RG CRÍTICA #42: A EXCITANTE VOLTA DE 'AMOR E SEXO'

Fernanda Lima e companhia estrearam nova temporada em novo dia e horário na Globo. O resultado foi bom para todos nós!

RG INDICA #60: LEITURA DINÂMICA

Revista eletrônica da RedeTV! mostra que existe vida para programas desse gênero além dos domingos.

RG CRÍTICA #41: RETROSPECTIVA 2015

Confira o que foi destaque na TV aberta neste ano.

RG INDICA #59: ESPECIAL DE NATAL 2015

Confira a programação especial da TV aberta para celebrar a noite de Natal.

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sexta-feira, 31 de julho de 2015

RG RELEMBRA #16: TERRITÓRIO LIVRE

O RG está de volta remexendo o baú da TV brasileira pra falar de um reality show da Bandeirantes que poucos lembram que existiu.

Misturando vários programas de sucesso da época, "Território Livre" foi uma grande novidade da Band no ano 2000. 

Imaginem um grupo de pessoas desconhecidas, disputando um grande prêmio, com eliminações a cada programa e votação do público no começo dos anos 2000. Quem acha que estou falando do Big Brother Brasil, está absolutamente errado! Casa dos Artistas? Muito menos. Pois é, poucos ouviram falar dele, mas o primeiro reality show desse estilo que já conhecemos de cor e salteado não começou na Globo, tampouco no SBT. Foi a Band que trouxe a novidade primeiro através do programa “Território Livre”, apresentado pela bela Sabrina Parlatore.

Tudo começou ainda no ano 2000, quando a Bandeirantes percebeu a grande repercussão que a Rede Globo teve quando colocou doze desconhecidos numa ilha deserta para fazer o marcante reality “No Limite”, comandado por Zeca Camargo. A emissora paulista decidiu então, apostar num formato semelhante, mas com o intuito de “trazer a 'vida real' para a TV”, transformando pessoas comuns em celebridades instantâneas. Numa mistura de “No Limite” com a série comportamental “20 e poucos anos” da extinta MTV e uma pitada de “Você Decide” (também da Globo), eles contrataram a VJ de maior sucesso da MTV naquela época, Sabrina Parlatore, e confiaram a ela a missão de apresentar o “Território Livre”, que entrou no ar em 23 de outubro daquele mesmo ano, no horário das 6 da noite, com 1 hora de duração, de segunda à sexta.

"Território Livre" foi o primeiro programa de Sabrina após deixar a MTV, no ano 2000.

O programa funcionava da seguinte maneira: A cada duas semanas, conhecíamos um grupo de oito jovens, de origens distintas, de 18 a 25 anos, que não se conheciam. Eles eram apresentados ao público, mostrando um pouco de seu dia-a-dia, dando depoimentos e passando a conviver algumas horas por semana, participando de provas de resistência física, testes de conhecimento e equilíbrio psicológico. Aos poucos, conforme o desempenho e a escolha de seus companheiros, iam sendo eliminados, até restar o grande vencedor, que levava para casa R$ 7.000 (isso mesmo, só SETE MIL REAIS!) em prêmios de sua escolha. Não havia confinamento, mas havia o “loft” da Sabrina, onde o grupo se reunia ao vivo e assistia às provas gravadas anteriormente. Não havia confessionário, mas havia o “parlatório”, onde cada participante entrava acompanhado apenas pela apresentadora para "desabafar" sobre o relacionamento com os outros concorrentes e indicar um para ser eliminado, assim como era no "portal" de "No Limite".

A “novidade” naquela época, era que o público de casa escolheria quem seria expulso do programa, através do telefone e Internet, que também engatinhava naquele tempo. A atração foi criada e dirigida por Luiz Paulo Simonetti, que comandou o exitoso programa “H”, do Luciano Huck, no mesmo canal. A audiência era modesta, mas boa para o nível da Band, que antes marcava 1 ponto no horário. Com o “Território Livre”, eles chegavam a 3,5 pontos com picos de 5. Ainda sim, o programa teve vida curta na emissora do Morumbi saindo do ar ainda no final do primeiro semestre de 2001. Com isso, Sabrina acabou assumiu a frente do “Superpositivo”, comandado por Otaviano Costa, que deixava o canal na mesma época após assinar contrato com a Rede Record.

Se até hoje a gente não lembra dos nomes desses participantes anônimos de reality show, recordar de alguém do “Território Livre” chega a ser uma missão impossível. Mas fica aqui o registro de que esse programa antecipou um estilo de reality show que viria a ser tendência, uma febre e, para aqueles que odeiam, uma praga que a TV aberta brasileira volta e meia empurra em sua programação em busca de audiência, repercussão e, principalmente, faturamento para seus cofres.

Veja a chamada de estreia do programa:

sexta-feira, 22 de maio de 2015

RG INDICA #57: COZINHA SOB PRESSÃO

Reality show culinário do SBT está na sua segunda temporada e mostra que cozinhar não tem glamour nenhum.

"A cozinha do inferno" brasileira mostra que não é fácil ser chef hoje em dia.

A gourmetização da gastronomia passa longe do programa “Cozinha Sob Pressão”, no SBT. Enquanto muitos enxergam o hábito de fazer comida uma arte e/ou algo simples e prazeroso, neste reality show os telespectadores percebem que “o buraco pode estar (muito) mais embaixo”. Apresentado pelo chef de personalidade forte Carlos Bertolazzi, a segunda temporada da versão brasileira de “Hell's Kitchen” estreou no último dia 25 de abril e é exibido semanalmente nas noites de sábado, às 21h30.

Diferente da proposta do MasterChef (Band), que pretende revelar um novo cozinheiro, o “Cozinha Sob Pressão” trabalha com pessoas profissionais da área, mas num clima de muita competição. Neste segundo ano, o programa agora tem 16 participantes (na primeira teve 14) para disputar o prêmio máximo de 100 mil reais em barras de ouro.

O reality tem a seguinte dinâmica: Num primeiro momento, os concorrentes estão divididos em duas cozinhas, "Azul" e "Vermelha". A cada episódio, as equipes preparam pratos propostos pelo Bertolazzi e precisam convencê-lo de que sabem bem como lidar com a pressão de uma cozinha de um restaurante profissional. Os vencedores das provas podem curtir uma folga, enquanto os perdedores enfrentam duras tarefas. Para completar, os grupos também têm de servir o restaurante do “Cozinha Sob Pressão”. Em todo episódio, os participantes executam um jantar especial para 40 pessoas e lidam com a tensão porque o chef não aceita nada menos que um trabalho de excelência. E com dois participantes a mais neste ano, Bertolazzi poderá eliminar dois ou até mesmo quatro concorrentes de uma só vez.

Descendente de italianos, paciência é que o mais falta ao chef paulista e apresentador do reality, Carlos Bertolazzi. #tenso 

Quatro participantes, dois de cada time, já deixaram a competição nesta temporada: Nathalia Vergili, Esther Magalhães (ambas do time Vermelho), Mario Amorim e Igor Martins (time Azul). Nesta semana, vai ao ar o quinto episódio do reality, que é um formato da ITV, com produção nacional da FremantleMedia (responsável por programas como “Ídolos”, “Mega Senha” e “O Aprendiz”).

E mal começou esta segunda edição, a terceira temporada de “Cozinha Sob Pressão” já foi encomendada pelo SBT. Mesmo com audiência na casa dos 5 pontos, o programa é recheado de anunciantes e tem boa repercussão nas redes sociais. Segundo a coluna Outro Canal, a atual temporada chega ao fim em julho, quando dará lugar ao "Bake Off Brasil - Mão na Massa", uma competição entre confeiteiros amadores, que será ancorada pela jornalista recém-contratada Ticiana Villas Boas. E depois deste, voltaria o "Cozinha Sob Pressão" ainda em setembro.

Para quem gosta de ver cozinheiros à flor da pele, sem dúvidas, este reality show é um verdadeiro prato cheio, com direito a muita torta de climão. Que vença o melhor!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

RG INDICA #56: SUPERSTAR – SEGUNDA TEMPORADA

Segundo ano do reality musical comandado por Fernanda Lima voltou repaginado desde o trio de jurados até o cenário do programa.

Nova temporada do programa chega repleto de modificações.

Depois de estrear no ano passado com relativo sucesso nas noites de domingo, o reality show musical “Superstar” – exibido na Rede Globo – iniciou sua segunda temporada no último dia 12 de março. Repleto de novidades, a atração trouxe uma nova bancada de jurados, um cenário mais colorido, outra comunicação visual e até uma nova repórter para interagir com os apresentadores Fernanda Lima e André Marques. Sob o comando geral do diretor Boninho, o programa continua sendo exibido nos final das noites de domingo, logo após o “Fantástico”.

 A Globo anunciou o interesse em produzir o reality no início do ano passado. O formato é gringo, mais precisamente, israelense. Originalmente, o atração se chama “Rising Star” e foi criado pela produtora Keshet DCP. Com apenas duas semanas no ar, um canal francês já tinha comprado o formato. Depois foi a vez de Portugal, Itália, Rússia, Hungria, Alemanha e dos Estados Unidos adquirirem os direitos para produzirem o programa. No fim das contas, a batalha de bandas musicais quebrou o recorde de reality show mais vendido em menos tempo. Pelo menos 25 países já tinham adquirido o formato até março do ano passado.

Investindo nas canções autorais e numa voz forte, a banda "Malta" venceu o primeiro Superstar.

Em abril de 2014, a Globo exibiu a sua versão brasileira de “Rising Star”. Fernanda Lima, André Marques e Fernanda Paes Leme comandaram a atração. A performance dos músicos era avaliada pelo trio de jurados ecléticos: Dinho Ouro Preto, Fábio Júnior e Ivete Sangalo. A inscrição para participar do programa foi aberta ao público dois meses antes no site da emissora e/ou por correio. Grupos de diferentes vertentes fizeram da primeira fase da atração um balaio musical. O público e o júri assistiram a apresentações de rock, reggae, tecno-brega, samba, pagode, pop, forró, entre outras. E treze domingos depois, o público aclamou a banda paulista de pop-rock “Malta”, como campeões daquela edição.

Agora, em 2015, o programa passou por uma grande reformulação, começando pelos jurados. A cantora Sandy substituiu Ivete Sangalo; Thiaguinho e Paulo Ricardo também integram a bancada no lugar de Fábio Junior e Dinho Outro Preto. A atriz Fernanda Paes Leme também deixou o reality, entrando a apresentadora Rafa Brites como repórter. O cenário e a logomarca do reality também foram modificados. A estreia desse segundo no "SuperStar” no último domingo (12) teve 13 pontos no Rio (dois a menos do que no ano passado), e 12 em São Paulo (mesmo índice marcado em 2014).

Com nova repórter e novo trio de jurados, quase tudo mudou na nova temporada do programa.

O calendário da segunda temporada, também com novidades, funcionará da seguinte forma: A primeira fase é das “Audições” (de 12/04 a 10/05), onde as bandas se apresentam e o objetivo de cada uma é atingir 70% da preferência do público ou mais, que vota pelo aplicativo ou no site do reality. Depois de cinco semanas, 24 grupos seguem no SuperStar. Cada padrinho (jurado), com oito conjuntos musicais. No “Superpasse” (de 17/05 a 31/05), cada padrinho escolhe uma banda do seu time para passar direto para a terceira fase. Após três semanas, 18 grupos seguem na competição. A terceira fase será o “Superfiltro” (de 07/06 a 21/06), em que cada padrinho entra nesta fase com seis conjuntos, eliminando a metade delas ao longo de três semanas. “Top 9” (28/06) é a antepenúltima etapa, onde nove bandas se apresentam e apenas 7 ficam na disputa. A semifinal é no “Top 7” (05/07), onde apenas três conjuntos irão para a grande final, marcada para o dia 12 de julho, sempre ao vivo.

Mesmo com dia e horário nada confortáveis mais uma vez, o “Superstar” é uma boa opção para quem quer ouvir novas vozes e músicas novas. Onde, certamente, você se identificará com o som de alguma banda. #RGRecomenda :)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

RG INDICA #51: MASTERCHEF, COM ANA PAULA PADRÃO

Estreando na área do entretenimento, jornalista comanda reality show culinário na Band a partir de setembro.

Ana Paula Padrão nas primeiras gravações do MasterChef.

Reconhecida pelo alto gabarito jornalístico, Ana Paula Padrão volta à TV aberta com um projeto diferente do habitual. Após intensas negociações, a jornalista aceitou a proposta da Rede Bandeirantes de Televisão e irá comandar o reality show “MasterChef”, com estreia prevista para o dia 02 de setembro, às 22h45 da noite.

Ana Paula estava fora da televisão desde sua saída do Jornal da Record, em 2013. A jornalista trabalhou na Globo por 25 anos e também teve uma passagem histórica pelo SBT em 2005, quando reestruturou o departamento de jornalismo do canal. Há muito tempo, Padrão dizia que quer fazer televisão, sem ser apresentando um jornal na bancada. E ela parece bastante empolgada com o novo programa: "O MasterChef é um formato que mistura entretenimento com uma dose boa de realidade. Então, ele me deixa confortável e foi por isso que eu topei. Eu acho que, primeiro, vou me divertir muito fazendo. Segundo, é um bom treinamento, é uma boa fase de passagem do Jornalismo para o Entretenimento. Os competidores estão ali de verdade, dando seu melhor, executando uma função para chegar a um prêmio. Então não é apenas um reality, é um talent. Tem uma dose muito boa de verdade, me deixou à vontade pois se parece comigo", explicou.

Sobre o formato do programa, “MasterChef” pretende misturar talento, criatividade e paixão por comida em um só lugar. A atração já foi vista por mais de 250 milhões de telespectadores em 200 países como Austrália, Estados Unidos e Portugal. Ao longo de 17 episódios semanais, o reality vai transformar um cozinheiro amador em um chef profissional. O grande vencedor ganhará um prêmio de R$ 150 mil, um Fiat Fiorino refrigerado e um curso de três meses na Le Cordon Bleu, em Paris.

Ana Paula (dir.) com os três chefs que irão auxiliá-la no reality.

Além da Ana Paula Padrão, três renomados chefs de cozinha vão julgar os pratos preparados pelos candidatos. São eles: Erick Jacquin, Henrique Fogaça e Paola Carosella. No campo da publicidade, o programa estreia com todas as suas cotas de patrocínio vendidas para Carrefour, Danubio, Fiat e Oster. A rede de massas Spoletto fará ações de merchandising no programa, enquanto a marca Mr. Músculo será a patrocinadora do top de cinco segundos. Consul e Tramontina também garantiram a participação com inserções visuais.

O contrato de Ana Paula Padrão com a emissora do Morumbi vai até metade de 2015, o que também garante a presença da jornalista em outros projetos da casa, como a cobertura das Eleições 2014. Segundo a própria, ela será apenas mais uma, e não deve tirar o espaço de ninguém. Os debates com presidenciáveis e com os candidatos ao governo de São Paulo, por exemplo, continuarão sendo feitos por Ricardo Boechat.

CONTRA-ATAQUE – Na onda do novo projeto de Ana Paula Padrão, Silvio Santos também tem um projeto para esquentar as panelas do SBT. Segundo a colunista Keila Jimenez, o canal planeja lançar nesse segundo semestre a versão nacional de “Hell’s Kitchen”, famosa por ser apresentada originalmente por um dos chefs mais mal-humorados do mundo, Gordon Ramsay. Assim como o “MasterChef”, “Hell’s Kitchen” testa as habilidades culinárias dos participantes. O formato, também difundido em vários países, é uma criação da Fremantle Media e deve estrear com o título “Sob Pressão”. A edição nacional do programa seria comandada pelo chef Jefferson Rueda (o Jeffinho), do restaurante Attimo, e pode ir ao ar aos domingos.

Confira um pequeno teaser do MasterChef: