xororó e Zé Ramalho. Esta música embalava o casal Isaura e Álvaro e foi um dos grandes hits radiofônicos da época. (mate a saudade dessa linda música na parte direita superior do nosso blog)

O CD da novela foi sucesso de vendas.

   A trama caiu nas graças do grande público e trouxe uma audiência considerável para a Record. “A Escrava Isaura” aproveitava a má fase do horário das sete na Globo, que exibia o fiasco “Começar de Novo”. Por causa disso, volta e meia conquistava o segundo lugar na audiência, batendo o SBT, que costumava ser vice-líder. Nos seis meses que ficou no ar o folhetim registrou 12,8 pontos de média geral e 20,6% de share, o que significa que de 100 televisores ligados no horário, 20,6 estavam sintonizados na emissora dos bispos.
   A novela chegou ao fim no dia 30 de abril de 2005 com uma audiência invejável além-Globo: média de 19 pontos e picos de 23. Vale lembrar que o êxito da trama superou a previsão inicial de ter 100 capítulos, assim como a Globo fez, e subiu para 140, e logo após, mais 27, encerrando então com 167 capítulos ao todo. Tiago Santiago ainda conseguiu instigar o público criando um “Quem matou Leôncio?”, chegando a gravar vários finais para o último capítulo. E nesta primeira exibição, o capataz de Leôncio, Seu Chico (Jonas Mello) foi o assassino. (Assista o final dele aqui)
   O sucesso da trama foi tamanho que, a exemplo da versão feita com Lucélia Santos na Globo, outros países queriam exibir o folhetim da Record. Após o fim da novela, Bianca Rinaldi começou um tour pelo mundo para lançar a história nos lugares para onde foi vendida. A primeira parada foi Venezuela. Depois a atriz divulgou a novela em Portugal, Índia, Paraguai, Colômbia, Uruguai, Argentina e Chile, que aliás, já foi até reprisada pelo tamanho sucesso em terras chilenas.


Sucesso internacional: Veja como é a dublagem da novela em espanhol.

   Aqui no Brasil, “A Escrava Isaura” também já foi reprisada. A primeira foi ainda em 2005, oito meses após o encerramento da novela. E usando os finais alternativos gravados, no segundo “Quem matou Leôncio?” descobrimos que foi a Rosa, em junho de 2006 (veja o final dela aqui). A segunda reprise aconteceu em 2007, de forma compacta, sem surpresas no final.
   “A Escrava Isaura” deixa saudades pela beleza da trama e o grande envolvimento do elenco, que nos brindou com brilhantes atuações. A boa fotografia e trilha sonora também impressionavam a cada capítulo. A Record se orgulha até hoje pelo êxito dessa novela, que fez com que a emissora investisse mais em teledramaturgia, e conseguisse emplacar alguns outros sucessos no gênero nos anos seguintes. Mas “A Escrava Isaura” é, na minha opinião, a melhor novela desta emissora até hoje. #saudades

BÔNUS DO RG: Reveja a abertura completa da novela, exibida apenas nos primeiros capítulos, mas que depois foi cortada ao longo da exibição para menos de 1 minuto: