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Fernanda Lima e companhia estrearam nova temporada em novo dia e horário na Globo. O resultado foi bom para todos nós!

RG INDICA #60: LEITURA DINÂMICA

Revista eletrônica da RedeTV! mostra que existe vida para programas desse gênero além dos domingos.

RG CRÍTICA #41: RETROSPECTIVA 2015

Confira o que foi destaque na TV aberta neste ano.

RG INDICA #59: ESPECIAL DE NATAL 2015

Confira a programação especial da TV aberta para celebrar a noite de Natal.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

RG CRÍTICA #22 - CQC 200: A BAGAÇA CONTINUA FUMEGANTE?

O “resumo semanal de notícias” celebra 200 programas na próxima segunda. Há razões para comemorar?

CQC: 4 anos, 200 programas, muitas mudanças.

   Foi no dia 17 de Março de 2008 que o “Custe o Que Custar – CQC” estreou na tela da Rede Bandeirantes de Televisão. De formato argentino (“Caiga Quién Caiga” [Caia quem caia]) e em parceria com a EyeWorks/Cuatro Cabezas, aqueles homens vestidos de preto, em sua maioria comediantes, começavam a nos surpreender nas noites de segunda, com seu formato de jornalismo com entretenimento, além do toque ácido e crítico de suas matérias e/ou comentários. Na próxima segunda (01/10), eles vão exibir o programa de número 200. E o que podemos dizer é que de 2008 à 2012, o “CQC” mudou bastante.
   A começar pela sua bancada de apresentadores. A apresentação principal, feita por Marcelo Tas, ainda não foi modificada. É isso mesmo que você leu: AINDA! Em recente entrevista à Fernanda Young, o capitão do barco tem deixado claro a vontade de encerrar o ciclo: “Acho que, no CQC, em mais um ano eu me divirto também. Foi a conversa que tive com eles. Falei: 'olha, acho que mais um ano está bom, já dei minha contribuição'. Eu não tenho apego. O CQC é um projeto que está dando certo, mas se eu tiver que sair, saio com muita alegria e sei que tem gente que vai tocá-lo.”. Tas é o único do elenco que consegue unir, de fato, inteligência com o bom humor, e o seu modo de comandar a atração é singular. Se ele, de fato, sair em 2013, o CQC pode perder bastante.
   Ainda na bancada, tem o Marco Luque, que divide a apresentação com o Tas desde a estreia. Seu humor pastelão (e lento, até) conquista os telespectadores com tiradas bobas. Seu talento fez com que a Band investisse em um programa solo para ele - “O Formigueiro” - que não foi uma boa experiência para a emissora. Já o terceiro elemento da bancada poderia (ou deveria?) ser ainda o Rafinha Bastos. Mas o desentendimento dele com a equipe do programa e a própria Band em setembro do ano passado – que acarretou em sua demissão – fez com que se perdesse a pessoa que tinha os comentários mais ácidos e perspicazes, que também chamou a atenção da emissora do Morumbi e havia lhe dado um programa solo: o jornalístico “A Liga”, que está no ar até hoje, com relativo sucesso, mas que também perdeu a apresentação após essa confusão que todo o Brasil acompanhou. Não lembra? Clique aqui. Hoje em dia, a acidez de Rafinha deu lugar à “delicadeza” do “Pequeno Pônei”, Oscar Filho, que também herdou o comando do quadro de maior sucesso e mais bem feito do programa: O “Proteste Já”.

Filho, Tas e Luque: a atual bancada do CQC.

   Mas não é só da bancada que o programa sobrevive. Os repórteres tem feito a diferença e dado a cereja no bolo que o programa precisa. Danilo Gentili foi um dos primeiros repórteres do programa. Sua ousadia e pensamentos rápidos nas entrevistas também se destacaram a ponto de também alçar um voo solo na Band no comando no “Agora é Tarde”. Uma outra decisão acertada, já que este talk-show tem tido uma repercussão muito positiva. Tal sucesso fez com que ele deixasse o programa, mas não abalou tanto quanto a saída conturbada de Rafinha. Felipe Andreoli é outro que conquistou seu espaço. Ele consegue deixar as pautas esportivas do CQC muito mais interessantes. Hoje, ele também comanda um programa solo na emissora dos Saad, o esportivo “Deu Olé”, nas tardes de sábado. Rafael Cortez nos chama atenção por seu comportamento, digamos, peculiar. Ele mostra muito jogo de cintura perante as câmeras e é um dos mais pastelões depois de Luque.
   Ao longo desses quatro anos de existência, vimos o nascimento de três repórteres que já entraram quando o programa estava no ar. Em 2009, após uma seleção aberta ao público e superar 28 mil inscritos, surge a primeira mulher repórter do programa: a belíssima Monica Iozzi. Monica é um grande achado do CQC. Seu sotaque e agilidade de pensamento, alinhado à sua beleza, quebra um pouco o peso dos repórteres machões com a delicadeza na medida certa. Suas matérias políticas e de celebridades são as de maior destaque. Em 2011, aproveitando a saída de Rafinha, o programa estreou Maurício Meirelles, que saía do humorístico “Legendários”, da Record. Sua troca foi mais do que bem sucedida, e é um dos que mais rápido se adaptaram ao formato do programa.


Ronald Rios: o mais novo no programa, ainda está se adaptando.

   A mais recente aquisição foi o Ronald Rios, ex-apresentador da MTV. Ele estreou em 2012 e ainda tenta se encaixar no programa. A ele ainda falta a agilidade que o programa tanto precisa para nos entreter nas quase três horas que o “CQC” fica no ar. E assim, repórteres e apresentadores, juntamente a quadros consagrados como o “Proteste Já”, “CQTeste”, “CQC no Congresso” e o tão esperado “Top Five da TV Brasileira” já marcaram a história da televisão com seu humor ácido, inteligente e muito divertido.
   A audiência do programa sempre foi modesta, alcançando facilmente o terceiro lugar. Mas neste ano em questão, uma queda foi percebida. Seria o desgaste do formato, embora ele funcione por temporadas? Uma das razões seria o horário tardio que o programa estava indo ao ar. O apelo foi registrado e o programa já voltou há algumas semanas ao seu horário de praxe, 22h15.
   Mesmo que a atração tenha perdido um pouco o “encantamento” e os ibopes expressivos para a Band, o “CQC” ainda é uma boa opção para as noites de segunda. E se apesar de tantas mudanças sofridas ao longo desses 200 programas eles continuam a solta, desafiando tudo e todos, esperamos que eles continuem correndo atrás, sempre. Parabéns, Docinhos de Coco!!! ;) 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

RG CRÍTICA #06: BAND vs. RAFINHA BASTOS

Rafinha Bastos pediu demissão da Band. E quem perde com isso é a própria emissora.

Rafinha, Tas e Luque no CQC: trio pode perder seu "lado esquerdo" após 3 anos.

   19 de Setembro de 2011. A Bandeirantes levava ao ar, ao vivo, a edição 156 do “Custe o Que Custar” (CQC), apresentado por Marcelo Tas, Marco Luque e (até então) Rafinha Bastos numa bancada. Ao fim de mais uma matéria, surgem os comentários do apresentador e dos humoristas:


– "Que bonitinha que está a Wanessa Camargo grávida", anunciou Marcelo Tas.
– "Eu comeria ela e o bebê", interrompeu Rafinha Bastos. "Não tô nem aí", completou.
(todos da bancada riem)

   E o que era pra ter sido apenas mais uma piada sem graça (das muitas tantas que o Rafinha soltara não só no programa, mas em seus shows de stand-up) causa turbulência na imprensa e nas partes citadas (lê-se: Wanessa e, por ventura, seu marido, o empresário Marcus Buaiz). A polêmica se estendeu por duas semanas, com reclamações do casal junto à emissora. A situação se agravou quando Buaiz entrou em contato com seu amigo e sócio, o ex-jogador Ronaldo que, juntamente com sua esposa Bia Antony, também se manifestaram contra a atitude do humorista na emissora do Morumbi, fazendo com que até se rompesse relações com a equipe CQC. Como se não bastasse, Marco Luque – companheiro de bancada do Rafinha – para tentar não perder a amizade com seu amigo ex-jogador (e o contrato com uma operadora de telefonia que Ronaldo o ajudou a conquistar) e o próprio Marcus Buaiz, emite, erroneamente (ao meu ver), a seguinte nota na imprensa:

Sobre a piada feita pelo Rafinha Bastos, no programa ‘CQC’ que foi ao ar no dia 19 de setembro, eu, como pai, entendo e apoio a revolta e a indignação do Marcus Buaiz, um homem que conheço e respeito. Se fizessem uma piada com este contexto sobre a minha família, certamente ficaria ofendido. Com certeza uma piada idiota e de muito mau gosto.”

   Rafinha foi repreendido pela direção da Band e eles resolveram o suspender da bancada no “CQC 158”, sendo substituído pela Mônica Iozzi (repórter do programa). Durante a exibição do programa, Bastos publicou em seu Twitter fotos em que demonstravam a sua “tristeza” de não estar mais na bancada (em meio a lindas mulheres). A semana seguiu em frente com piadas feitas em vídeo pelo próprio Rafinha (visitando uma churrascaria onde lhe são oferecidos carnes como “baby beef” e “fraldinha”) e com alguns companheiros de CQC sobre “fazer falta” pro programa. Procurado por diversos órgãos de imprensa, Bastos não quis se pronunciar/desculpar pelo ocorrido chegando a ser irônico e, porque não, grosso algumas vezes, mas assim é o Rafinha Bastos.

Rafinha Bastos nunca mediu palavras (nem brincadeiras) no CQC.

   Nesta última segunda, horas antes do “CQC 159 – Especial Dia das Crianças”, Rafinha convidou as pessoas em seu Twitter para assistir a matéria feita por ele especialmente para esta edição comemorativa, gravada com bastante antecedência, onde crianças falavam sobre economia e política. Minutos depois, o humorista descobre (e posta em seu microblog) que a reportagem havia sido vetada de ir ao ar pela direção da Band, além de ser substituído na bancada, dessa vez pelo, também repórter do programa, Oscar Filho.
   E ainda na noite de segunda-feira, sai na imprensa que o próprio Rafinha Bastos havia pedido demissão à direção da Bandeirantes, onde ele argumenta que, mesmo que voltasse um dia à bancada do “resumo semanal de notícias” ele não saberia mais o que poderia dizer ou não. Muitos órgãos de imprensa soltaram fogos de artifício com a notícia, alegando que essa era a “sua queda”, já que ele em nenhum momento mostrara arrependimento do que fez e nem pediu desculpa. Mas pensem comigo: o pedido de demissão feito pelo próprio Rafinha não foi uma atitude digna de reparo de seu erro?

Rafinha pediu demissão: E agora, Band?

   O que se sabe é que ele responderá processo movido por Wanessa e Buaiz. E se ele, de fato, for demitido, quem perde com isso é a própria emissora do Morumbi. Tudo bem que, na bancada do CQC, ele pode ser facilmente substituído pelos outros repórteres do programa (Iozzi e Filho já mostraram que sim, é possível). Mas, por exemplo, como ficará “A Liga”? O programa semanal de Rafinha Bastos que é uma das grandes audiências da emissora (depois do próprio CQC), um programa jornalístico sério e que nada tem a ver com as declarações do stand-uper? É preciso lembrar aos esquecidos que, por mais abobrinha que ele vinha falando há tempos, considerando que ele já falou coisas piores frente às câmeras (e fora delas), e por mais infeliz que ele tenha sido na declaração à Wanessa e ao seu filho, as pessoas ligeiramente esquecem de suas brilhantes matérias políticas e de “Proteste Já” feitas ao longo dos três anos de vida do CQC. Seria mesmo vantagem a Band abrir mão de seu talento? Porque isso, ninguém pode contestar, ele tem de sobra.
   Não dá para concordar com o que Rafinha Bastos falou sobre Wanessa e, se ele precisa responder em juízo à “falta de respeito”, que responda como um bom cidadão. Mas afastá-lo das câmeras de TV é uma medida radical e desnecessária, visto que – mais uma vez – por mais infeliz que a colocação tenha sido, tudo não passou de uma piada mal-interpretada (de muito mal gosto, mas ainda assim uma piada).