RG CRÍTICA #42: A EXCITANTE VOLTA DE 'AMOR E SEXO'

Fernanda Lima e companhia estrearam nova temporada em novo dia e horário na Globo. O resultado foi bom para todos nós!

RG INDICA #60: LEITURA DINÂMICA

Revista eletrônica da RedeTV! mostra que existe vida para programas desse gênero além dos domingos.

RG CRÍTICA #41: RETROSPECTIVA 2015

Confira o que foi destaque na TV aberta neste ano.

RG INDICA #59: ESPECIAL DE NATAL 2015

Confira a programação especial da TV aberta para celebrar a noite de Natal.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

RG CRÍTICA #23: ESTAÇÃO TEEN


A RedeTV! tenta agradar a garotada botando o Restart para apresentar programa. Será que isso dá certo?

Uma gincana escolar agita o começo de noite na RedeTV!

   Tentando agradar o público infanto-juvenil além dos desenhos animados, a RedeTV! estreou em Abril deste ano o programa “Estação Teen”. A atração foi comandada primeiramente por Dudu Surita – filho de Emílio Surita, do “Pânico na Band” – que deixou o posto em junho deste ano segundo a emissora por motivos de “readequação do conteúdo do programa”. Nos bastidores, dizem que a saída de Dudu foi efetuada devido à briga judicial que a emissora trava com a equipe do “Pânico”, que não engoliu a transferência do grupo para a Rede Bandeirantes em Fevereiro desse ano. Fato é que, com a saída do jovem, e disposta a agradar “a geração Z” de jovens, a emissora de Alphaville contratou a Banda Restart em junho deste ano para assumir os vocais, digo, a apresentação do programa. Mas será que a troca deu certo? Se a troca foi bem sucedida eu não sei, porque não vi Dudu Surita apresentando a atração. O fato é que hoje eu parei por 45 minutos para ver o Restart comandar – o que deveria ser – uma gincana entre escolas. E é disso que vou tratar nas próximas linhas.
   A dinâmica do “Estação Teen” é simples: uma competição diária, com auditório, onde estudantes de 10 a 14 anos enfrentam provas durante uma semana, passando por todas as eliminatórias até se classificarem. Após 11 semanas, na competição final, a escola vencedora leva o grande prêmio: as tão sonhadas férias na Disney. A cada programa, dois colégios entram no game. A maratona entre os competidores acontece em um torneio dividido em três fases: classificatória, semifinal e final. Quem tem boa memória televisiva e assiste o programa deve ter passado alguns flashbacks na memória: “Passa ou Repassa?” e “Curtindo Uma Viagem” (ambos do SBT), “Eliana no Parque” (Record), “Video-Game” (Globo) e até o mais recente “O Último Passageiro”, ainda no ar nos domingos da mesma RedeTV!, com a apresentação de Mário Frias. O cenário do programa, com aspectos futuristas, é bem feito e chama a atenção positivamente.

Na falta de Dudu (dir.), Restart assumiu o comando do "Estação Teen"

   Mas vamos ao que presenciei hoje. Primeiro bloco: o programa começa, a banda entra/os apresentadores entram, apresentam “o que vai ter no programa”, canta um trecho de uma música deles (afinal de contas, eles são “uma banda”), e assim, com menos de 5 minutos após a abertura, deu-se o primeiro intervalo. Pelo visto, prender o público não é muito a intenção do programa.
   Segundo bloco: Koba, Pe Lanza, Pe Lu e Thomas apresentam quais são os prêmios da “atração”, cantam um trecho de outra canção do Restart, que ninguém na plateia sabe e/ou ouve, e sob aquela gritaria típica de hora do recreio, vai-se outra vez pro intervalo, também em menos de cinco minutos. Confesso que, se eu fosse apenas telespectador, eu já teria desistido de acompanhar o programa e tinha mudado de canal. Mas como eu preciso assistir tudo, né? Vamos pôr fé no terceiro (e último bloco).
   Depois de dois blocos mortos, com pura “encheção de linguiça”, a competição do dia se inicia. A primeira prova do dia é da “Dublagem”, onde surge Thomas “caracterizado” de Pablo, do extinto “Qual é a Música?” (SBT) [momento “Vergonha Alheia”], onde o participante tem que (apenas) completar a música. As crianças estavam tão ligadas no jogo que ninguém acertou, fazendo com que Pe Lu sugerisse uma troca de participantes após duas rodadas para salvar a situação. A troca foi feita e, mesmo assim, os novos integrantes erraram. Ninguém marcou ponto.

Thomas faz referência a Pablo, do "Qual é a Música?" #tenso

   Depois do quadro "Dançando na Web", em que os telespectadores ajudam os times através de vídeos postados no site do programa, a terceira (e última) prova do dia foi a do “Splash”. Que no maior estilo “Torta na Cara” era um jogo de perguntas e respostas. A inovação seria, talvez, o fato do participante correr para bater o botão e responder a questão. E, em vez de torta, o adversário que errava e/ou não respondia, levava um jato de meleca verde na cara atirado pelo que acertou. Um outro ponto interessante é que, na última pergunta do dia, os integrantes chamaram um professor de cada time para responder. Foi legal ver os alunos torcendo por seus mestres, mesmo que seja apenas para responder “Qual é a capital da Dinamarca?”. Pergunta difícil para os professores, não acham? Após a contagem dos pontos do dia, a equipe amarela levou a melhor sobre a vermelha e disputam a semifinal da semana amanhã.
   Apesar de serem músicos e não apresentadores, até que eles comandam bem (do jeito deles) o “Estação Teen”. Mas é preciso dizer: só participaria do programa por causa da viagem à Disney e só assistiria o programa no dia em que minha escola participasse ou se, apenas, eu fosse fã do Restart, o que felizmente, não é o caso. No mais, vamos ver até quando essa folia colorida e “divertida” vai durar na RedeTV!.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

RG INDICA #38: BALACOBACO

A Record aposta no humor para a sua nova novela das dez, que estreia amanhã.


Amanhã estreia a nova novela da Record.

   2012 não tem sido o ano da Rede Record em relação à suas novelas. Depois de encerrar ontem, 02/10, a novela “Máscaras” de forma encurtada (teria 220 capítulos, terminou com 116 escritos e 125 no ar) e, na última segunda, anunciar o fim “precoce” (entre aspas, pois pedia socorro há tempos) da sua versão brasileira de “Rebelde”, que era para ter três temporadas (como a mexicana), se encerrou na segunda (prevista para terminar em março), que ia terminar em novembro, mas se decidiu fechar o ciclo no próximo dia 12 de outubro, chegou a hora da emissora dos bispos fazer mais uma aposta: dessa vez, o humor invadirá o horário das dez a partir de amanhã com a estreia de “Balacobaco”.
   A fórmula de “Balacobaco” é simples: junta duas gêmeas atrapalhadas, um jovem cineasta deslumbrado e uma charlatã de marca maior; uma grande pitada de romance e drama e voilá: a novela de Gisele Joras está no ar. Uma novela bem humorada não é novidade na Record e nem de Gisele: foi ela quem também escreveu a versão brasileira da divertida “La Fea Más Bella”, mais conhecida na emissora por “Bela, a Feia”. “As prioridades são exatamente as mesmas: contar uma boa história, criar personagens interessantes e uma trama envolvente.” conta a autora, que quer resgatar o lado cômico das situações cotidianas em imagens ensolaradas. Para contar toda essa história, a Record tem um time de 350 profissionais, 40 cenários, R$ 400 mil por capítulo e cotas patrocinadas por Colgate e Unilever, a R$ 83 milhões cada.


Juliana Silveira é a protagonista de "Balacobaco".

   Na sinopse, Juliana Silveira dá vida a jovem arquiteta Isabel, que vê sua vida desmoronar após enfrentar uma série de dificuldades. A situação é agravada quando sua irmã, Teresa (Juliana Baroni), morre enquanto pratica pesca submarina. O responsável pelo acidente é o inescrupuloso Norberto, vilão vivido por Bruno Ferrari, em papel especialmente escrito para ele. Após a morte da irmã, Isabel, então, recebe a missão de revelar a sobrinha Taís (Letícia Medina) sobre sua paternidade. Assim, a menina inicia a incessante busca pelo pai biológico.
   O caminho da protagonista se cruza com o de Eduardo, vivido por Victor Pecoraro, em sua estreia na Record. Dono de uma agência de turismo ecológico, seus projetos começam a desandar em função das armações do sócio Norberto, seu irmão de criação. Ao perder tudo, se aproxima de Isabel, dando início a uma conturbada relação.
   No elenco também estarão nomes conhecidos como Paulo Figueiredo, Julianne Trevisol, Joana Balaguer, Solange Couto, Roger Gobeth, Bárbara Borges, Roberta Gualda, Umberto Magnani, Cristina Pereira, Lu Grimaldi, Wagner Santisteban, Mariah Rocha, André Segatti, Rafael Zulu, Thaís Pacholek, Vitor Fasano, André Mattos, Rodrigo Phavanello, Leandro Léo, Simone Spoladore e Silvio Guindane.


Patrick Pimenta X Crodoaldo Valério: Semelhança ou mera coincidência?

   “Balacobaco” também já tem uma polêmica. É o personagem Patrick Pimenta, interpretado por Thierry Figueira. Patrick sonha em ser ator ou apresentador de TV – qualquer coisa que o torne famoso. O problema não é a essência do personagem, e sim a caracterização, que é idêntica a do afetado personagem Crodoaldo Valério (Crô), de Marcelo Serrado na novela “Fina Estampa”, da Globo. Será apenas um plágio de figurino ou eles serão parecidos? Só acompanhando o folhetim para descobrir.
   A trilha sonora de “Balacobaco” será muito popular. A começar pela abertura, no ritmo sertanejo, com o grupo Brasil Company interpretando a música chiclete “No Balacobaco”. Além disso outros nomes, já contratados para terem suas músicas tocadas são: Charlie Brown Jr., Eduardo Costa e Alexandre Pires, Reginaldo Rossi, Amado Batista e Calypso, Toquinho, Wilson e Soraia, Léo e Junior, Caviar com Rapadura, Papas da Língua e Mauricio Manieri.
   “Balacobaco” estreia amanhã, em plena quinta-feira, às 22h15, com a difícil missão de levantar o ibope no horário, que amargou 6 pontos com o último capítulo de “Máscaras”, número inadmissível para a Record. A novela tem tudo para dar certo. A direção-geral da trama é de Edson Spinello. 

Veja a divertida "chamada eleitoral" de "Balacobaco": #imperdível


sábado, 29 de setembro de 2012

RG ESPECIAL: HEBE, A RAINHA DA TV BRASILEIRA

É com muito pesar que este blog fica de luto ao anunciar a morte de Hebe Camargo, a Eterna Rainha da TV Brasileira. Ela faleceu na madrugada de hoje, vítima de uma parada cardíaca, na sua casa, em São Paulo. Seu sorriso, sua emoção e alegria de viver deixaram um legado histórico para todos nós brasileiros. O #RGnaTV essa semana comemorava a volta dessa estrela maior à casa que lhe acolheu por quase 25 anos. Veja o #RGCrítica21. Hoje, o SBT, está dedicando toda a sua programação para homenageá-la.  

Infelizmente, o sofá mais famoso da TV brasileira perde definitivamente a sua apresentadora. Nós, meros telespectadores de sua simpatia, teremos uma lacuna insubstituível na televisão daqui pra frente. Obrigado por tudo, Hebe. Que Deus te receba te braços abertos!

Fiquem com a participação emocionante de Hebe como cantora no especial "Elas Cantam Roberto". Linda de viver!



HEBE CAMARGO - *1929 +2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

RG CRÍTICA #22 - CQC 200: A BAGAÇA CONTINUA FUMEGANTE?

O “resumo semanal de notícias” celebra 200 programas na próxima segunda. Há razões para comemorar?

CQC: 4 anos, 200 programas, muitas mudanças.

   Foi no dia 17 de Março de 2008 que o “Custe o Que Custar – CQC” estreou na tela da Rede Bandeirantes de Televisão. De formato argentino (“Caiga Quién Caiga” [Caia quem caia]) e em parceria com a EyeWorks/Cuatro Cabezas, aqueles homens vestidos de preto, em sua maioria comediantes, começavam a nos surpreender nas noites de segunda, com seu formato de jornalismo com entretenimento, além do toque ácido e crítico de suas matérias e/ou comentários. Na próxima segunda (01/10), eles vão exibir o programa de número 200. E o que podemos dizer é que de 2008 à 2012, o “CQC” mudou bastante.
   A começar pela sua bancada de apresentadores. A apresentação principal, feita por Marcelo Tas, ainda não foi modificada. É isso mesmo que você leu: AINDA! Em recente entrevista à Fernanda Young, o capitão do barco tem deixado claro a vontade de encerrar o ciclo: “Acho que, no CQC, em mais um ano eu me divirto também. Foi a conversa que tive com eles. Falei: 'olha, acho que mais um ano está bom, já dei minha contribuição'. Eu não tenho apego. O CQC é um projeto que está dando certo, mas se eu tiver que sair, saio com muita alegria e sei que tem gente que vai tocá-lo.”. Tas é o único do elenco que consegue unir, de fato, inteligência com o bom humor, e o seu modo de comandar a atração é singular. Se ele, de fato, sair em 2013, o CQC pode perder bastante.
   Ainda na bancada, tem o Marco Luque, que divide a apresentação com o Tas desde a estreia. Seu humor pastelão (e lento, até) conquista os telespectadores com tiradas bobas. Seu talento fez com que a Band investisse em um programa solo para ele - “O Formigueiro” - que não foi uma boa experiência para a emissora. Já o terceiro elemento da bancada poderia (ou deveria?) ser ainda o Rafinha Bastos. Mas o desentendimento dele com a equipe do programa e a própria Band em setembro do ano passado – que acarretou em sua demissão – fez com que se perdesse a pessoa que tinha os comentários mais ácidos e perspicazes, que também chamou a atenção da emissora do Morumbi e havia lhe dado um programa solo: o jornalístico “A Liga”, que está no ar até hoje, com relativo sucesso, mas que também perdeu a apresentação após essa confusão que todo o Brasil acompanhou. Não lembra? Clique aqui. Hoje em dia, a acidez de Rafinha deu lugar à “delicadeza” do “Pequeno Pônei”, Oscar Filho, que também herdou o comando do quadro de maior sucesso e mais bem feito do programa: O “Proteste Já”.

Filho, Tas e Luque: a atual bancada do CQC.

   Mas não é só da bancada que o programa sobrevive. Os repórteres tem feito a diferença e dado a cereja no bolo que o programa precisa. Danilo Gentili foi um dos primeiros repórteres do programa. Sua ousadia e pensamentos rápidos nas entrevistas também se destacaram a ponto de também alçar um voo solo na Band no comando no “Agora é Tarde”. Uma outra decisão acertada, já que este talk-show tem tido uma repercussão muito positiva. Tal sucesso fez com que ele deixasse o programa, mas não abalou tanto quanto a saída conturbada de Rafinha. Felipe Andreoli é outro que conquistou seu espaço. Ele consegue deixar as pautas esportivas do CQC muito mais interessantes. Hoje, ele também comanda um programa solo na emissora dos Saad, o esportivo “Deu Olé”, nas tardes de sábado. Rafael Cortez nos chama atenção por seu comportamento, digamos, peculiar. Ele mostra muito jogo de cintura perante as câmeras e é um dos mais pastelões depois de Luque.
   Ao longo desses quatro anos de existência, vimos o nascimento de três repórteres que já entraram quando o programa estava no ar. Em 2009, após uma seleção aberta ao público e superar 28 mil inscritos, surge a primeira mulher repórter do programa: a belíssima Monica Iozzi. Monica é um grande achado do CQC. Seu sotaque e agilidade de pensamento, alinhado à sua beleza, quebra um pouco o peso dos repórteres machões com a delicadeza na medida certa. Suas matérias políticas e de celebridades são as de maior destaque. Em 2011, aproveitando a saída de Rafinha, o programa estreou Maurício Meirelles, que saía do humorístico “Legendários”, da Record. Sua troca foi mais do que bem sucedida, e é um dos que mais rápido se adaptaram ao formato do programa.


Ronald Rios: o mais novo no programa, ainda está se adaptando.

   A mais recente aquisição foi o Ronald Rios, ex-apresentador da MTV. Ele estreou em 2012 e ainda tenta se encaixar no programa. A ele ainda falta a agilidade que o programa tanto precisa para nos entreter nas quase três horas que o “CQC” fica no ar. E assim, repórteres e apresentadores, juntamente a quadros consagrados como o “Proteste Já”, “CQTeste”, “CQC no Congresso” e o tão esperado “Top Five da TV Brasileira” já marcaram a história da televisão com seu humor ácido, inteligente e muito divertido.
   A audiência do programa sempre foi modesta, alcançando facilmente o terceiro lugar. Mas neste ano em questão, uma queda foi percebida. Seria o desgaste do formato, embora ele funcione por temporadas? Uma das razões seria o horário tardio que o programa estava indo ao ar. O apelo foi registrado e o programa já voltou há algumas semanas ao seu horário de praxe, 22h15.
   Mesmo que a atração tenha perdido um pouco o “encantamento” e os ibopes expressivos para a Band, o “CQC” ainda é uma boa opção para as noites de segunda. E se apesar de tantas mudanças sofridas ao longo desses 200 programas eles continuam a solta, desafiando tudo e todos, esperamos que eles continuem correndo atrás, sempre. Parabéns, Docinhos de Coco!!! ;)